Almanaque LGBT+: o melhor de 2017

Se em 2017 tivéssemos criado um Borda d’Água, as previsões teriam sido de arco-íris para todos os dias do ano. Clara Silva escolheu sete momentos que marcaram a cidade este ano.

Almanaque LGBT+: o melhor de 2017

Um livro

Um livro

Histórias da Noite Gay de Lisboa

Depois de dois anos de pesquisa e de 20 entrevistas, o jornalista Rui Oliveira Marques lançou em Abril Histórias da Noite Gay Lisboeta, um livro que compila as histórias de espaços míticos da noite gay alfacinha como a discoteca Trumps, onde António Variações deu os primeiros concertos. As histórias do livro começam nos anos 70 e vão até aos dias de hoje.

Um acontecimento

Um acontecimento

Miss Drag Lisboa

Miss Moço (personagem do fotógrafo luso-canadiano Adam Moço) chegou à cidade para arrasar. Começou com performances em bares, apresentou screenings do concurso RuPaul’s DragRace e inspirou uma nova geração de drag queens ao organizar (e apresentar) a primeira edição do concurso Miss Drag Lisboa, em Novembro deste ano na ZDB. Sylvia Koonz, habitué do Trumps, foi eleita rainha.

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Uma artista

Uma artista

Liniker

A cantora brasileira Liniker estreou-se em Lisboa em Junho com um concerto no Musicbox e voltou o mês passado para dar um ar da sua graça ao palco da estação do Rossio no Vodafone Mexefest. Começou por definir o seu género como não-binário, mas nas últimas entrevistas que deu a propósito da vinda ao festival com os Caramelows, a sua banda, apresentou-se como uma “mulher trans”. É ouvir o álbum, Remonta, de 2016.

Um projecto

Um projecto

Q Revolt

Depois de um crowdfunding, a alfacinha Rita Braz andou a fotografar 100 mulheres que gostam de outras mulheres (com paragem em Lisboa) e o resultado está num livro e numa exposição, “Q Revolt”, que foi inaugurada este ano em Berlim e que em Fevereiro de 2018 deve chegar a estas bandas. O livro está à venda online

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Uma festa

Uma festa

Groove Ball

Depois de uma experiência que não correu bem, a festa queer underground do Porto Groove Ball decidiu dar mais uma oportunidade a Lisboa e instalou-se este ano no Rive- -Rouge (de três em três meses, se tudo correr bem, há uma nova edição). Voguing, DJ sets alternativos e performances de drag queens. Uma lufada de ar arco-íris vinda do Norte.

Um filme

Call Me By Your Name

O filme do siciliano Luca Guadagnino (Eu Sou o Amor) causou sensação em Sundance e estreou em Portugal o mês passado no Lisbon & Sintra Film Festival, onde conquistou o Prémio do Público. Considerado por muitos um dos filmes do ano, conta a história de amor entre um jovem de 17 anos e um aluno do seu pai que vai passar férias para a mesma casa de Verão.

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Um bar

Um bar

O Corvo

Ostras, cocktails, cerveja artesanal, uma man cave e matinés com batalhas de discos. O Corvo abriu em Setembro no número 18 da Calçada Engenheiro Miguel Pais, e o dono, João Gaspar, foi um dos fundadores das festas Conga. Agora, celebrações é aqui, da festa do bigode à festa John Snow, a 24 de Dezembro, mesmo a coincidir com a Missa do Galo. Não é só mais um bar gay do Príncipe Real.

Best of 2017

Os melhores discos internacionais de 2017

Mais um ano, mais uma remessa de grandes discos e músicas, para todos os gostos e feitios. Da frescura rock lo-fi de Mac DeMarco ao indie rock de Thurston Moore, passando pela pop vanguardista de Benjamin Clementine ou o hip-hop de Vince Staples, Young Thug ou Kendrick Lamar.

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Por Editores da Time Out Lisboa

Os melhores filmes de 2017

Cada final de ano, na altura dos habituais balanços, e no que ao cinema diz respeito, chegamos sempre à mesma conclusão. Começámos pouco optimistas em relação à qualidade dos filmes que íamos ver; e acabámos com a satisfação de que vimos suficientes bons filmes para elaborar uma lista com os dez melhores, e ainda ficam de fora uns quantos que também lá cabiam perfeitamente. 

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Por Editores da Time Out Lisboa
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Os melhores filmes portugueses de 2017

O ano de 2017 assistiu à estreia de vários filmes portugueses com muita qualidade. Na ficção, como Fátima, de João Canijo, São Jorge, de Marco Martins, ou Fábrica de Nada, de Pedro Pinho. E no campo do documentário, onde se destacaram Ama-San, de Cláudia Varejão, e Nos Interstícios da Realidade ou o Cinema de António de Macedo, de João Monteiro.

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Por Editores da Time Out Lisboa

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