Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os melhores filmes de Robert Rodriguez
Desperado

Os melhores filmes de Robert Rodriguez

O realizador texano Robert Rodriguez é uma figura de culto de um certo cinema americano. Estes são os seus melhores filmes

Por Luís Filipe Rodrigues
Publicidade

Filho de mexicanos, mas nascido e criado no Texas, Robert Rodriguez é uma figura de culto de um certo cinema americano. O mundo descobriu-o no início dos anos 90, quando filmou El Mariachi por apenas sete mil e poucos dólares e fez dois milhões de dólares de bilheteira só nos Estados Unidos. De então para cá, dividiu o seu tempo entre violentas homenagens ao cinema de série B com aspirações hollywoodescas (de Aberto Até de Madrugada a Machete), adaptações de banda desenhada (como Sin City – A Cidade do Pecado ou o novo Alita: Anjo de Combate) e até aventuras para toda a família (a série Spy Kids). Alguns dos seus filmes deixam um pouco a desejar, mas outros valem muito a pena. Estes são os melhores filmes de Robert Rodriguez.

Recomendado: Clássicos de cinema para totós

Os melhores filmes de Robert Rodriguez

El Mariachi (1992)

Este western moderno, passado no México e feito com sete mil e poucos dólares, foi o cartão de apresentação de Robert Rodriguez. Supostamente uma produção abaixo de série B, apontada para o mercado mexicano de venda e aluguer de cassetes, até que alguém da Columbia viu o filme e decidiu comprar os direitos e gastar mais 200 mil dólares em pós-produção. Um bom investimento, dado que o valor da bilheteira rondou os dois milhões de dólares só nos Estados Unidos.

Desperado (1995)

É a continuação de El Mariachi e a segunda película do texano a chegar ao grande ecrã, desta feita com um orçamento mil vezes maior (sete milhões, em vez de sete mil). Isso nota-se. Antonio Banderas é agora o protagonista, e o elenco inclui ainda Salma Hayek, num dos seus primeiros papéis americanos, Steve Buscemi, Cheech Marin e o português Joaquim de Almeida. Quentin Tarantino, um amigo e colaborador frequente de Rodriguez, também tem um pequeno papel.

Publicidade

Aberto Até de Madrugada (1996)

Robert Rodriguez volta a filmar e a encontrar-se com Quentin Tarantino, o argumentista e co-protagonista desta história de dois ladrões que fazem uma família refém e se dirigem a um bar de alterne no México. Que, por acaso e sem eles o saberem, está cheio de vampiros. Quando o descobrem é tarde demais e resta-lhes tentar sobreviver até ao nascer do sol, neste filme de culto que bebe do cinema policial, de acção, do terror e da exploração sexual de série B.

Sin City – Cidade do Pecado (2001)

Poucas adaptações de banda desenhada são tão fiéis ao material original como Sin City – Cidade do Pecado. A estética do filme está de tal maneira próxima dos livros que o realizador texano decidiu creditar também como realizador Frank Miller, o autor dos comics, contra a vontade e indicações do sindicato de realizadores dos Estados Unidos. Como é hábito nas melhores obras de Robert Rodriguez, Quentin Tarantino também participou no projecto, filmando algumas cenas deste film noir moderno, estética e formalmente arrojado, que foi premiado em Cannes.

 

Publicidade

Planeta Terror (2007)

Planeta Terror não será a melhor metade de Grindhouse, o projecto de homenagem ao cinema de série B desenvolvido em conjunto por Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, que aqui assinou À Prova de Morte. Mas tem muita piada. E nem mesmo os falsos trailers intercalados com os dois filmes (Werewolf Woman of the SS, por Rob Zombie, Don’t, por Edgar Wright, Thanksgiving, por Eli Roth, Hobo with a Shotgun, por Jason Eisener, e Machete, pelo próprio Rodriguez) são tão descabelados como esta história de zombies anti-militarista, protagonizada por Rose McGowan no papel de uma stripper com uma metralhadora na perna. 

Os melhores filmes de...

Spike Lee

Filmes

Apesar do engajamento político de Spike Lee e da estridência da sua expressão cinematográfica, o seu mais recente filme, BlacKkKlansman: O Infiltrado, acaba por ser bastante moderado. É também uma obra menor do realizador, sem a tensão nem a pertinência de películas como Não Dês Bronca, de 1989, ou A Última Hora, de 2002, entre outros marcos da sua obra. Recordamos os melhores filmes do cineasta americano.

IT'S GOOD TO BE KING Spielberg gets the royal treatment.
Photo: Turner Classic Movies

Steven Spielberg

Filmes

Talentoso, sem dúvida, mas carente de densidade artística, disse dele a famosa crítica de cinema Pauline Kael. E se, por um tempo, Steven Spielberg não ligou e se entregou de alma e coração a criar êxitos de bilheteira, verdade é que o resto da sua carreira é uma busca por essa densidade artística via abordagem aos chamados grandes temas. Sete exemplos dizem que às vezes conseguiu.

Recomendado

    Também poderá gostar

      Publicidade