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Construção de novos parques deve terminar em 2025. Câmara diz que aposta em estacionamento não contraria agenda da sustentabilidade.

Não era o único parque de estacionamento aguardado pela Junta de Freguesia de Campo de Ourique, mas é pelo do Bahuto, na Rua Padre Francisco, que começa o aumento do número de lugares de estacionamento nesta zona da cidade, neste caso, 89. A construção do edifício de três pisos arrancou esta quarta-feira, 19 de Junho, e tem o prazo de 12 meses, prevendo lugares "maioritariamente destinados a estacionamento para residentes". O exterior, explica a Junta através das redes sociais, contará com "oito sistemas de jardins verticais e centenas de novas flores e arbustos". Fica por conhecer a data de lançamento da obra do parque de 500 lugares no Pátio das Sedas, prevista ainda para este ano pela EMEL.
No bairro para onde está planeada para breve a chegada do metropolitano (embora as obras estejam atrasadas), a dificuldade em estacionar tem sido apontada como "uma das maiores preocupações dos moradores", de acordo com a Junta. Em Dezembro, o então presidente do organismo, Pedro Costa (que abandonou funções em Abril, tendo sido substituído por Hugo Vieira da Silva) dizia à Time Out que não havia "meio de [os parques de estacionamento planeados pela EMEL] saírem do papel", sugerindo que eram uma prioridade para a freguesia, que se debelava constantemente com situações de estacionamento abusivo.
Além deste novo silo que surge junto à Travessa do Bahuto, a EMEL havia disponibilizado, em Maio, 680 lugares para residentes em Campo de Ourique, 581 dos quais apenas no período nocturno.
Na mesma linha de investimento, segue-se Alvalade, freguesia que viu ser aprovada esta terça-feira, na Assembleia Municipal, a construção de um parque de estacionamento de 230 lugares junto ao mercado (onde já existem 115 lugares de estacionamento), entre a Avenida Rio de Janeiro, a Avenida da Igreja e a Rua José Duro. Com conclusão prevista para o início de 2025, a estrutura ocupará uma área superior a 2300 metros quadrados.
Apresentada pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), a proposta de criação deste parque veio na sequência da alteração de um contrato celebrado em 1997 para a construção e exploração de um parque público de estacionamento sob o Jardim de São Pedro de Alcântara, que não chegou a avançar por entraves de ordem geológica. Alvalade foi, assim, o bairro onde se encontraram grandes necessidades deste tipo de equipamento, na visão do vice-presidente com o pelouro da Mobilidade, Anacoreta Correia. O autarca encontrou, ainda assim, necessidade de afirmar que apostar em parques de estacionamento não é esquecer o investimento no transporte público e na protecção do ambiente. "Não alinhamos na ideia de que construir parques de estacionamento é uma agenda contrária à da sustentabilidade", afirmou na apresentação da proposta que foi aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa, perante os votos contra de BE, PEV, PCP e PAN, e a abstenção do Livre.
No documento Grande Opções do Plano 2022-2025 da Junta de Freguesia, o organismo referia que "a falta de estacionamento é uma das principais causas da degradação da qualidade de vida das pessoas que residem e trabalham em Alvalade", reconhecendo, ainda assim, que "a diminuição do uso de automóvel particular é um objectivo a realizar no mais curto prazo". Na óptica desta Junta, "a construção de parques de estacionamento não tem que ser conflituante com a necessidade de se promoverem práticas que sejam mais adequadas a promover e defender a sustentabilidade ambiental".
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