Princesa Diana: vinte anos de mito no cinema

Foi há 20 anos e popular como era Diana, a morte da princesa de Gales, ex-mulher do herdeiro do trono inglês, no dia 31 de Agosto de 1997, não só não passou despercebida como criou um mito
Naomi Watts interpreta "Diana" (2013)
Naomi Watts interpreta "Diana" (2013)
Por Rui Monteiro |
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Uns paparazzi como de costume desagradáveis, uma saída pelas traseiras, um condutor com um copo à mais a alta velocidade… E um desastre que chocou meio mundo. Diana morria. Nascia a princesa do povo. O cinema atirou-se a ela em documentários e ficções. Até aqui, porém, não se pode dizer que se tenha saído muito bem.

Princesa Diana: vinte anos de mito no cinema

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Diana: A Tribute to the People's Princess (1998)

Para lá das suas motivações eventualmente comerciais, Gabrielle Beaumont foi das primeiras realizadoras a homengear a memória de Diana Spencer. O seu filme, realizado para televisão, com Amy Seccombe a fazer de lady Di e George Jackos no papel de Dodi Al Fayed, seu último amante e companheiro na infortunada correria por Paris, foca-se no último ano de vida da princesa, seus amores com um médico paquistanês e com Al Fayed, sem esquecer as canseiras provocadas pela imprensa, o trabalho humanitário e a relação com os filhos.

 

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A Rainha (2006)

É, sem dúvida, o melhor filme desta lista, que, aliás, proporcionou a Helen Mirren, no papel de rainha Isabel II, um muito justo Óscar de interpretação. Nesta obra, Stephen Frears concentra-se nos dias a seguir à morte de Diana, na aparente apatia da rainha que não interrompeu as férias, e, principalmente, no papel do então primeiro-ministro, Tony Blair (Michael Sheen), e da sua equipa, dirigida pelo manobrador supremo Alastair Campbell (Mark Bazeley), na construção, um tanto ou quanto cínica e oportunista, pois cavalgava a reacção popular, do mito da princesa do povo.

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Diana: Last Days of a Princess (2007)

Mais um filme cujo propósito é ilustrar partes da vida de Diana de Gales. Desta vez, o realizador Richard Dale, a partir em grande parte do relatório policial sobre o acidente e posteriores investigações, ocupa-se do último par de meses de vida da protagonista, interpretada por Genevieve O'Reilly, criando um híbrido onde ficção, enfim “reconstituição”, surge a par com imagens de noticiários e entrevistas com Mohamed Al-Fayed (milionário, proprietário dos armazéns Harrod’s, e, principalmente, pai de Dodi, que sempre acreditou numa conspiração para matar o casal), ou os editores do “The Sunday Mirror” que acompanharam o caso.

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Unlawful Killing (2011)

Por falar em Mohamed Al-Fayed, aqui está o documentário que financiou para provar a sua teoria de que as autoridades britânicas e francesas encobriram factos sobre o acidente. Factos esses que lhe servem para acusar a rainha Isabel e a princesa Margarida de serem “ganguesteres com tiaras”, alegando ainda que o príncipe Filipe é um psicopata e que todos conspiraram e orquestraram o acidente que matou Diana e Dodi. A realização de Keith Allen segue esse caminho, estabelecendo que a suposta decisão real foi decidida para evitar o embaraço de uma princesa britânica namorar e eventualmente casar com um muçulmano.

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Diana (2013)

Naomi Watts faz o que pode, mas a realização de Oliver Hirschbiegel para esta drama biográfico sobre os últimos dois anos de vida de lady Di, com argumento de Kate Snell, a partir de Diana: Her Last Love, escrito em 2001 por Stephen Jeffreys, é um filme particularmente vulgar. A história, em que a princesa é sempre apresentada como insegura e um pouco aluada, começa com o divórcio de Carlos para, a seguir, percorrer um roteiro já demasiado conhecido entre a paixão por um cirurgião paquistanês, Hasnat Khan (Naveen Andrews), a viagem a Angola integrada na campanha contra a utilização de minas terrestres, mais viagens um pouco por todo o lado, até encontrar Dodi Al-Fayed (Cas Anvar) e outra vez aspirar ao verdadeiro amor.

 

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Filmes

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Já anda nisto do cinema e da televisão desde 1986, foi nomeada para dois Óscares e mais um rol de prémios, entrou em quase meia centena de longas-metragens, mas apenas um pequeno punhado dos filmes em que participou têm o que se costuma chamar “qualidade”. Más escolhas, mau agenciamento, incapacidade para dizer não? Seja como for, aqui ficam os cinco melhores filmes de Naomi Watts.

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