36 coisas que precisa de saber sobre o Trumps

O Trumps, a discoteca gay mais famosa de Lisboa e do país, comemora 36 anos. Recordamos as melhores histórias e algumas curiosidades

©DRSimone de Oliveira no Trumps

A abertura foi adiada por causa da morte de Sá Carneiro e desde Dezembro de 1981, quando o Trumps foi inaugurado, histórias não faltam para contar. Algumas foram compiladas num livro, que chega agora às lojas. Outras ainda são segredo. 

36 coisas que precisa de saber sobre o Trumps

1

O livro

A maior parte das histórias da discoteca estão compiladas num livro, Histórias da Noite Gay de Lisboa, de Rui Oliveira Marques, que chega às lojas em Abril de 2017. Foram precisos dois anos e 20 entrevistas para escrever o livro. As histórias começam nos anos 70 e vão até aos dias de hoje.

2

Variações

António Variações era presença assídua da casa e foi ali que deu os seus primeiros concertos. É impossível falar do Trumps sem falar nele.

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3

O nome

Há quem diga que a discoteca esteve para se chamar Frogs. O nome escolhido foi Trumps, uma referência ao clube Tramp, em Londres.

4

Ayer

Os primeiros sócios da discoteca eram donos do cabeleireiro Ayer, perto do Teatro Tivoli, na Avenida da Liberdade.

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5

Abertura

O Trumps esteve para abrir a 4 de Dezembro de 1980. A abertura foi adiada uma semana porque coincidiu com a morte de Sá Carneiro.

6

Coffee shop

Antes de funcionar como discoteca, o Trumps abriu como coffee shop/restaurante/creperie, com o nome O Grupo.

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7

O Mourinho das marchas

Carlos Mendonça, conhecido como o Mourinho das Marchas (morreu em Setembro de 2016), foi o primeiro gerente da casa, mas só lá esteve dois meses.

8

Inauguração

A inauguração oficial foi a 11 de Dezembro de 1980, embora as festas de aniversário sejam sempre comemoradas na Primavera.

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9

Lydia Barloff

Lydia Barloff (nome artístico de José Manuel Rosado, que acabou por se suicidar em Lagos em 2002) fez um espectáculo de burlesco na noite de inauguração do Trumps. Foi dos primeiros travestis a actuar em Portugal, a seguir a Guida Scarlatty.

10

Discoteca da moda

Rapidamente, o Trumps tornou-se a discoteca da moda em Lisboa, frequentada por uma elite que incluía artistas, gente da moda, da televisão, da música, escritores, etc.

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11

Hetero-friendly

Nessa altura, a discoteca não era exclusivamente gay. Hoje em dia assume-se como "hetero-friendly".

12

Tudo para a rua

No livro Histórias da Noite Gay de Lisboa, Carlos Mendonça descreve a maneira como expulsava os clientes às quatro da manhã: “Eu ia para o meio da sala, mandava a música parar e dizia bem alto: ‘Rua! Tudo para a rua, já!’

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13

As Doce

As Doce chegaram a actuar no Trumps na primeira passagem de ano da discoteca.

14

Rosa Maria

Rosa Maria, outra das sócias da discoteca, passou a ser a figura principal do Trumps. O momento em que aparecia na discoteca era um acontecimento e as suas roupas eram sempre comentadas por todos, principalmente nas revistas do social.

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15

Heróis do Mar

No livro de Rui Oliveira Marques, Rui Pregal da Cunha conta que foi na pista do Trumps que foi convidado para ser vocalista dos Heróis do Mar.

16

De Simone a Rui Reininho

Simone de Oliveira, Adelaide Ferreira, Rui Reininho, Tonicha, Maria de Lurdes Resende foram alguns dos nomes que passaram pelo palco do Trumps.

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17

Ruth Bryden

Ruth Bryden, uma das grandes figuras do transformismo português e assídua do Trumps nos anos 80/90, morreu precisamente na noite em que a discoteca lhe prestava uma homenagem. O funeral, em Maio de 99, foi pago com os lucros da festa.

18

Pé direito

Inicialmente a discoteca tinha um pé direito enorme, o que não acontece hoje em dia, provavelmente depois da insonorização.

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19

Problemas com os vizinhos

No início a discoteca teve bastantes problemas com os vizinhos, por causa do barulho. Na vizinhança havia uma residência de estudantes.

20

Última aparição

A última aparição pública de António Variações foi na discoteca, numa festa "Amarelo e Branco".

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21

Festas temáticas

O Trumps ganhou fama pelas suas festas temáticas (geralmente com nomes de cores) e com dresscode.

22

1 de Abril

O actual proprietário da discoteca, Pedro Dias, entrou pela primeira vez no Trumps há 32 anos, no dia 1 de Abril, quando a discoteca já funcionava há quatro anos. É sócio a partir de Maio de 95.

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23

Artur Esteves

Artur Esteves foi sócio da discoteca durante algum tempo, com Rosa Maria, e depois com Pedro Dias. Foi assassinado em 2004, num caso mediático que envolveu um rapaz que conhecera através duma mensagem de teletexto.

24

Rocambole

A discoteca acabou por se expandir para o espaço do Rocambole, outro bar gay do Príncipe Real.

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25

Duas pistas

Hoje em dia a discoteca tem duas pistas a funcionar, com música diferente. Uma mais house e outra mais pop.

26

Conchita Wurst

Depois de mais de um ano de conversações, em 2015 o Trumps trouxe Conchita Wurst a Lisboa.

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27

Harry Louis

O DJ brasileiro, ex-namorado de Marc Jacobs, é outro dos convidados assíduos da casa.

28

Secret Bar

No fim de 2016, o Trumps abriu mais um bar no Príncipe Real, o Secret.

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29

Noites Erasmus LGBT

No Secret, o irmão mais novo do Trumps, passaram a acontecer as primeiras festas LGBT para um público Erasmus em Lisboa.

30

Hot Season

Todos os Verões, a discoteca organiza o popular festival internacional Hot Season, com DJs internacionais. Este ano o festival vai durar um mês inteiro.

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31

Mais popular

É a discoteca gay mais popular da cidade, mas não é a mais antiga (o Finalmente tem 41 anos).

32

Mais jovem

Talvez seja também a discoteca gay que atrai um público mais jovem.

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33

10 ou 12 euros

A entrada é sempre paga (menos em ocasiões especiais ou se estiver na guestlist) e custa 10 euros à sexta e 12 euros ao sábado, com oferta de duas bebidas.

34

Laundry Room

Desde o início do ano que a discoteca se tornou numa espécie de lavandaria para lavar a roupa suja. As festas Laundry Room são muito populares ao sábado, com shots servidos em embalagens de detergente.

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35

Glitter Night

À sexta, a noite no Trumps costuma ser Glitter. Conte com purpurina, música pop e espectáculos drag.

36

69

No livro Histórias da Noite Gay de Lisboa, Carlos Mendonça recorda um episódio curioso na discoteca: "No chão estavam duas mulheres enroladas uma na outra. Tive de dizer às meninas que se quisessem fazer aquilo tinham de ir para casa. O que era cunho do Trumps era a liberdade de poder extravasar, dançar, fazer e acontecer. Duas mulheres a fazer um 69 na casa de banho e ninguém a poder entrar, pareceu‐me um bocado demais."

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