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Televisão, Séries, Humor, Cá por Casa – Diário de uma Quarentona
©DR Cá por Casa – Diário de uma Quarentona

O riso confinado de “Cá por Casa – Diário de uma Quarentona”

Apesar de juntar talentos como Herman José, Maria Rueff, Manuel Marques ou Joana Pais de Brito, o programa humorístico da RTP é uma decepção.

Por Eurico de Barros
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★★☆☆☆

Em Cá por Casa – Diário de uma Quarentona (RTP1, Qua 23.15), produzido sob as contingências da pandemia que assola o planeta, Eduardo Madeira personifica, num dos sketches, um autor cómico cujas piadas não têm graça nenhuma. A julgar pela penúria de riso que assola Cá por Casa – Diário de uma Quarentona, dir-se-ia que ele está a interpretar um dos argumentistas do próprio programa.

Depois de A Vida Lá Fora, da TVI, também feito em regime de reclusão domiciliária por um grupo de cómicos, se ter revelado intragável, é Cá Por Casa – Diário de uma Quarentona, que conta com os talentos firmes e enormes de Herman José, Maria Rueff, Manuel Marques ou Joana Pais de Brito, a ser uma decepção, sugerindo que fazer humor televisivo em confinamento, sem a possibilidade de interacção presencial entre os participantes e recorrendo só a monólogos ou a diálogos ao computador, é difícil e põe problemas específicos a autores e actores (talvez ver a série Web Therapy, com Lisa Kudrow, que passa também na RTP1, os ajudasse).

Nelo e Idália separados não resultam tão bem como quando estão juntos, e nem o recurso a personagens bem-amadas como Maximiana ou Serafim Saudade resgata Cá Por Casa – Diário de Uma Quarentona da míngua de hilaridade. É como se a comédia entristecesse em quarentena.

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