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A Cafetra apresenta um Outro Espectáculo de Natal na Zé dos Bois

Por
Luis Filipe Rodrigues
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À medida que o Natal se aproxima, multiplicam-se os concertos que, de alguma forma, celebram ou remetem para a quadra.

Na ZDB, acostumada a receber The Legendary Tigerman na noite de Natal (este ano o concerto ainda não foi confirmado),  é a Cafetra quem faz primeiro a festa. Foi assim no ano passado, com concertos de Pega Monstro, Moxila e Lourenço Crespo. Vai ser assim na quinta-feira, com o plantel da editora todo reunido em palco, e mais um ou outro convidado.

Esta vai ser a segunda festa natalina da Cafetra na Zé dos Bois, mas a tradição vem de antes. Desde 2011 que, quando o frio aperta, a família editorial se reúne para aquecer corações. E leva amigos. Aconteceu em 2011 e 2012 n’A Barraca, em 2013 na Casa Independente, e em 2014 e 2015 na Caixa Económica Operária.

“No ano passado decidimos fazer uma coisa mais pequena na ZDB, porque o Leo [Bindilatti, de Putas Bêbadas] ia para o Brasil”, explica Maria Reis, guitarrista das Pega Monstro e uma das cabecilhas da editora. “Como correu tão bem resolvemos repetir. Mas vai incluir mais gente do que o anterior”, desenvolve. “É um espectáculo contínuo, sem pausas entre sets.” Quase como um espectáculo de variedades de duas horas que, adiciona, “funciona como retrospectiva da Cafetra e uma previsão do futuro.”

Só não lhes perguntem quem vai tocar. Preferem não falar em nomes porque, como sublinha Miguel Abras, de Putas Bêbadas, “o que interessa é mostrar o cancioneiro Fetra, apresentar o que nos une, mais do que o headlining de uma banda.” Ainda assim, muitos dos nomes são fáceis de adivinhar: Éme, Pega Monstro e Putas Bêbadas, que lançaram discos este ano, Iguanas e Sallim, que vão lançar em 2018, provavelmente, Smiley Face, e está representada quase toda a família Cafetra.

O mais certo, no entanto, é que não se oiçam apenas canções dos artistas e grupos referidos. Afinal, os vários elementos do colectivo desdobram-se por vários projectos, e no breve texto de apresentação do espectáculo falam em “solos, duetos e reencontros”. E corre por aí que Os Passos em Volta, uma das bandas fundadoras da editora, em hibernação há uns anos, se vão reunir. Maria desmente: “Não vai acontecer para já. São fake news.” Mas isso é o que Donald Trump diz de tudo, e depois é que o vê. Portanto, nunca fiando.

Certo é que vai haver convidados extra-Cafetra. A começar por Moxila, que também marcou presença no ano passado e toca na banda de Éme. A cantora e compositora cultiva a bonita tradição de todos os anos editar um single de Natal, pelo que encaixa que é uma maravilha no cartaz. 

Outra convidada é Sara Graça, que está a montar a parte cénica. “Queremos ocupar o palco nesse sentido. Decorá-lo e respeitar as pessoas que o estão a ocupar”, explica Maria. “Nada de muito espalhafatoso. É para embelezar”, diz Francisca Salema, ou Sallim. Maria reconhece que é algo de novo para eles, mais habituados à crueza do it yourself do que a ter adereços em palco. Para eles e para a Zé dos Bois, refira-se.

“A ZDB é um sítio onde normalmente os concertos correm bem, é um sítio seguro e onde conhecemos as pessoas, por isso dá para poder experimentar este tipo de espectáculo”, afirma Lourenço. “Sim , o facto de ser lá é fixe por esse lado familiar . Acho que também é fixe quando encontramos sítios improváveis para fazer acontecer coisas, mas é bom termos um sítio como a ZDB”, remata Sallim . “É cosy.”

Zé dos Bois. Qui 22.00. 6€

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