Prémios Sophia: E os nomeados para Melhor Actor e Actriz Principal são...

É nesta altura do ano que a temperatura aquece entre os profissionais de cinema portugueses. Não contra o governo, como de costume, mas por ser altura de celebração, marcada para dia 22, no CCB, com a entrega dos Prémios Sophia
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Miguel Nunes é um dos nomeados
Por Rui Monteiro |
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Os Prémios Sophia são uma festa e uma forma de celebrar filmes e chamar a atenção para um cinema que é diverso, imaginativo, poético, às vezes activista, outras cru, para o melhor e para o pior, inquieto. E bem interpretado. O que nos leva até aos nomeados para os galardões de Melhor Actor e Melhor Actriz principais. 

Prémios Sophia: E os nomeados para Melhor Actor e Actriz Principal são...

Miguel Borges – Cinzento e Negro
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Miguel Borges – Cinzento e Negro

O currículo de Miguel Borges é longo, rico e preenchido por papéis grandes e médios e pequenos. Podem ser na televisão, ou no teatro que tanto estima e para o qual tão bem contribui com a sua emotiva intensidade. Ou no cinema, onde, embora com menos frequência, a sua presença é tantas vezes determinante. Em Cinzento e Negro foi outra vez um pouco mais além.

Filipe Duarte – Cinzento e Negro
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Filipe Duarte – Cinzento e Negro

Entre as 13 nomeações acumulados pelo filme de Luís Filipe Rocha, não há dúvida que o realizador soube escolher os seus actores e, assim, colocar ainda Filipe Duarte na curtíssima lista de nomeados ao prémio Melhor Actor Principal. Como praticamente todos os intérpretes em Portugal, Duarte é presença assídua na televisão, mas tem sido no teatro e no cinema que a sua qualidade melhor se revela. Depois da nomeação por A Vida Invisível, em 2013, será esta a vez de subir ao palco e discursar? 

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Miguel Nunes – Cartas da Guerra

O papel de António (naturalmente Lobo Antunes), jovem oficial em Angola, durante a Guerra Colonial escrevendo cartas apaixonadas, e por vezes dolorosas, à mulher, é, outros exemplos não houvesse na sua carreira, a afirmação de um actor. Um actor, como se costuma dizer, que desde Morangos com Açúcar, aos 12 anos, andou muito para aqui chegar. E chegou, abraçando um papel particularmente difícil, o que não impediu de capturar a personagem e nela se transformar. 

albano jerónimo em gelo
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Albano Jerónimo – Gelo

Albano Jerónimo não é alheio aos prémios, represente os seus papéis no teatro, na televisão (onde é regularmente vilão, vá-se lá saber porquê), ou, claro, no cinema. Apenas um exemplo: em 2012 foi dele o Sophia para Melhor Actor Secundário pelo seu papel em Linhas de Wellington. Nesta película de Gonçalo Galvão Teles e Luís Galvão Teles com um pé na ficção científica, a sua habitual entrega à personagem é uma das mais valias indiscutíveis do filme. 

Prémios Sophia: E os nomeados para Melhor Actor e Actriz Principal são...

Joana Bárcia – Cinzento e Negro
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Joana Bárcia – Cinzento e Negro

Desde Adeus Princesa, passando por António, Um Rapaz de Lisboa ou Como Desenhar um Círculo Perfeito, apenas para dar alguns exemplos cinematográficos (porque a lista de feitos teatrais é longa e rica e das mais variadas), que Joana Bárcia vem fazendo o seu caminho sem nunca se pôr em bicos de pés e tornando-se tão convincentemente personagem como só os melhores conseguem. E em Cinzento e Negro ela não é apenas mais uma na longa lista de nomeações da obra de Luís Filipe Rocha. 

Margarida Vila-Nova – Cartas da Guerra
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Margarida Vila-Nova – Cartas da Guerra

Com uma carreira essencialmente passada entre elencos de telenovelas e séries de televisão, apesar de consideráveis e geralmente frutuosas incursões pelo teatro, a sua presença no cinema começou a notar-se principalmente a partir de 2010, quando participa em Mistérios de Lisboa, de Raoul Ruiz, e Filme do Desassossego, de João Botelho. Mas é na película de Ivo Ferreira que Margarida Vila-Nova encontra na serenamente inquieta Maria José a sua melhor presença cinematográfica. 

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Ivana Baquero – Gelo
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Ivana Baquero – Gelo

Talvez haja quem ainda se lembra dela e do seu papel de Ofelia em O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro. E é verdade que desde então a actriz catalã não tem tido direito a grandes papéis, a interpretações capazes de obrigar a ir um pouco mais à frente. Mas desta vez, no seu duplo papel de Catarina e Joana, em Gelo, Baquero encontrou o seu lugar. 

Ana Padrão – Jogo de Damas
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Ana Padrão – Jogo de Damas

Destacar-se num elenco em que contracena com actrizes da categoria e com a qualidade de Ana Nave, Fátima Belo, e, perdoem alguma injustiça, as extraordinárias Rita Blanco e Maria João Luís, todas reunidas no filme de Patrícia Sequeira, é significativo da entrega aos papéis por parte de Ana Padrão. E é verdade que o seu desempenho, nesta espécie de filme de luto e de reflexão sobre a vida de um grupo de amigas que já não vão para novas nem conseguem esconder já as suas frustrações, é exemplar na representação da mulher amargurada que lhe foi entregue pela realização. 

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São Jorge
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Jorge (Nuno Lopes) é pugilista, ganha a vida a dar murros. Só que a vida também lhos dá de volta, muitos, e o dinheiro que ele ganha no ringue a esmurrar outros pugilistas não chega. Não chega para ajudar a família, apanhada pela crise do Portugal intervencionado pela troika, nem para convencer a mulher a não voltar para o Brasil e levar o filho com ela. 

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