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Sete filmes de enfardar para as festas

O Dia de Acção de Graças, ou Thanksgiving, não é uma tradição portuguesa. Mas com as festas à porta, estes sete filmes são como um treino para a comezaina e para a família

Antes Só do que Mal Acompanhado

A mesa das festas: as vitualhas, toda a família reunida… Ah, pois, a família reunida. Muito bonito, muito assustador. Seja como for, a menos de um mês do Natal, é preciso treinar antes de enfrentar a parentela. O melhor é seguir as lições dos experientes já no Dia de Acção de Graças.

Sete filmes de enfardar para as festas

Alice's Restaurant (1969)

Ao princípio era uma canção de Arlo Guthrie (um destacado cantor hippie, filho do mestre do activismo folk Woody Guthrie), depois, Arthur Penn, digamos, ampliou a letra e fez este filme. Clássica película de festas alternativa em que os amigos, todos mais ou menos filiados no poder das flores e engajados no faz amor mas não a guerra, são a nova família saída da Era de Aquário, ou coisa assim… Mas, realmente, é uma comédia ligeira, que aproveita o conflito de gerações da década de 60 para ridicularizar os pequenos poderes e as mentalidades provincianas da época. Tudo por a lixeira estar fechada no feriado.  

Hannah e as suas Irmãs (1986)

Quando Woody Allen ainda fazia filmes que, se não eram excelentes, eram pelo menos bons ou muito bons, realizou esta delicada pérola cinematográfica, como o peru, recheada, mas por fartos dramas familiares. Começa no Dia de Acção de Graças de um ano e acaba na mesma festança, um ano depois, quando as movimentações iniciadas no ano anterior se desfazem e, de certa forma, se refazem. Porém só depois de muitos agitados meses em que toda a gente amou quem não devia, ou devia mas não podia, ou queria mas não sabia como, e mais todas as outras variantes que a fértil mente do realizador criou para esta complicação familiar e sentimental. 

Antes Só Que Mal Acompanhado (1987)

Neal, que é Steve Martin, um publicitário com pressa de chegar a Chicago a tempo do Thanksgiving, tem o azar – que é uma sorte para os espectadores – de emparelhar com Del, um vendedor interpretado por John Candy, ainda a caminho do aeroporto. Depois, apesar do final feliz (pois John Hughes, o realizador, era homem de moral), o avião é desviado para os confins, mas o desenrascanço de Del engendra maneira de, após muitas peripécias, nem sempre agradáveis para os protagonistas, lá fazerem a viagem até ao calor familiar. 

Jornada de Doidos (1991)

Por falar em John Hughes, é dele o argumento deste filme de Peter Faiman, que, resumindo, sem ser um maravilhoso exemplar de arte cinematográfica, inclui uma deliciosa e cómica viagem através dos Estados Unidos destinada a unir uma família. Enfim, verdade, verdadinha, é que a personagem de Ed O’Neill (Uma Família Muito Moderna), um modesto trabalhador da construção civil, quer agradar à namorada. Vai daí oferece-se para trazer o seu, enfim, peculiar filho, do colégio em alhures a tempo do Dia de Acção de Graças. Vantagem suplementar? Ao contrário de algumas destas recomendações, pode ser visto em família sem grandes engulhos em perspectiva. 

A Família Addams 2 (1993)

Se há quem trate o Dia de Acção de Graças como tem de ser tratado é, sem dúvida, a Família Addams. Melhor, quem faz a coisa com todos os matadores ofensivos ao conservadorismo (e à aldrabice histórica, já agora) disponíveis é a inenarrável Wednesday Friday Addams (Christina Ricci) e o seu idiótico irmão, Pugsley (Jimmy Workman). Para tal bastou contrariá-la, isto é, mandar a rapariga para um campo de férias. Depois, para a casa ir abaixo, é só esperar pela cena em que os colonos encontram os índios e a tradição começa. 

Fim-de-Semana em Família (1995)

Grande actriz e realizadora com mérito e sensibilidade, Jodie Foster, nesta comédia agridoce, ou tragicomédia light, tanto faz, junta Robert Downey, Jr. com Holly Hunter, Claire Daines, Cynthia Stevenson, Geraldine Chaplin e Steve Guttenberg, ou seja, os Larson. E os Larson são, a bem dizer, o estereótipo de família com muito para resolver entre a filha desempregada que ainda procura o seu eu, a irmã conservadora com um segredo e o seu arrogantemente rico marido, o irmão a sair do armário da homossexualidade e a tia excêntrica. E o certo é que resolvem as suas coisinhas, não sem antes passarem por vários estados de comédia altamente recomendáveis. 

Pedaços de uma Vida (2003)

Lembram-se de Katie Holmes? Sim, essa que foi casada com Tom Cruise e se desgraçou artisticamente. Então esqueçam, porque esta, sendo a mesma, ainda era a actriz jovem, bonita e prometedora. A April Burns que, neste filme de Peter Hedges, prepara por sua conta e risco o Thanksgiving no seu minúsculo apartamento em Nova Iorque tentando agradar à mãe moribunda e à restante e original família, que, a propósito, vêm desde a Pensilvânia a comentar as excentricidades da sua ovelha negra. Há uma dose de humor considerável, entre o cinzento e o negro, e no fim o realizador cede à tentação de unir a família. Contudo, Pedaços de Uma Vida ainda é um dos mais realistas e crus entre os filmes deste lote. 

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