Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right As melhores músicas de amor de sempre

As melhores músicas de amor de sempre

Porque música e amor são sinónimos, derreta ao som das melhores músicas de amor de sempre.

Renee Fisher/Unsplash
Por Tiago Neto |
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Escrever uma música sobre a temática do amor está longe de ser tarefa fácil. A abundância de clichés, o risco da mensagem demasiado dramática, o resvalo à depressão ou a queda na mesma forma melódica são crimes imperdoáveis a ecoar na eternidade. Claro que nem todos temos o génio de Ian Curtis para fugir à palavra baby infinitamente e, ainda assim, escrever pedaços de música que são tudo. Mas bom, o mundo não é perfeito. Por isso, e porque os baby, os lover, os sweetheart ou os honey desta vida também se fazem acompanhar de grandes arranjos, nós damos-lhe o guia das melhores músicas de amor de sempre para amar sem limites. 

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As melhores músicas de amor de sempre

"You Send Me", Aretha Franklin

É um cover de Sam Cooke, certo, mas esta versão de "You Send Me" não fica minimamente aquém, ou não estivessemos a falar de Aretha Franklin. Sem cair em exageros, é o som perfeito para descrever aqueles começos em que tudo nos faz flutuar.

"Ain't That a Kick In The Head", Dean Martin

"That's Amore" é provavelmente o hino mais reconhecido ao crooner, mas Dean tinha jeito para esta temática de amor e "Ain't That a Kick In The Head" é, em tudo, uma declaração cantada à cara-metade.
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"My Kind Of Woman", Mac DeMarco

É fácil perdermo-nos na figura de Mac DeMarco e relativizar o trabalho empregue em cada música. Errado. O canadiano pode parecer o palhaço de serviço da indústria mas a escrita desta "My Kind Of Woman" — e de muitas outras — é a condensação perfeita do que uma música de amor deve ser.

"Never Too Much", Luther Vandross

Directamente do álbum de estreia, em 1982, "Never Too Much" catapultou a suavidade e génio de Luther Vandross até ao mercado dos corações. E, sejamos honestos, o refrão é das obras de arte mais catchy da década estranha que foi os anos 80.
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"505", Arctic Monkeys

Amor, raiva, desejo, saudade, nostalgia. Cabe tudo num dos melhores temas que alguma vez saiu da caneta de Alex Turner, frontman dos britânicos Arctic Monkeys. A faixa do disco Favourite Worst Nightmare já serviu de cura a muito coração partido e de hino comum a muito casal. E ainda bem.

"I Love You For Sentimental Reasons", Sam Cooke

A letra diz tudo: "I love you, I love you, I love you, I love you...". Portanto, estamos a falar de amor à séria, daquele que se quer debaixo de mantas no Inverno a ver filmes. Daquele que pede lareira e copos de vinho. Daquele que faz desesperar quem assiste. E tem assinatura de Sam Cooke. Não há que enganar.
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"I Will Always Love You", Whitney Houston

Não estava à espera desta? Claro que estava. Sim, os lugares-comuns existem por uma razão: resultam. E Whitney Houston é um nome demasiado obrigatório em qualquer lista que possa fazer menção à palavra das quatro letras. Só não aconselhamos a cantoria a plenos pulmões porque segurar agudos não é tão fácil como pode parecer.

"Angels", The xx

Foi em 2012 que os xx deram Coexist, o segundo disco, ao mundo. Tema atrás de tema, a história do primeiro repetiu-se, tudo funcionou, crítica, público, letras, arranjos, surpresa. "Angels", a faixa de abertura, indica o caminho na perfeição e faz-nos perceber o quão doce pode ser gostar de alguém.
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"There Is a Light That Never Goes Out", The Smiths

Morrissey pode não ser o nome mais consensual mas é certo que os The Smiths fizeram alguns dos temas mais marcantes da indústria. Retirada do álbum The Queen Is Dead, "There Is a Light That Never Goes Out" tem a dose certa de romance sem nunca melar.

"Let's Stay Together", Al Green

Seria difícil evitar esta escolha. Aliás, seria difícil evitar Al Green no geral, seja qual for a playlist, e nem Barack Obama lhe resistiu num discurso em 2012 no Apollo Theater. O norte americano é um dos nomes maiores da soul e "Let's Stay Together" é só mais um argumento para perceber o porquê. 
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"Sea of Love", Cat Power

A simplicidade é assombrosa. A voz, as cordas, tudo funciona com o expresso objectivo de fazer vibrar o peito. É por isso que "Sea of Love" deve ser ouvida nas circunstâncias certas. De preferência se a cara-metade fizer parte da fan base da norte americana Chan Marshall. 

"L-O-V-E", Nat King Cole

Tudo aqui é num andamento happy-go-lucky que nos faz querer descer uma rua a assobiar de felicidade. O tema de Nat King Cole já teve várias covers ao longo das décadas mas nunca foi superado. Só precisa de deixar o aviso: "Take my heart but please don't break it".
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"Você e Eu", João Gilberto

Samba no pé também vale para mostrar o que é amor. Falar de João Gilberto é falar de uma das bandeiras mais altas do Brasil, e existência dourada de uma era que já não volta. Basta perceber que a letra tem mão de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra para nos aquecer o coração.

"You're The Best Thing", The Style Council

Casamentos, bodas de papel, de prata, ouro, baptizados — bom, talvez a letra não seja assim tão apropriada ao último, mas — há muito pouco que não possa servir um refrão como "You're the best thing that ever happened/to me or my world". É sucesso garantido. E dá pontos extra se souber a letra.
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"I Love You More Than You'll Ever Know", Donny Hathaway

Nem todas as cartas precisam de ser escritas. Donny Hathaway sabia-o quando fez chegar esta "I Love You More Than You'll Ever Know" aos ouvidos do mundo. Pouca luz, cigarro, copo, um sofá. O mundo abranda, tudo o que não foi dito ganha espaço para o ser. O mundo é dos que amam.

"Just The Two Of Us", Grover Washington Jr.

Bill Withers, William Salter e Ralph MacDonald escreveram o tema que viria a ser um dos mais famosos de Grover Washington Jr. Vencedora de um grammy, a faixa é bastante explicíta na temática, que se quer que seja unicamente a dois.
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"Maps", Yeah Yeah Yeahs

Falamos de amor contemporâneo? Então "Maps" é uma entrada obrigatória. A faixa saltou do disco de estreia Fever To Tell, de 2003, e rapidamente levou corações a palpitar graças à guitarra constante e bateria pungente. E ainda que o rock possa não ser a paragem mais óbvia, esta é a prova de que boas canções de amor não precisam de todo o mel do mundo.

"My Girl", The Temptations

Clássico. Clássico. Clássico. Se existir um tema mais tocado que este no planeta, devolvemos a diferença. Ok, não devolvemos, mas a ideia está lá. O tema dos The Temptations está em 88º lugar na lista das 500 melhores músicas de sempre da Rolling Stone e o reconhecimento é mais do que justificado. Que o digam os que o aproveitaram para dançar em grande proximidade.
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"Into My Arms", Nick Cave & The Bad Seeds

Chegou ao décimo disco de Nick Cave — The Boatman's Call — e o agradecimento não podia ser maior. Um tema à medida de Nick Cave, sem alaridos e todo o sentimento.

"It Had To Be You", Harry Connick Jr.

Isto é classe. Muita classe. É possível que consiga sentir o cheiro de palmeiras de plástico e de veludo e — criminosamente errado mas estamos a caminhar para o sítio certo — das teclas de marfim deste piano ao imaginar-se no espaço em que o podia ouvir. Ainda assim, o single de Harry Connick Jr. tem tudo o que uma canção de amor deve ter. Entregue-se.

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Wyron A./Unsplash
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