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Televisão, Série, Drama, Mistério, Thriller, O Nome da Rosa (2019)
©DRO Nome da Rosa

‘O Nome da Rosa’ televisivo é uma flor murcha

Escrita e realizada por Giacomo Battiato, a série adapta – e altera desnecessariamente – a intriga do livro do bestseller de Umberto Eco.

Escrito por
Eurico de Barros
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★☆☆☆☆

Que sentido faz rodar uma versão televisiva de O Nome da Rosa (RTP1, Seg 00.00), o filme de 1986 assinado por Jean-Jacques Annaud com base no bestseller de Umberto Eco, que recorria a uma intriga policial passada no século XIV como cabide para a sua colossal erudição sobre a Idade Média? A julgar pela série co-produzida pela Itália e pela Alemanha, e escrita e realizada por Giacomo Battiato, um vai-a-todas da televisão e do cinema que também assina romances, não faz qualquer sentido. Apesar de trair o final do livro de Eco, o filme de Annaud bate, ponto por ponto, pormenor por pormenor, personagem por personagem, a série de Battiato (que não peca visivelmente por falta de meios e ainda por cima tem mais tempo – oito episódios – para contar a história).

A começar pela escolha do simpático mas frouxo John Turturro para interpretar William de Baskerville, que nem com toda a boa vontade deste mundo e do outro se pode medir com Sean Connery no mesmo papel na fita original; e a acabar nas várias, desnecessárias e desastradas alterações que o realizador italiano fez na intriga do livro de Eco – é o caso da introdução de uma segunda personagem feminina, associada a um novo subenredo. O Nome da Rosa televisivo é uma flor murcha, com pouca cor e ainda menos cheiro.

Críticas de televisão

  • Filmes

★★★★☆

Há uma vibração saborosamente lovecraftiana na série Arquivo 81 (Netflix), baseada num podcast. Tecnologia e magia unem-se para contar uma história que consegue manter-nos firmemente intrigados e arrepiados, apesar de estar cheia de elementos familiares e de personagens que não enganam quem bate há muito tempo os territórios do fantástico e do horror.

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  • Filmes

★★★☆☆

O feitio da inspectora Petra Delicato, da Polícia de Génova, protagonista da série Petra (FOX Crime. Sex 22.00) tem muito mais a ver com o seu nome do que com o apelido. No policial, um herói caracterizado de forma original e bem vincada, é mais do que meio caminho andado para cativar o leitor ou o espectador.

  • Filmes

★★★★☆

O filme de Patrícia Sequeira, uma versão fatiada e encurtada da série, com quase duas horas, chamou-se Bem Bom, mas a versão televisiva vem com um título diferente, Doce (RTP1, Sáb 21.00). Seria mesmo necessário tê-lo alterado? Pouco importa, é apenas um pormenor. A história das Doce só beneficia com mais duração para ser contada no seu formato alargado para televisão.

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