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©DRO interior da sala de espectáculos

Agravamento das medidas leva RCA Club a fechar até ao final de Agosto

Responsáveis pela sala de espectáculos de Alvalade preferem suspender actividade e programação cultural a disponibilizar testes à Covid-19.

Sebastião Almeida
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Sebastião Almeida
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O RCA Club, no bairro de Alvalade, estará encerrada até ao final de Julho, devendo manter-se assim também na maior parte do mês de Agosto. Através de um comunicado publicado no Facebook, a direcção da sala de espectáculos lisboeta justifica a decisão de fechar portas temporariamente com as medidas decretadas pelo Governo, anunciando que só deverá conseguir retomar a sua actividade normal no início de Setembro. Em causa está particularmente a obrigatoriedade de apresentação do Certificado Digital Covid à entrada de espaços de restauração, hotelaria e eventos culturais, ou da realização de testes rápidos no próprio local.

“O RCA CLUB dedicou-se a reflectir sobre todas as medidas decretadas até ao passado dia 9 de Julho, sendo que algumas afectaram e afectam de forma vital a viabilidade da nossa actividade comercial/cultural/de entretenimento. A restrição de lotação, redução de horário nocturno, condicionamento na venda de bebidas alcoólicas, distanciamento, lugares sentados, álcool-gel e outras medidas obrigatórias obrigaram a um investimento de algum capital, para que, ainda com o apoio do Circuito.Lisboa, pudéssemos reabrir num cenário de desconfinamento, tão esperado desde há mais de um ano”, começa por explicar o comunicado divulgado esta segunda-feira.

Com as novas medidas de contenção da pandemia em vigor em todo o território nacional, o RCA considera que se o seu funcionamento nos passados meses não foi fácil, “agora muito menos”. “O funcionamento do bar é factor crucial para cobrir todas as despesas de abertura de portas, com lotação reduzida apenas para um quarto. Mas, para o bar funcionar, temos de pedir o certificado digital ou teste às pessoas. Como nem toda a gente tem acesso a certificado ainda, imaginámos mais um investimento de uma centena de euros (ou mais) por espectáculo, na aquisição de testes rápidos. Em cima disso, teremos um tempo de espera de 15 minutos por teste, fiscalização de boa recolha nasal para análise, responsabilização pelo resultado e um risco de coima de 1000€ até 10.000€ em caso de fiscalização e de alguém estar positivo na sala, mesmo que tenha dado negativo na entrada (a pessoa corre o risco de multa até 500€)... Não nos parece viável de todo!”, afirmam no mesmo texto.

“Quer para nós, que estaríamos sempre a investir mais para abrir, com um retorno cada vez menor, sempre a olhar por cima do ombro, a rezar que não haja situações que resultem em coimas. Quer para quem vai assistir ao espectáculo, sentado, com acesso condicionado à cerveja, de máscara, a pagar um teste à porta, mostrar um resultado de análise de saúde a estranhos (não somos profissionais de saúde). Nada disto se encaixa nos nossos parâmetros de entretenimento, divertimento e boa-disposição”, consideram os responsáveis, sublinhando que nunca quiseram ser parte do problema e que encerraram as portas proactivamente uma semana antes da declaração do primeiro estado de emergência, em Março do ano passado.

A reabertura deverá acontecer apenas no início de Setembro. “Se sentirmos que existe a possibilidade, reabriremos mais cedo”, conclui a direcção da sala de concertos de Alvalade.

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