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Aprender a costurar numa escola de marcha em Alfama

Aprender a costurar numa escola de marcha em Alfama
Fotografia: Manuel Manso

Foi uma corrida às inscrições para o arranque do primeiro curso da Escola de Marcha Carlos Mendonça, em Alfama. Juntámo-nos ao corta e cose e fizémos um tour pelo espaço.

Moldes, tesouras, fitas-métricas, linhas e tudo o que é preciso para chegar a agulha ao tecido com alguma propriedade, numa altura em que provavelmente se batem recordes de interessados na costura desde a chegada do pronto-a-vestir ao planeta. No Centro Cultural Dr. Magalhães Lima (Rua do Salvador, 2), talvez o epicentro cultural e associativo de Alfama, há muito que respira marchas populares, ou não fosse esta a casa da Marcha de Alfama, uma das mais icónicas de Lisboa.

Mas os marchantes da casa (que também se podem inscrever, claro) vão agora partilhar o espaço, e professores, com os alunos da nova escola que vão poder aprender tudo o que é preciso saber sobre o mundo das marchas. Grande parte do centro foi restaurado para abrigar todas as disciplinas: no último piso aprende-se costura com a professora Carla Boucinha – que tem um ateliê no 59 da mesma rua – as aulas de coreografia (após o Verão) foram destacadas para o Salão Grande e as aulas de figurino e maquilhagem (Março) para o salão do primeiro andar. E estão a ser planeadas aulas teóricas sobre a história das Marchas Populares, num projecto que se espera estar a marchar a 100% até ao final do ano, tornando este espaço uma verdadeira catedral das Marchas Populares de Lisboa.

"Esta colectividade, que organiza a Marcha de Alfama, é icónica do bairro e na freguesia, tem estas instalações magníficas e está particularmente vocacionada para ter aqui uma escola de marchas", defendeu Miguel Coelho, presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior que nos acompanhou na visita. E acrescenta: "Este tipo de actividades consolidam muito a auto-estima e cria estímulos às pessoas para não desistirem e não se deixarem aculturar por aqueles que nos visitam. E que desejamos que continuem a visitar. Mas por vezes permanecem aqui quatro, cinco dias e depois vão embora. Isto é uma forma de ter aqui uma ancoragem sobre os valores tradicionais. Eu tenho muito orgulho nisto".

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