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Os melhores filmes de Liam Neeson

O hiperactivo actor irlandês faz desde superproduções de estúdio até títulos independentes. Eis uma selecção dos melhores filmes de Liam Neeson

Por Eurico de Barros
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Liam Neeson é um actor que trabalha. Este ano, tem cinco filmes em várias fases de elaboração, uns já concluídos e outros em pré-produção, e ainda mais um anunciado, onde irá interpretar Philip Marlowe, o lendário detective privado criado por Raymond Chandler. Neeson estreou-se no cinema no início dos anos 80, depois de se ter distinguido no palco e ter experimentado a televisão, e nunca mais parou desde então. Faz uma média de quatro filmes por ano, tudo para mais, nada para menos. Recordamos aqui um punhado dos seus melhores papéis, de Vingança Sem Rosto ao recente Silêncio. São estes os melhores filmes de Liam Neeson.

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Os melhores filmes de Liam Neeson

"Vingança sem Rosto", de Sam Raimi (1990)

No primeiro filme em que foi protagonista, Liam Neeson teve a sorte de trabalhar com Sam Raimi, fazendo o papel de um cientista que inventa um tipo de pele sintética e é horrivelmente desfigurado e dado como morto por um gangster e pelo seu bando. Assumindo a identidade do super-herói Darkman, ele regressa para se vingar, fazendo uso da sua invenção. Raimi disse que precisava, para este papel, de um actor que conseguisse “sugerir um monstro com o coração de um homem” sob pesada maquilhagem. E Neeson conseguiu, dando o melhor uso à sua expressiva e inconfundível voz.

"A Lista de Schindler", de Steven Spielberg (1993)

O papel de Oskar Schindler, o industrial alemão que durante a II Guerra Mundial salvou mais de mil judeus do campo de concentração de Auschwitz, neste filme assinado por Steven Spielberg, consolidou definitivamente o sólido estatuto de Liam Neeson na indústria cinematográfica americana, e abriu-lhe as portas para mais e sobretudo melhores papéis. A sua sóbria e subtil interpretação não lhe conseguiu valer, no entanto, o Óscar de Melhor Actor para que foi nomeado, embora a fita tenha sido amplamente premiada com estatuetas.

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"Rob Roy", de Michael Caton-Jones (1995)

Liam Neeson teve a oportunidade de mostrar que também sabia interpretar heróis clássicos, nesta fita de aventuras sobre Rob Roy, o equivalente escocês de Robin dos Bosques. E Neeson teve que dar o seu melhor para que Tim Roth, no papel do vilão, o aristocrata Archibald Cunningham, aparentemente ridículo e inofensivo, mas na realidade maquiavélico e exímio espadachim, não lhe “roubasse” o filme. Que é um dos melhores feitos na década de 90 a partir dos modelos dos filmes dos anos de ouro do género em Hollywood.

"Michael Collins", de Neil Jordan (1996)

Esta produção histórica assinada por Neil Jordan, sobre o político nacionalista irlandês e líder do IRA Michael Collins, que acabou morto pelos seus próprios camaradas em 1922, foi bastante criticada pelas liberdades que toma com alguns factos e figuras da altura, bem como por várias imprecisões. O que é inatacável é a apaixonada e electrizante interpretação de Liam Neeson como Michael Collins, ajudada pelo facto do actor ser extraordinariamente parecido com o homem que personifica.

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"Relatório Kinsey", de Bill Condon (2004)

Eis um filme em que o tema (no caso, a sexualidade humana) poderia, de alguma forma, “abafar” e subalternizar a personagem principal e a respectiva interpretação do actor escolhido para a corporizar. Mas Liam Neeson, que empresta aqui a sua pessoa à figura do Dr. Alfred Kinsey, pioneiro dos estudos de sexologia e autor de dois célebres relatórios com o seu nome, um sobre a sexualidade masculina e outro sobre a feminina, não permite que isso aconteça, fazendo com que a personagem seja o pivô da fita e tudo se lhe refira. Relatório Kinsey é sempre, e antes de mais, sobre ele, a sua vida e o seu trabalho científico naquela área.

"Busca Implacável", de Pierre Morel (2008)

Foi com esta fita que Liam Neeson estreou uma série que teve duas continuações, e que começou a protagonizar regularmente filmes de acção, passando também a ser identificado com este género enquanto actor. Leeson é Bryan Mills, um americano cuja filha adolescente é raptada em Paris por membros de uma rede albanesa de tráfico de mulheres para a prostituição. Mal sabem os raptores da rapariga que o pai é um agente da CIA reformado, que a vai procurar incansavelmente e cair em cima deles com toda a sua fúria e força. Busca Implacável não se livrou de acusações de xenofobia e violência gratuita, mas é um suculento guilty pleasure.

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"Cinco Minutos de Paz", de Oliver Hirschbiegel (2009)

Liam Neeson é daqueles actores que consegue transitar com toda a calma de uma superprodução de Hollywood para um pequeno filme independente como este, realizado por um alemão na sua Irlanda do Norte natal. Ele é Alastair, um antigo membro de um grupo paramilitar protestante que combateu o IRA. Alastair matou um jovem católico em 1975, esteve preso, e 33 anos depois, uma televisão promove o encontro entre ele e o irmão do rapaz que matou, à frente deste. Mais uma interpretação intensa e perfeitamente modulada por parte de Neeson.

"Silêncio", de Martin Scorsese (2016)

Embora Adam Driver e Andrew Garfield sejam os principais intérpretes deste filme de Martin Scorsese sobre a apostasia e o martírio de missionários jesuítas portugueses no Japão do século XVII, e Liam Neeson apareça apenas na fase final do enredo, a marca que ele deixa em Silêncio é profunda. Neeson dá corpo ao padre Cristóvão Ferreira, que após ter visto alguns dos seus terem sido horrivelmente torturados pelos japoneses, e ter também sofrido este tormento, acabou por repudiar a sua fé e convencer-se que o cristianismo nunca vingaria no Japão. O actor é magnífico no seu retrato de um homem derrotado nas suas crenças mais firmes e quebrado pelo medo, dramaticamente consciente disso e resignado a essa condição.

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