Concertos gratuitos de Jazz & Clássica em Setembro

Enquanto o Outono não chega, há que aproveitar os concertos gratuitos de jazz e música clássica ao ar livre nos jardins e parques de Lisboa
Pablo Barragán
©DR Pablo Barragán
Por José Carlos Fernandes |
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Após o merecido repouso estival – ou após digressões por outras paragens –, muitas orquestras começam a aquecer os motores para a temporada de 2018/19 e algumas das primeiras aparições fazem-se em concertos gratuitos associados ao Festival Cantabile, ao Lisboa na Rua e ao Festival de Sintra. Enquanto as folhas outonais não começam a cobrir a calçada, esta lista de sugestões permite-lhe ouvir música ao vivo, sem gastar um cêntimo, um pouco por toda a cidade – de Belém às Avenidas Novas, passando pelo Bairro Alto e pela Avenida da Liberdade.

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Concertos gratuitos de Jazz & Clássica em Setembro

1
João Espadinha
©mysonylikestoparty
Música, Jazz

João Espadinha

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real
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Jam sessions com o o guitarrista João Espadinha.

2
Música, Clássica e ópera

A due cembali

José Carlos Araújo e Fernando Miguel Jalôto interpretam peças para dois cravos em instrumentos saídos dos ateliers da família Antunes, que está entre os mais destacados construtores de instrumentos de tecla da Península Ibérica no século XVIII: um deles foi construído em 1758 por Joaquim José Antunes e o outro, de 1789, que se estreia agora após restauro, é da autoria de João Baptista Antunes. Temporada “Um músico, um mecenas”.

[Sonata K.XIV de Carlos Seixas (1704-1742), por José Carlos Araújo, no cravo construído em 1758 por Joaquim José Antunes, ao vivo no Museu da Música, Lisboa, 2012].

Museu da Música, sábado 15, 18.00

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3
Orquestra de Jazz do Hot Clube
©Manuel Ruas Moereira
Música, Jazz

Orquestra de Jazz do Hot Clube

A Orquestra do Hot Clube foi fundada em 1991 e já teve como solistas convidados lendas como Freddie Hubbard, Benny Golson e Curtis Fuller e nomes cimeiros do jazz actual como Mark Turner, Tim Hagans e Tom Harrell. Nesta ocasião apresenta o programa “A música de Duke Ellington”, com direcção de Pedro Moreira e o convidado Julian Argüelles (sax). Lisboa na Rua.

[“Mood Indigo”, um dos temas clássicos compostos por Ellington (neste caso, em parceria com Barney Bigard). A composição de 1930 surge aqui numa versão pela orquestra de Duke Ellington, em que são solistas Russel Procope, em clarinete, e Willie Cook , em trompete, além do próprio Duke].

Parque Recreativo dos Moinhos de Santana, Belém, sábado 15, 19.00

4
Jovem orquestra Portuguesa
©Patrícia Andrade
Música, Clássica e ópera

Handel

icon-location-pin Sintra
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Entre as peças mais afamadas do alemão naturalizado cidadão britânico George Frideric Handel (1685-1756) estão duas obras orquestrais de forte efeito, concebidas para serem tocadas ao ar livre: a Música Aquática, destinada a servir de banda sonora a um passeio de Jorge I pelo Tamisa, em 1717, e a Música para os Fogos de Artifício Reais, encomendada por Jorge II para complementar o espectáculo pirotécnico no Green Park, em Londres, em 1749, que assinalou a assinatura do Tratado de Aix-La-Chapelle, que pôs termo à Guerra da Sucessão Austríaca. A interpretação, ao ar livre, será da Jovem Orquestra Portuguesa, com direcção de Pedro Carneiro. 53.º Festival de Sintra.

[Excerto da Música para os Fogos de Artifício Reais, por Le Concert Spirituel, em instrumentos de época, com direcção de Hervé Niquet, ao vivo nos BBC Proms, 2012].

Palácio Nacional de Sintra, sábado 22, 18.30.

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5
Maria-Elisabeth Lott
©DR
Música, Clássica e ópera

Bach

icon-location-pin Bairro Alto
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As Variações Goldberg foram compostas para cravo – e reza a lenda, para servir de lenitivo às insónias do embaixador russo na corte da Saxónia – mas tornaram-se correntes transcrições para outros isntrumentos. A versão para trio de cordas foi realizada em 1984 pelo violinista Dmitri Sitkovetsky. Por Maria-Elisabeth Lott (violino, na foto), Diemut Poppen (viola) e Wen-Sinn Yang (violoncelo). Festival Cantabile.

[Ária inicial das Variações Goldberg na versão para trio de cordas de Sitkovetsky, por Helena Baille (violino).

Convento dos Cardaes, sábado 22, 21.00.

6
Diemut Poppen
©DR
Música, Clássica e ópera

Beethoven et al.

icon-location-pin Chiado
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Em termos cronológico, este programa de música de câmara abre no século XVIII, com o magnífico Quinteto com clarinete K.581, de Mozart, passa pela Sonata para violoncelo e piano n.º 5, de Beethoven, e pelo Quinteto de cordas n.º 2 op.111, de Brahms, e vai até o final do século XX, com os Fragmentos para clarinete solo (1987), de António Pinho Vargas. Por Maria-Elisabeth Lott e Afonso Fesch (violinos), Diemut Poppen (na foto) e Lyudmila Krasnyuk (violas), Pavel Gomziakov (violoncelo), Pablo Barragán (clarinete) e Paolo Giacometti (piano). Festival Cantabile.

[IV andamento (Allegretto con variazioni) do Quinteto com clarinete K.581, de Mozart, por Sabine Meyer (clarinete) e Hagen Quartett, ao vivo].

Teatro Nacional S. Carlos (foyer), segunda-feira 24, 18.00.

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7
Pavel Gomziakov
©Felix Broede
Música, Clássica e ópera

Boccherini et al.

icon-location-pin Chiado
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O programa é balizado cronologicamente pela Sonata para viola e piano, de Luigi Boccherini (1743-1805), e pela Rapsódia para clarinete solo, de Giacomo Miluccio (1928-99), mas o seu cerne está no Romantismo, com a transcrição para clarinete do Capricho para violino solo n.º 24 de Paganini, a versão das miniaturas I Crisantemi (1890), para quarteto de cordas, uma das raríssimas peças de câmara de Puccini, e, sobretudo no arrebatador Sexteto de cordas Souvenir de Florence (1890), de Tchaikovsky. O programa tem Itália como fio condutor: Boccherini, embora tenha feita carreira em Paris e, sobretudo, em Espanha, era natural de Lucca, tal como Puccini. Italianos era também o celebérrimo virtuoso do violino Niccolò Paganini (natural de Génova) e o obscuríssimo Giacomo Miluccio. Tchaikovsky, sendo russo, começou a esboçar o seu sexteto de cordas durante uma estadia em Florença. Por Maria-Elisabeth Lott e Natalia Pripishenko (violinos), Diemut Poppen e Lyudmila Krasnyuk (violas), Pavel Gomziakov (na foto) e Hayk Katchatyran (violoncelos), Pablo Barragán (clarinete) e Paolo Giacometti (piano). Festival Cantabile.

[II andamento (Adagio cantabile con moto) do Sexteto de cordas Souvenir de Florence, por uma versão expandida do IPO Quartet].

Teatro Nacional S. Carlos (foyer), quarta-feira 26, 18.00.

8
Pablo Barragán
©DR
Música, Clássica e ópera

Beethoven, Mozart, Vargas

icon-location-pin Sete Rios/Praça de Espanha
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Música de câmara por alunos e professores e solistas do Festival Cantabile, entre os quais estão Lyudmila Krasnyuk (viola), Hayk Katchatyran (violoncelo), Pablo Barragán (na foto) (clarinete) e Paolo Giacometti (piano).

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9
Música, Clássica e ópera

Festival Jovens Músicos

icon-location-pin São Sebastião
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Concerto 1: O ensemble de instrumentos de época Divino Sospiro, dirigido por Massimo Mazzeo, costuma tocar “música antiga”, mas desta feita irá fazer a estreia mundial de uma obra de um compositor do nosso tempo: o Concerto para flauta de bisel e orquestra barroca, de Nuno Rocha (n. 1986), que já em 2012 compusera uma obra para este ensemble.

Concerto 2: Grande final do Prémio Jovens Músicos, tendo por solistas os vencedores e com a Orquestra Gulbenkian e a direcção de Jan Wierzba.

Concerto 3: Com os vencedores da categoria Música de Câmara e o Ensemble Darcos.

Concerto 4: Concerto para Orquestra Sz.11, de Bartók, e Concerto para violino, de Pinho Vargas, em que será solista André Gaio Pereira (Jovem Músico do Ano 2017), direcção de Pedro Amaral.

Concerto 5: Actuação da Orquestra Zohra (Orquestra Afegã de Jovens Músicos), com programa a anunciar.

Concerto 6: O programa combina o Concerto para marimba, do estónio Erkki-Sven Tüür (n.1959), um dos mais proeminentes compositores do nosso tempo, e a obra vencedora do Prémio de Composição SPA/Antena 2. Interpretação de Pedro Carneiro (marimba) e do Jovem Músico do Ano 2018, com a Orquestra Gulbenkian e direcção de Jan Wierzba.

[Excerto do Concerto para Orquestra Sz.11, de Bartók, pela Filarmónica de Berlim e direcção de Simon Rattle, ao vivo na Festspielhaus de Baden-Baden, 2017].

Fundação Gulbenkian, quinta-feira 27 a sábado 29.

10
Pedro Amaral
©David Rodrigues
Música, Clássica e ópera

Dvorák e Gershwin

icon-location-pin Parque das Nações
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A Orquestra Metropolitana de Lisboa e o maestro Pedro Amaral (na foto) assinalam os 20 anos da Expo 98 num concerto com a Sinfonia n.º 9 Do Novo Mundo, de Dvorák, e a Rhapsody in Blue, de George Gershwin, em que será solista Mário Laginha. As duas obras têm em comum a incorporação de influências de música americana na tradição erudita: a Sinfonia n.º 9 foi composta pelo checo Dvorák em 1893, quando da sua estadia nos EUA como director do Conservatório de Nova Iorque e contém traços de música dos índios americanos e espirituais negros. A Rhapsody in Blue, de 1924, foi encomendada para a big band de Paul Whiteman e foi pensada, como relata Gershwin, como “uma espécie de caleidoscópio musical da América”, em que o jazz tem papel de relevo.

[Rhapsody in Blue, pela Filarmónica de Nova Iorque e Leonard Bernstein (piano e direcção), ao vivo no Royal Albert Hall, 1976].

Parque das Nações, domingo 30, 19.00.

Coisas para fazer em Setembro

Música

Concertos em Lisboa em Setembro

Setembro é um mês muito peculiar. Por um lado, queimam-se os últimos cartuchos do Verão. Por outro, é a altura da rentrée, do regresso à rotina que é também o regresso dos concertos em Lisboa. Ainda falta anunciar muita coisa, mas para além de festivais como o Lisb-On e a Festa do Avante! já foram apresentados uns quantos concertos que valem mesmo a pena, como os de Feist, Imagine Dragons, Low ou Beach House. Claro que nada chega aos calcanhares das duas datas, esgotadíssimas, dos U2 na Altice Arena. A mais institucional banda rock do mundo vem apresentar o álbum do ano passado, Songs of Experience.

Lumina Cascais
©DR
Coisas para fazer, Festivais

Setembro: um mês, tantos festivais

O regresso das férias pode ser um pouco menos doloroso graças aos festivais que animam Lisboa ao longo do mês de Setembro, isto tudo depois do marasmo que é habitualmente o mês de Agosto no que toca a estas lides festivaleiras. Lisboa Soa, Queer, Lumina, Chapéus na Rua: todos acontecem este mês. É uma verdadeira rentrée de festivais, com direito a tudo o que a cidade precisa para voltar a entrar no ritmo frenético: cinema, fado, teatro, cerveja, dança ou gastronomia. Não perca o fio à meada e siga as nossas sugestões. Recomendado: Coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

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