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Amadora BD celebra os 60 anos do Homem-Aranha e traz a Portugal Bob McLeod

A programação do festival inclui 13 exposições, inclusive uma retrospectiva do Homem-Aranha, uma das figuras de banda desenhada mais emblemáticas de sempre.

Raquel Dias da Silva
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Raquel Dias da Silva
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A 33.ª edição do Amadora BD enquadra-se na agenda da Temporada Cruzada Portugal-França, o que se reflecte na programação, que se foca em particular na relação entre os dois países. Mas há outros destaques a não perder. Além da exposição dedicada à premiada Balada para Sophie, de Filipe Melo e Juan Cavia, está prevista uma retrospectiva do Homem-Aranha, que cobre seis décadas da história do herói.

O festival, que decorre de 20 a 30 de Outubro em três locais distintos do concelho, conta com 13 exposições e a presença de mais de 15 autores nacionais e internacionais, inclusive Bob McLeod. Mais conhecido por co-criar Os Novos Mutantes, o ilustrador da Marvel vem a Portugal a propósito da retrospectiva dos “60 anos do Homem-Aranha”, que não só cobre seis décadas da história do herói como tem especial atenção ao trabalho desenvolvido em Portugal, com a inclusão de originais de artistas portugueses, como Jorge Coelho. “Esperamos que tenha por isso grande impacto, mas também pela vinda de McLeod, que nunca esteve na Europa nem em Portugal”, revela a directora do Amadora BD, Catarina Valente.

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Amadora BD 2022Uma das imagens do Homem-Aranha que poderá ver, ao vivo, no Amadora BD

Em destaque estará também Balada para Sophie, obra premiada em 2021, como a Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português, nos Prémios de Banda Desenhada da Amadora. Editada originalmente pela Tinta-da-China e reimpressa pela Companhia das Letras, a novela gráfica de Filipe Melo e Juan Cavia conta a história de um famoso pianista já em fim de vida e vai ser adaptada para o pequeno ecrã pela Universal International Studios, em parceria com a IDW Entertainment.

Já a pensar na Temporada Cruzada França-Portugal, sobressaem as exposições dedicadas a Armazém Central, de Régis Loisel e Jean-Louis Tripp, que “relata a vida dos habitantes da pequena paróquia de Notre-Dame-des-Lacs”, e Os Portugueses, de Oliver Afonso & Chico, sobre “o destino de milhares de portugueses que, nos anos 70, fugiram da ditadura de Salazar e tentaram reconstruir as suas vidas num bairro de lata nos arredores de Paris”.

É de referir ainda a exposição “4 Quartos (e são nossos!)”, que junta Blanche Sabbah, Elléa Bird, Joana Mosi e Patrícia Guimarães num mesmo espaço e com um mesmo propósito: reclamar a visibilidade feminina. “A ideia foi convidar duas autoras portuguesas, que esperamos lançar no mercado francófono, e duas autoras francesas, também emergentes e bastantes jovens, e colocá-las em diálogo. Neste sentido apresenta-se um conjunto de obras inéditas, que resultam da reflexão das ilustradoras e da comissária sobre a paridade na banda-desenhada, da igualdade de género e dos direitos das mulheres.” Depois de estar patente no Amadora BD, a exposição transitará para Léon no próximo ano.

Além das exposições, a programação contempla também inúmeras actividades paralelas, desde lançamentos e workshops relacionados com a temática da banda-desenhada até sessões de autógrafos. Entre as presenças internacionais confirmadas, encontram-se nomes como o do brasileiro Marcelo Quintanilha, que visita Portugal depois de ter ganho o principal prémio do Festival de Angoulême com Escuta, Formosa Márcia, obra exposta em 2021 no Amadora BD; e o francês Fréd Vignaux, que se tornou conhecido ao desenhar um dos spin-offs de Thorgal com mais sucesso, Kriss de Valnor, na série Os Mundos de Thorgal.

“Temos mais de cerca de mil metros quadrados relativamente ao ano anterior, na área comercial passamos de 12 para 14 editoras, todas portuguesas, o que nos permitiu também criar um auditório e uma zona de autógrafos maior, bem como uma sala de imprensa, que não havia antes mas era muito pedida”, partilha ainda Catarina Valente.

Este ano, à semelhança dos anteriores, o festival também encerrará com a habitual cerimónia de entrega dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora. A Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português receberá um prémio pecuniário no valor de 5000€.

Sky Skate Amadora Park, Galeria Municipal Artur Bual e Bedeteca da Amadora. 20-30 Set. 3€-10€

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