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Hops Beer & Co.
©Duarte Drago

A cerveja é rainha e senhora no novo Hops Beer & Co.

Por Tiago Neto
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Começou numa pequena carrinha, percorrendo o país de evento em evento com uma vasta selecção de cervejas artesanais. Em Novembro, quando o chef Abel Moura e Cunha se juntou, o projecto ganhou uma morada e virou gastro bar. 

O espaço foi pensado para integrar os elementos que faziam parte da carrinha, uma Citroën HY antiga, que deu o mote ao negócio, explica José Zecarias, venezuelano com ascendência portuguesa, mentor do Hops Beer & Co., o projecto que agora liga petiscos e cerveja e aposta nos momentos after work. "Pensei em reinventar-me, queria fazer coisas diferentes, e tive um amigo que me apresentou à cerveja artesanal. Entendi que era um caminho. Faltava o resto."

A zona de lounge do Hops conta com 12 torneiras
Fotografia: Duarte Drago

Foi aí que chegou a Abel Moura e Cunha, o chef que já dava cartas pelo conceituado Rabo d'Pêxe, nas Avenidas Novas, e que foi formado pelos chefs Paulo Morais e Anna Lins. Aceite o convite, faltava decidir o que havia de sair da cozinha. "Fui muito pela parte das cervejas, algo que não estava habituado a trabalhar. E conseguimos reunir aqui mais de 50 rótulos de cerveja artesanal portuguesa, algo que me orgulha. É bom para mim, para aprender mais sobre um produto que vai ganhando espaço no mercado. Aqui tentamos recriar o produto português, sempre com pairing de cervejas, além dos vinhos", conta.

Os tequeños venezuelanos não podiam faltar
Fotografia: Duarte Drago

A carta está dividida em três momentos. Nos pequenos, destacam-se as chamuças de rabo de boi (4€), os tequeños (6€), uma especialidade venezuelana de rolinhos de massa de trigo recheados de queijo branco, o ceviche d'artistas (9€), com manga, maçã verde e molho de iogurte ou o ovo a baixa temperatura e espuma de batata (9€). Segue-se o momento degustação de pequenos, que continua pelas opções leves como a degustação one bite (7€), que conta com chamuça, croquete, pica-pau e bao; a bite ocean (8€), com nigiri, gunkan, ceviche e polvo, ou a surf & turf (8€), com chamuça, croquete, niguiri e ceviche.

Para o chef, habituado a lidar com o peixe de perto, a introdução maioritária da carne foi um desafio. Mas ele agradece. "Saindo do Rabo d’Pêxe, que era peixe a sério, e dar uma volta de 180 graus é um grande desafio. É bom porque também temos bom produto em Portugal; o porco no Alentejo, as vacas leiteiras, a carne maturada. É sempre interessante sairmos da zona de conforto."

O carabineiro pela mão do chef Abel
Fotografia: Duarte Drago

Por último, nos grandes momentos – os pratos principais –, o grande destaque é a cevada de carabineiro (18€), feita com queijo de São Jorge, as vieiras com acém maturado (18€) ou o T-bone 60 dias (23€), todos feitos com a cerveja como ponto de partida. "Vamos sempre de encontro à cerveja. Provamo-las e criamos algo para a cerveja, não o contrário." À prova estão cervejeiros como a Musa, com as suas Red Zeppelin IPA (3,80€) ou a Twist & Stout Oat Stout (3,50€), a Praxis, com a Portuguese Pedro (4,20€) ou a Ambar (3,80€), ou a Mean Sardine, que leva ao Hops a Voragem-Black India Pale Ale (5€) ou a Tordesilhas Portuguese Empire Stout (6€). Além das doze torneiras.

O ceviche do chef, com manga e maçã verde
Fotografia: Duarte Drago

Termine com um momento doce, como o pudim de Abade de Priscos (5€) e acompanhe com um dos vinhos seleccionados da casa. Do 2018 Greco Di Tufo (Greco Bianco) de Setúbal (6,50€ o copo, 24€ a garrafa), ou o 2012 Howard's Folly (Syrah, Alicante Bouschet) alentejano (6,50€ o copo, 24€ a garrafa).

Campo Pequeno, 41 (Campo Pequeno). 21 590 3853. Ter-Sáb 12.00-23.30.

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