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A Páscoa em oito filmes nada bíblicos

Sem Jesus Cristo, a última ceia ou crucifixos, estes filmes são sobre a Páscoa ou passam-se nessa época

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Flores de Aço
Por Rui Monteiro |
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Cinema bíblico é o que mais há na televisão (e não só) quando chegam as férias da Páscoa. Porém, nesta altura do ano, também há alguns filmes que estão longe da Bíblia. Não são muitos, mas que os há, há. Alguns aproveitam-se da época e usam as reuniões familiares apenas como um pretexto para contar as suas histórias. Outros, fazem correr sangue que não o de Cristo durante esta quadra. E ainda há uns quantos que pura e simplesmente ajavardam a coisa. Para saber como, é ver estes oito filmes pascais pouco ou nada bíblicos.

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A Páscoa em oito filmes nada bíblicos

Desfile de Páscoa (1948)

Ainda não havia televisão e a MGM não queria deixar passar a época sem ganhar um punhado de dólares. Como não tinha nenhum filme disponível sobre Cristo capaz de ganhar algum, os executivos do estúdio optaram por um musical, coisa para a família, ligeirinha. Ganharam uma pipa de massa, que o filme foi um êxito, e ainda arrecadaram um Óscar de Melhor Banda Sonora. O enredo é básico – uma história de amor e ciúme e inveja e vingança entre artistas – e o que importa é a música, a cor, e, claro, a dança. Judy Garland e Fred Astaire (chamado à pressa para substituir o lesionado Gene Kelly) fizeram o seu papel com o profissionalismo necessário para passar despercebido que não caíam de amores um pelo outro. A sua popularidade entre o público fez o resto.

A Vida de Brian (1979)

Embora, de certa forma, um filme quase bíblico, A Vida de Brian é sem dúvida a mais descabelada paródia aos filmes de Páscoa tradicionais. A autoria dos Monty Python era, à partida, uma espécie de garantia, e a forma anárquica como decorreram as filmagens (quase, mas nem sempre dirigidas por Terry Jones) assegurou a quota de espontaneidade libertária característica do grupo de comediantes britânico. E, assim, adoptando uma leitura – digamos – política dos evangelhos, Brian (Graham Chapman), que nasceu no estábulo ao lado do de Jesus, cresce e junta-se a um movimento de resistência à ocupação romana da Judeia. Apesar da sua organização ser particularmente ineficaz, por portas e travessas e um certo surrealismo narrativo, Brian torna-se profeta. Contudo não se livra da cruz.

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Flores de Aço (1989)

Agora uma coisa completamente diferente. Herbert Ross juntou Shirley MacLaine, Olympia Dukakis e Sally Field, acrescentou um enredo tecido à volta de um salão de beleza na Luisiana e da passagem do tempo, e criou esta película sobre valores familiares em que a Páscoa é apresentada como símbolo do início da Primavera e do princípio de uma nova vida. Apesar deste tom sério, quase solene, Flores de Aço tem os seus gagues, as suas confusões familiares e, para ninguém ignorar a época, logo na cena inicial um carregamento de ovos de Páscoa é acidentalmente esmagado.

Os Malucos do Centro (1995)

A Páscoa, aqui, nem pretexto é, mas apenas a época do ano em que se passa a acção. Vê-lo, nesta altura, é, assim, pelo menos, uma espécie de provocação aos valores familiares. Gratuita, todavia divertida, tanto como o filme de Kevin Smith (Clerks), onde Jay e Silent Bob, embora presentes, dão o protagonismo a Jeremy London e Jason Lee. Adolescentes que levaram com os pés das namoradas, refugiando-se, deambulando e aprendendo sobre a vida graças a uma colecção de personagens particularmente patuscas que encontram num centro comercial, ao mesmo tempo procurando engendrar um plano de recuperação das raparigas.

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Easter Bunny, Kill! Kill! (2006)

E que tal um pouco de terror pascal? É o que tem para nos oferecer esta fita abaixo de série B realizada por Chad Ferrin em 2006 e protagonizada – salvo sejapor Timothy Muskatell, no papel do fura-vidas Remington, Charlotte Marie, a fazer de Mindy, a enfermeira com quem ele vive, e Ricardo Gray, como Nicholas, um jovem deficiente e o filho de Mindy. Quando o pano cai, Easter Bunny, Kill! Kill! revela-se uma história sobre a reunião de uma família durante a Páscoa, mas até lá chegarmos vai correr muito sangue.

Hank and Mike (2008)

Agora é a vez de Thomas Michael, Paolo Mancini, Chris Klein e Joe Mantegna protagonizarem, neste filme de Matthiew Klinck, uma comédia transtornada, negra e ainda com uma pontinha de realismo social, onde dois coelhos de Páscoa vêem a sua longa e profunda amizade em perigo quando a multinacional que detém os direitos sobre a Páscoa os despede. Atirados para o desemprego, incapazes de reconversão profissional, depois de muita atribulação, os bons sentimentos vem ao de cima, a reconciliação acontece e… a vida continua.

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Hop (2011)

O que é que acontece quando o filho do Coelho de Páscoa, E.B., não quer seguir a tradição e ainda menos assumir o papel do pai? Foge de casa, na Ilha da Páscoa, claro, e vai direitinho que nem um fuso para Hollywood tornar-se músico. É o que é. E, neste filme de animação de Tim Hill, o pequeno leporídeo tem logo a sorte de conhecer James, cujo maior sonho era ser Coelho de Páscoa mas não sabia para onde enviar o currículo e a candidatura. Hank Azaria, dando voz ao vilão Carlos, é, por assim dizer, o inimigo a abater para E.B. (Russell Brand) no seu caminho para o estrelato e resolução dos problemas familiares.

Pieces of Easter (2013)

Estas coisas acontecem. E podem ser chatas ou motivo para uma barrigada e riso, como neste filme escrito e dirigido por Jefferson Moore. Acontece, então, que Alza Bennet (Christina Marie Karis), uma executiva particularmente arrogante e sublimemente irritante vai a caminho da casa da família para passar a Páscoa e… Eis senão quando o carro se avaria e a avaria é irremediável em tempo útil naquele ermo onde se foi abaixo. No ínterim do seu desespero, conhece Lincoln James (Jefferson Moore), um solitário (digamos melhor: misantropo) lavrador que, em troca de mil dólares, aceita levar a rapariga até ao destino. Como é evidente, entre as cenas cómicas, os dois vão conhecer-se melhor, confrontar os seus problemas e tornarem-se melhores pessoas.

Páscoa em Lisboa

Ovo da Brigadeirando
©Mariana Valle Lima
Restaurantes

Seis ovos da Páscoa para oferecer

Ovos há muitos e na Páscoa todos os querem. A par das amêndoas (em todas as suas variantes, de amêndoa, artesanais ou de chocolate) e dos folares da Páscoa, oferecer ovos de chocolate é uma das tradições mais queridas da época pascal e que enche a mesa de família. Dá para esconder e fazer uma verdadeira caça ao tesouro para entreter a criançada (ou recordar aos adultos quão divertidas podem ser estas brincadeiras) ou deixar-se de coisas e lambuzar-se logo todo.

Folar de Páscoa da Alcôa
©Inês Félix
Restaurantes

Os melhores sítios para comprar folar de Páscoa

Este pão enriquecido e doce cai bem no começo da Primavera – e não é por acaso. É o florescer da natureza. Em alguns acrescenta-se um ovo como resumo da fertilidade. Inspirados em diferentes exemplares de todo o país, recomendamos os folares que se compram por Lisboa para compor a mesa da Páscoa ou para oferecer como quem deseja abundância.

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