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Captain Tsubasa: Rise Of New Champions
DR Captain Tsubasa: Rise Of New Champions

Oliver e Benji são os campeões de ‘Captain Tsubasa: Rise Of New Champions’

‘Captain Tsubasa: Rise Of New Champions’ é um novo jogo inspirado no icónico anime.

Por Luís Filipe Rodrigues
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★★★☆☆

Quem quer jogar futebol na sua consola ou computador tem de fazer a mesma escolha todos os anos: FIFA ou PES? Normalmente, são as duas únicas opções. Mas nem sempre foi assim. Antigamente, havia mais franquias futebolísticas e nem todas ambicionavam reproduzir ou simular o beautiful game – antes pelo contrário, algumas pautavam-se mesmo pela diferença e o exagero. Este ano volta a haver uma alternativa ao duopólio da EA e da Konami: Captain Tsubasa: Rise Of New Champions.

Distribuído pela Bandai Namco, desenvolvido pelos japoneses da Tamsoft e disponível na Nintendo Switch, PlayStation 4 e PC, é o primeiro título inspirado na icónica série de manga e anime protagonizada por Oliver Tsubasa (Tsubasa Ozora, na versão original japonesa) e Benji Price (Genzo Wakabayashi) que chega às consolas europeias em mais de dez anos. E, apesar de ser um videojogo de futebol, não podia ter menos em comum com franquias como FIFA ou PES.

Enquanto os outros títulos tentam replicar as partidas que acompanhamos nas televisões e a que assistíamos nos estádios (quando ainda se podia ir aos estádios), Captain Tsubasa: Rise Of New Champions tem pouco a ver com a realidade. É um simulacro surrealista do futebol, em que tudo – os desarmes, os remates, as fintas, as defesas – é exagerado e maior do que a vida. Tal como na série. A única diferença é que o campo não parece tão comprido e os embates não duram uma eternidade.

Ora, os videojogos querem-se exagerados e maiores do que a vida. E o primeiro contacto com Captain Tsubasa: Rise Of New Champions foi muito positivo. Um jogo amigável entre a selecção japonesa – que reúne todos os craques fictícios que crescemos a ver na televisão na mesma equipa – e uma formação uruguaia durou oito minutos e acabou em 2-0, com tentos de Kojiro Hyuga (Mark Lenders, nos desenhos animados portugueses) e Tsubasa. Desarmar e fintar os adversários pareceu tão emocionante como no anime, se bem que os remates saíram frouxos.

De seguida, testou-se o modo “The Journey”, dividido em dois episódios. No primeiro, “Episode: Tsubasa”, controlamos o Nankatsu de Tsubasa ao longo de sete capítulos, onde enfrentamos os principais rivais da série animada, à medida que disputamos o campeonato nacional. É recomendado para principiantes, mas revelou-se difícil e frustrante.

As fintas e desarmes de carrinho são vistosos, porém o sistema de jogo é uma desilusão. O problema está nos golos, ou na falta deles; não são o culminar de boas jogadas, frutos da sorte e do talento, mas o resultado de um jogo de atrito. Basicamente, é necessário rematar várias vezes para ir cansando e esgotando o ânimo do guarda-redes. Ao início, os remates mais épicos são defendidos facilmente, porém ao fim de alguns chutos qualquer bola entra na baliza. É uma seca. Quase dez horas e inúmeros palavrões depois, esta história chegou ao fim e a vontade de começar o segundo episódio era pouca.

Mas lá se começou. Em “Episode: New Hero”, o jogador cria um novo personagem, que pode jogar por uma de três equipas, que não o Nankatsu. Escolheu-se o Toho de Kojiro Hyuga. E ainda bem. O seu remate é o mais forte de todos e marcar golos é um processo menos moroso, algo que acontece naturalmente enquanto treinamos e acompanhamos a evolução do novo herói do título. Durante a primeira metade da campanha, enfrentamos outras equipas japonesas, que dão menos luta do que no suposto modo para principiantes. Obrigado, Kojiro.

Na segunda parte, controlamos a selecção japonesa e todos os seus craques num torneio internacional. Ao longo de várias horas, com longos interlúdios narrativos pelo meio, vamos batendo outras selecções, que depois é possível controlar em qualquer partida, juntando-se ao Japão, Uruguai e Inglaterra na lista de equipas seleccionáveis nos restantes modos de jogo. Neste torneio, apesar de um acentuado pico de dificuldade, a experiência continua a ser recompensadora e nunca se torna entediante. É o ponto alto de “The Journey”.

Para o bem e para o mal, Captain Tsubasa: Rise Of New Champions é diferente de títulos como FIFA ou do PES. Está longe de ser tão polido e acessível, marcar golos é pouco emocionante e uma tarefa ingrata. Não é propriamente um bom jogo de futebol de arcada, nem uma adaptação fiel do anime. Mesmo assim, é capaz de ser o jogo de futebol mais interessante – e surpreendente – que nos passou pelas mãos em mais de uma década.

Disponível para PC, PlayStation 4 e Switch.

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