Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Xutos & Pontapés: "Não há nada como a malta de Almada"

Xutos & Pontapés: "Não há nada como a malta de Almada"

Almada conta a história do rock que é também a história dos Xutos & Pontapés

XUTOS & PONTAPÉS - FOTOGRAFIAS PROMOCIONAIS 2018
Rita Carmo
Publicidade

A exposição “Na Margem: Uma História de Rock”, patente até 13 de Setembro no Museu da Cidade, em Almada, conta a história do rock almadense e, por arrasto, do rock português. Uma história que também é a história dos Xutos & Pontapés. Por ocasião do lançamento do novo disco, Duro, a banda respondeu a três ou quatro perguntas sobre a exposição e a sua relação com a cidade.

Falem um pouco da vossa relação com Almada.
João Cabeleira: Ensaiámos lá durante muitos anos.
Gui: Foi desde 91 a 2011.
JC: Agora faz as contas.
G: São 20 anos.
Tim: Se calhar foi um bocado depois. Foi no ano do Portugal Ao Vivo, por aí. No Inverno anterior. Mas tivemos a sala de ensaios esse tempo todo em Almada.
G: Era uma tábua de salvação. Primeiro uma garagem, depois duas garagens, naquela altura era um reduto. Era uma casinha [risos].
T: E cruzámo-nos ali, naquela sala de ensaios e ali à roda, com muita, muita gente mais nova do que nós, que fez bandas e que tocou por ali.

E o Tim chegou a morar lá.
T: Morei lá para aí 22 anos. Depois fui-me embora de Almada e fomos ensaiar para Almada [risos].
G: Mas os teus pais ainda estavam lá, não é?
T: Estavam e ficaram uma série de tempo. Os meus pais emigraram do Alentejo para Almada e eu fiz lá a escola e o liceu e a faculdade e depois só quando casei é que saí.
G: Também é uma cidade muito simpática para nós. Eu gosto de Almada à brava.
T: Eles são malucos, pá. Não há nada como malta de Almada.

Que peças é que cederam para a exposição?
T: Tem lá uns cartazes, tudo relacionado com Almada, de concertos e assim. Por acaso não há nenhum cartaz dos tempos da Incrível [Almadense], porque não sabia deles. Devemos ter aqui no estúdio, mas não sei onde. Também cedi a minha primeira guitarra, que está lá na exposição, feita pelo meu pai. Como outras que também estão lá assim, feitas pelos pais dos outros. Depois há um caderno de letras dos Xutos & Pontapés [de 2009]. Se não me engano com o “Quem é Quem”, “O Sangue na Cidade” e o esquema das músicas que já estavam gravadas e que não estavam.
G: Foram as últimas coisas que foram feitas lá.
T: Foram. E a exposição é muito engraçada, porque começa com os Gatos Negros, com o Vítor Gomes e vai até agora a 2000 e muitos.

A exposição vai ser acompanhada por um filme sobre o rock de Almada, não vai?
T: Sim, vai haver um filme, mas acho que ainda está em pós-produção. E eu também cedi um documentário do À Sombra do Cristo Rei.

Recomendado: "Nunca pensámos em acabar"

Conversa fiada

Márcia
Manuel Manso
Música

Márcia: "A música é o meu divã"

Márcia tem aquele talento – mais raro do que se supõe – de partir da sua intimidade para criar objectos de valor universal. E ao quarto álbum, a escritora de canções expõe-se mais do que o costume.

José Mário Branco
Arlindo Camacho
Música

José Mário Branco: "Ainda é só inquietação, inquietação"

A comemoração dos 50 anos de carreira já valeu um álbum de inéditos, a reedição integral da sua discografia e uma nova colectânea. Aqui, pouco se fala disso. Fala-se sobretudo da inquietação que não passa. Eis José Mário Branco, 76 anos, do Porto, muito mais vivo que morto.

Publicidade
antónio zambujo
Fotografia: Arlindo Camacho
Música

António Zambujo: “Os discos são o reflexo daquilo que vivemos”

António Zambujo é um dos mais populares músicos portugueses da actualidade. Poucos têm tantos fãs e enchem salas com a mesma facilidade, mas o sucesso não lhe parece ter subido à cabeça. Continua a ser fácil falar com ele, parece humilde, exprime-se com calma e ouve o que lhe dizem com atenção. A conversa começou pelo novo disco, Do Avesso, mas não tardou em descarrilar. 

Publicidade