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A still from Maid in which Alex (Margaret Qualley) smiles and cradles her daughter Maddy (Nevaeh Whittet) who is eating a snack bar
Photograph: Ricardo Hubbs/Netflix

‘Maid’: mãe, criada e figura irresistível

A série da Netflix, protagonizada pela cativante Margaret Qualley, tinha tudo para ser uma telenovela mexicana falada em inglês. Não é.

Escrito por
Eurico de Barros
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★★★★☆

Alex, uma jovem mãe, sai de casa, e de uma relação perigosa, com a filha de três anos. Não quer ir para casa do pai, que tem uma nova família. Nem para a casa móvel da mãe, uma irresponsável artista “alternativa” e hippie tardia, que vive com o namorado mais jovem.

Alex não tem onde ficar, não tem emprego, dinheiro nem qualificações e fica sem carro após um acidente. Tudo o que arranja é um trabalho a fazer limpezas numa minúscula empresa, e um quarto numa casa-abrigo para mulheres maltratadas. Maid (Netflix) tinha tudo para ser uma telenovela mexicana falada em inglês. Não é. A história modera o seu vasto potencial lacrimal e não se desfaz em queixinhas e indignações, e mostra, com correcção realista, o que é ser pobre e viver de “McJobs” e subsídios nos EUA, sem culpados prontos-a-detestar, seja a “sociedade”, sejam vilões-tipo. E Alex, interpretada pela cativante e expressiva Margaret Qualley (filha de Andie McDowell, que faz de sua mãe), por cujos olhos passa tudo o que ela precisa de dizer ou sugerir, é uma figura irresistível, mãe devotadíssima, paciente e sacrificada, trabalhadora e recta.

Maid baseia-se na história real de Stephanie Land, contada no livro Maid: Hard Work, Low Pay and a Mother’s Will to Survive. E tal como está no título, está na série.

Bem-visto

  • Filmes

★★★☆☆

O feitio da inspectora Petra Delicato, da Polícia de Génova, protagonista da série Petra (FOX Crime. Sex 22.00) tem muito mais a ver com o seu nome do que com o apelido. No policial, um herói caracterizado de forma original e bem vincada, é mais do que meio caminho andado para cativar o leitor ou o espectador.

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  • Filmes

★★★★☆

O filme de Patrícia Sequeira, uma versão fatiada e encurtada da série, com quase duas horas, chamou-se Bem Bom, mas a versão televisiva vem com um título diferente, Doce (RTP1, Sáb 21.00). Seria mesmo necessário tê-lo alterado? Pouco importa, é apenas um pormenor. A história das Doce só beneficia com mais duração para ser contada no seu formato alargado para televisão.

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