Sweet Inn: Isto podia ser um hotel

Há apartamentos de luxo no centro de Lisboa onde o check-in não é feito numa recepção e o pequeno-almoço bate à porta todas as manhãs num cestinho.

ManuelManso

Não é um hotel, mas parece. A start-up israelita Sweet Inn chegou a Portugal há dois anos com um modelo de negócio que redifine a experiência de alojamento local. Passámos uma noite num dos seus apartamentos de luxo na Avenida.

Em plena Avenida da Liberdade, dentro do Tivoli Fórum, paredes meias com grandes hotéis e com a renovada Fashion Clinic de mulher, há um prédio que passa despercebido. Subimos ao terceiro andar e depois de um longo corredor, parecido ao dos grandes hotéis – este prédio esteve mesmo pensado para ser um, mas é residencial – entramos num apartamento T1, com cozinha totalmente equipada, uma sala espaçosa em tons de azul e uma varanda silenciosa virada para a calma Rua de São José. Este é um dos apartamentos de luxo da Sweet Inn, uma start-up israelita que se instalou em Portugal há dois anos e tem um modelo de negócio que redefine a experiência de alojamento local. Alugam apartamentos mas têm todas as comodidades de um hotel: pequeno-almoço no quarto, serviço de limpeza, lavandaria, motorista. O mote é, precisamente, “a privacidade e o conforto de um apartamento” com a “qualidade e os serviços de um hotel”.

“Quem nos procura, procura integrar-se na vida diária da cidade. Vai à mercearia, à farmácia. Ao mesmo tempo, têm os serviços de hotel e uma independência diferente, não é tão impessoal”, explica Daniel Bento, responsável pelas propriedades da Sweet Inn em Lisboa.

O check-in não é, portanto, feito num balcão de hotel. Combina-se uma hora com um guest relations, que nos recebe à hora marcada à porta do prédio e nos faz uma visita guiada à casa – é nesse momento que pode marcar também todos os serviços extra que desejar, caso do pequeno-almoço, que lhe chegará num cestinho à hora escolhida. É comprado e escolhido pelo tal guest relations, mas há planos para parcerias com algumas marcas em breve. A decoração é, por norma, minimalista; embora este tenha cores e padrões fortes, há toalhas brancas macias cuidadosamente dobradas em cima da cama e amenities da francesa Nuxe. Na cozinha há uma máquina Nespresso, na sala uma mesinha com vinho do Porto, pastéis de nata e fruta.

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Este apartamento na Avenida da Liberdade é um dos 41 disponíveis em Lisboa, mas nos próximos meses o portefólio cresce para 51, de estúdios a T5. Todos os espaços da Sweet Inn, disponível em seis países e sete cidades (até ao final de ano deverá crescer para 10 cidades e em 2018 chegar ao mercado americano), são arrendados, redecorados e adaptados ao conceito da marca, e depois subarrendados, para estadias mínimas de duas noites. Dentro de algumas semanas haverá também uma aplicação para aumentar a interactividade e a personalização de serviços. Lar doce lar, independentemente de ser uma estadia de negócios ou em férias.

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