Lubitsch Americano: um mês de filmes de encantar na Cinemateca

Vai durar até ao fim do mês (mas em Abril há mais) e ainda assim fica-se pelos filmes dirigidos por Ernst Lubitsch nas décadas de 1930 e 1940. O ciclo não chega para conhecer tudo, mas dá uma boa ideia sobre o “toque de Lubitsch”
The 100 best comedy movies, Heaven Can Wait
Heaven Can Wait na Cinemateca
Por Rui Monteiro |
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A Cinemateca criou uma espécie de teia de ciclos para apresentar toda a obra de Ernst Lubitsch. O cineasta, que viveu entre 1892 e 1947, não teve uma vida longa, mas chegou para dirigir mais de sete dezenas de filmes e encontrar lugar próprio entre os ícones de Hollywood. Sete amostras.   

Lubitsch Americano: Um mês de filmes de encantar na Cinemateca

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Ladrão de Alcova (1932)

Gaston é um hábil aldrabão e Lily uma talentosa carteirista. Primeiro tentam roubar-se um ao outro, mas cedo percebem, até por se apaixonarem entretanto, que juntos é que é. O enredo leva-os até Paris, Gaston arranja outro nome e torna-se secretário de uma ricalhaça, a quem em breve vai controlar a fortuna. Porém, não é só a polícia que está na sua peugada… Com Herbert Marshall, Miriam Hopkins e Kay Francis.

Segunda, 27, 15.30

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Uma Mulher para Dois (1933)

Quando uma mulher não se consegue decidir entre dois homens que a amam… Enfim, seria mais fácil para a personagem interpretada por Miriam Hopkins se os cavalheiros em questão não fossem interpretados por Fredric March e Gary Cooper. E mais fácil seria se os três, neste filme baseado em peça de Noel Coward, não tentassem viver juntos uma amizade platónica.


Quarta, 1, 15.30; Quinta, 9, 19.00 

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A Viúva Alegre (1934)

Há um problema no pequeno reino de Marsóvia quando a principal pagadora de impostos, a muito rica e viúva Sonia, decide partir para Paris. Para resolver a coisa, o conde Danilo é enviado à capital francesa para a impedir de casar com um estranho qualquer e abandonar à sua pouca sorte financeira o reino. Mas nem tudo corre pelo melhor ao embaixador nesta película com Jeanette MacDonald, Edward Everett Horton e Maurice Chevalier.


Sexta, 10, 15.30; Quarta, 15, 21.30 

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O Anjo (1937)

A mulher e o marido irem de férias separados é sempre sinal de sarilhos, e é claro que qualquer personagem como esta, interpretada por Marlene Dietrich, se mete em encrencas sentimentais por tudo e por nada. Enfim, Herbert Marshall, Melvyn Douglas que se cuidem.


Sábado, 11, 21.30; Quinta, 16, 15.30 

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Ninotchka (1939)

Foi a primeira vez que Greta Garbo se riu num filme, dizia a publicidade de então para atrair ainda mais público a esta comédia anticomunista cheia de graça. Tudo começa porque o partido não confia nos seus enviados a Paris com a missão de fazer dinheiro para os sovietes vendendo as jóias da condessa Swana. Vai daí envia, para os controlar, a severa e dogmática Ninotchka, comissária política que conhece um cavalheiro cheio de charme e, pronto, também ela cairá na armadilha capitalista.


Sábado, 4, 21.30; Sexta, 17, 15.30

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O Céu Pode Esperar (1943)

Há mais de uma versão de O Céu Pode Esperar, mas, sem ofensa, esta é a que interessa. Nela Gene Tierney, Don Ameche e Charles Coburn têm interpretações carregadas de subtileza e comicidade que ampliam o efeito da história do homem convencido de que nunca terá lugar no céu e que, por isso, vai sem demora na direcção contrária. Contudo, como a vida que ele conta a Sua Excelência, a pós-morte também tem muito que se lhe diga.


Quarta, 1, 19.00; Quarta, 8, 15.30

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O Pecado de Cluny Brown (1946)

A rapariga, que não é outra senão a própria Jennifer Jones, quer muito ser canalizadora (gostos…) e tenta ajudar um jovem com problemas na canalização (não, não é essa canalização em que estão a pensar) durante uma festa. A coisa não corre bem, principalmente pela quantidade de coquetéis que a rapariga bebe enquanto conhece e convive com um escritor checo. A situação, porém, é salva pelo tio da moça, que decide arranjar-lhe emprego numa casa rica. E não é que é mesmo nessa casa que ela encontra o mesmo escritor checo, interpretado por Peter Lawford…

Quinta, 30, 21.30 

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