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Na despedida, recordamos seis filmes de Agnès Varda

A realizadora morreu na madrugada desta sexta-feira. Tinha 90 anos. E não será esquecida, como provam estes seis filmes de Agnès Varda

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Nascida na Bélgica, Agnès Varda foi uma das grandes realizadoras do cinema francês, prevendo a nouvelle vague e mantendo-se relevante ao longo de mais de seis décadas. Morreu com cancro na madrugada de 28 para 29 de Março. 

Agnès Varda tinha 90 anos, mas quando a víamos e ouvíamos não acusava a idade. Parecia mais nova e continuava a trabalhar: Varda par Agnès, o seu último filme, tinha sido mostrado há uns meses no Festival de Berlim e deve chegar aos cinemas nacionais em Julho. Enquanto não se estreia, recordamos seis dos melhores filmes de Agnès Varda, do primeiro, La Pointe Courte, ao mais recente Olhares Lugares, de 2017.

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Na despedida, recordamos seis filmes de Agnès Varda

La Pointe Courte (1954)

O primeiro filme de Agnès Varda foi um precursor da nouvelle vague francesa de finais de 50s e 60s, e imediatamente elogiado nas páginas do Cahiers du Cinéma. É, ao mesmo tempo, a história de um casal desavindo e de uma aldeia piscatória a passar por um mau bocado.

Duas Horas na Vida de Uma Mulher (1961)

A realizadora nascida na Bélgica fez pequenos filmes nos anos a seguir à estreia de La Pointe Curte, mas só voltaria a filmar uma longa-metragem em 1961. Duas Horas na Vida de Uma Mulher acompanha uma jovem cantora, interpretada por Corinne Marchand, nas duas horas em que aguarda os resultados de um importante exame médico.

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Sem Eira nem Beira (1984)

Uma jovem sem abrigo (Sandrine Bonnaire no papel de Mona) aparece morta de frio. É assim que começa esta arrojada película, premiada com um Leão de Ouro em Veneza, sobre uma pobre rapariga e as pessoas que se cruzaram com ela antes de morrer.

Jacquot de Nantes (1991)

Agnès Varda passou quase 30 anos casada com o cineasta francês Jacques Demy, falecido em 1990. E, pouco tempo depois de ele morrer, realizou este tocante filme sobre a infância e os últimos dias do realizador. Um derradeiro tributo ao grande amor da sua vida.

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Os Respigadores e a Respigadora (2000)

Os respigadores a que alude o título, e em que se foca este filme de Agnès Varda, são todos aqueles que vivem da recuperação e utilização de todo o tipo de detritos. A respigadora é ela que, usando pela primeira vez uma câmara digital, filma imagens e assuntos que muitos ignoram, neste curioso documentário.

Olhares Lugares (2017)

À beira de fazer 90 anos e a perder a vista, Agnès Varda juntou-se ao fotógrafo e artista plástico JR e foram cruzar a França na carrinha/estúdio fotográfico deste, fotografando pessoas a eito e colando os retratos em tamanho gigante nas paredes das suas vilas, casas, quintas ou locais de trabalho. Foi o último filme dela que vimos em Portugal.

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