Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right O melhor da nova temporada do Teatro Nacional de São Carlos

O melhor da nova temporada do Teatro Nacional de São Carlos

O nosso teatro de ópera tem programa que vai de Outubro a Junho de 2020, do qual a Time Out escolheu momentos que merecem reserva na agenda

Teatro Nacional de São Carlos
©Alfredo Rocha
Por José Carlos Fernandes |
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A próxima temporada lírica do teatro nacional de São Carlos assenta em obras “canónicas” do repertório oitocentista: La Forza del Destino, de Verdi, A Valquíria, de Wagner, Le Comte Ory, de Rossini, Maria Stuarda, de Donizetti e La Bohème, de Puccini, que esteve programada para a temporada 2018/19 mas foi cancelada. A ópera barroca continua arredada do nosso teatro nacional, embora os apreciadores da ópera anterior a 1800 possam encontrar consolo no Orfeo ed Euridice, de Gluck, obra-charneira que marca o início do Classicismo (mas que será apresentada em versão de concerto). A “ave rara” no programa é a Trilogia das Barcas, de Joly Braga Santos, a partir de Gil Vicente, estreada há meio século e que pouco tem sido ouvida e vista desde então.

Na temporada sinfónica, Mahler tem lugar de destaque, com as Sinfonias n.º 4 e 9 e a sinfonia-que-finge-não-o-ser Das Lied von der Erde. E um pouco antes do Natal, ouvir-se-á a mais famosa oratória barroca, o Messiah, de Handel.

Nota: a orquestra é sempre a Sinfónica Portuguesa e, salvo indicação em contrário, os espectáculos têm lugar no Teatro Nacional de São Carlos.

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O melhor da nova temporada lírica do Teatro Nacional de São Carlos

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Música, Clássica e ópera

Wagner: Die Walküre

Teatro Nacional de São Carlos, Chiado

Numa noite de tempestade, um homem perseguido encontra refúgio numa casa isolada na floresta. É acolhido por Sieglinde, mulher do guerreiro Hunding. A atracção entre o forasteiro e Sieglinde vai crescendo e nem o regresso de Hunding lhe põe travão – após várias peripécias, ambos percebem que Sieglinde é a irmã gémea desaparecida de Wehwalt, que na verdade se chama Siegmund. Não será um spoiler revelar que este amor incestuoso irá acabar mal...

A Valquíria (Die Walküre), estreada em Munique em 1870, é a segunda ópera da tetralogia O Anel do Nibelungo (Der Ring des Nibelungen), que ocupou Wagner durante 26 anos, entre 1848 e 1874.

Quando: 12 de Março 18.00 e 15 15.00

Intérpretes: Christopher Ventris (Siegmund), Ruxandra Donose (Sieglinde), Joshua Bloom (Hunding), Thomas Johannes Mayer (Wotan), Ricarda Merbeth (Brünnhilde), Justine Gryngté (Fricka), Ana Franco (Gerhilde), Siphiwe Mckenzie (Helmwige), Sónia Alcobaça (Waltraute), Maria Luísa de Freitas (Schwertleite), Lourdes Martins (Ortlinde), Ana Ester Neves (Siegrune), Paula Morna Dória (Grimgerde), Patrícia Quinta (Rossweisse), direcção de Graeme Jenkins, encenação de Peter Mumford

[“A Cavalgada das Valquírias”, o mais célebre trecho de A Valquíria, na versão da Orquestra da Ópera Real Dinamarquesa, com direcção de Michael Schonwandt e encenação de Kasper Bech Holten; faz parte da aclamada produção da tetralogia O Anel do Nibelungo conhecida como “The Copenhagen Ring”, registada ao vivo Ópera Real Dinamarquesa, em Copenhaga, em 2006, para a Decca]

2
Carla Caramujo
©DR
Música, Clássica e ópera

Braga Santos: Trilogia das Barcas

Teatro Nacional de São Carlos, Chiado

A variada produção de Joly Braga Santos (1924-1988) inclui três óperas: Viver ou Morrer (1952), uma “ópera radiofónica”, Mérope (1959), sobre peça homónima de Almeida Garrett, e esta Trilogia das Barcas, a partir dos Autos das Barcas (Inferno, Purgatório e Glória), de Gil Vicente.

Quando: 3 de Abril 20.00 e 5 16.00

Intérpretes: Carla Caramujo (Anjo) (na foto), Luís Rodrigues (Diabo), Mário Redondo (Companheiro do Anjo), Maria Luísa de Freitas (Florença, Marta Gil), Cátia Moreso (Brizida Vaz, Morte), Marco Alves dos Santos (Fidalgo, Conde), João Terleira (Frade, Taful, Cardeal), João Pedro Cabral (Parvo, Bispo), João Merino (Onzeneiro, Rei), Ricardo Panela (Sapateiro, Imperador), Diogo Oliveira (Corregedor, Arcebispo), Tiago Matos (Enforcado, Duque), André Henriques (Procurador, Lavrador, Papa), direcção de Joana Carneiro, encenação de Luca Aprea

[Excertos da Trilogia das Barcas, na produção levada à cena no TNSC em 1988, com direcção de Manuel Ivo Cruz]

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3
Música, Clássica e ópera

Puccini: La Bohème

Teatro Nacional de São Carlos, Chiado

La Bohème abre com cenas que ilustram as agruras e alegrias da vida de um grupo de artistas pobres mas desenrascados e bem-humorados, que enfrentam privações e desaires com chalaças, que vão, pouco a pouco, dando lugar ao drama romântico e tudo acaba com tísicas a vomitar sangue e toda a gente a chorar baba e ranho.

Intérpretes: Natalia Tanasii (Mimi, substituída no dia 10 por Susana Gaspar), Carlos Cardoso (Rodolfo, substituído no dia 10 por Luís Gomes), Bárbara Barradas (Musetta), Christian Luján (Marcello), Diogo Oliveira (Schaunard), André Henriques (Colline), Mário Redondo (Benoît, Alcindoro), Miguel Reis (Parpignol), Costa Campos (Sargento), João Oliveira (Guarda da Alfândega), direcção de Andrea Sanguineti, encenação de Arnaud Bernard

[“Questo Mar Rosso”, por Luciano Pavarotti (Rodolfo), Ingvar Wixell (Marcello) e Orquestra da Metropolitan Opera de Nova Iorque, com direcção de James Levine, Metropolitan Opera, 1977]

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Sofia Fomina
©DR
Música, Clássica e ópera

Rossini: Le Comte Ory

Teatro Nacional de São Carlos, Chiado

A acção decorre no Castelo de Formoutiers, durante as Cruzadas: os homens da região foram combater para a Terra Santa e a Condessa Adèle ficou a aguardar o regresso do castelão de Formoutiers, seu irmão, juntamente com muitas damas, também elas esperando os seus irmãos, maridos e amados. O libidinoso Conde Ory decide aproveitar a situação e disfarça-se, primeiro de eremita e depois de peregrino, a fim de seduzir todo aquele mulherio.

Quando: 5, 7, 9, 14 e 16 de Junho 20.00 (excepto 14, às 16.00)

Intérpretes: Sofia Fomina (La Comtesse), a anunciar (Isolier), Filipa Van Eck (Alice), Cátia Moreso (Dame Ragonde), Xabier Anduaga (Le Comte Ory), André Henriques (Raimbaud), direcção de Giuliano Carella, encenação de James Bonas.

[“Vous Que l’On Dit Sensible”, por Pretty Yende (Condessa Adèle) e Orquestra da Metropolitan Opera de Nova Iorque, com direcção de Maurizio Benini e encenação de Bartlett Sher, Metropolitan Opera, 2013]

O melhor da nova temporada Sínfonica do Teatro Nacional de São Carlos

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Coro do TNSC
©DR
Música, Clássica e ópera

Carrapatoso: Requiem

Centro Cultural de Belém, Belém

O Requiem à Memória de Passos Manuel, de Eurico Carrapatoso, homenageia uma figura relevante da política portuguesa de meados do século XIX. A obra estreou-se em 2016 mas, como a maior parte da música dos compositores do nosso tempo, raramente é ouvida, pelo que esta é uma ocasião rara.

Quando: CCB, 9 de Abril 21.00

Intérpretes: Coro do TNSC, direcção de João Paulo Santos

[VI e último andamento (In Paradisum/Regiões Ideais), por Jorge Vaz de Carvalho (barítono), Coro Lisboa Cantat e Orquestra Nacional do Porto, com direcção de João Paulo Santos]
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Emilio Pomárico
©Astrid Ackermann
Música, Clássica e ópera

Mahler e Nunes

Centro Cultural de Belém, Belém

Das Lied von der Erde (A Canção da Terra) é um ciclo de seis Lieder orquestrais, que podem também ser encarados como uma sinfonia em seis andamentos para dois solistas vocais. Os textos provêm de uma compilação de poesia chinesa livremente traduzida por Hans Bethge, e têm por tema recorrente a despedida. Das Lied von der Erde tem a companhia de Ruf (1977), para orquestra e electrónica, do compositor português Emmanuel Nunes.

Intérpretes: Hanna Hipp (contralto), Toby Spence (tenor), direcção de Emilio Pomàrico (na foto)

[“Trinklied von Jammer der Erde”, por René Kollo e Orquestra Filarmónica de Israel, direcção de Leonard Bernstein]

Rentrée

Maria João Pires
©DR
Música

Revelada a temporada de música 2019/20 da Gulbenkian

A temporada 2019/20 da Fundação Gulbenkian é marcada por três efemérides – os 150 anos do nascimento de Calouste Gulbenkian, os 250 anos do nascimento de Ludwig van Beethoven e os 50 anos de Michel Corboz à frente do Coro Gulbenkian – e por um regresso – o de Maria João Pires, com três recitais, em piano solo, em piano a quatro mãos e num programa de canções arménias. 

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