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Arqueólogos encontram relíquias nas escavações dos ecopontos

arqueologos dos ecopontos
Fotografia: Duarte Drago Vanessa Filipe e José Pedro Henriques

Há uma equipa de arqueólogos que inspecciona as escavações destinadas à instalação dos ecopontos subterrâneos. Escavámos o assunto e encontrámos salas repletas de achados.

Deu que falar o cemitério cheio de esqueletos encontrado no Poço do Borratém. Na altura falámos com o arqueólogo Vasco Vieira, da empresa Cota 80-86, que se encontrava ao serviço e nos explicou que se tratava de cemitério datado entre os séculos XIV e XV. Só que a Cota 80-86 tem mesmo uma equipa de profissionais que acompanha a instalação dos tais ecopontos.

 

Vanessa segura uma das caveiras encontrada no Poço do Borratém
Fotografia: Duarte Drago

 

Vanessa Filipe, arqueóloga e líder da equipa, recebeu-nos no espaço que a Câmara Municipal de Lisboa lhes emprestou para esta aventura, localizado num dos locais ligados aos serviços de higiene municipal.

arqueologos dos ecopontos

Fotografia: Duarte Drago

E é um arraial de pedacinhos de cerâmicas, de peças já coladas como puzzles resolvidos ou caixotes recheados de esqueletos e caveiras do Borratém. Esta equipa já analisou à lupa 50 obras de ecopontos e encontrou vestígios arqueológicos em 16. Mas se acha que o cemitério foi o ponto alto desta arqueologia ponto verde, não foi. A descoberta mais emocionante aconteceu perto do bar Jamaica: um armazém do século XVII/XVIII. "Quando a máquina fura um muro, entra num compartimento ao lado e aparece um mundo na pá", lembra Vanessa entusiasmada. Era o último dia da escavação, mas ainda tiveram tempo de recuperar relíquias como pederneiras (peças que dão a ignição a espingardas), sacas carbonizadas recheadíssimas de contas para colares, fivelas, cachimbos, anéis.

arqueólogos dos ecopontos

 

Ao alto, um grande penico do século XVIII encontrado no Rossio
Fotografia: Duarte Drago

 

Não tem paralelo em Lisboa. É um vestígio palpável de um armazém que servia para abastecer os barcos", continua o arqueólogo José Pedro Henriques. Para já não há fim à vista para este projecto e a equipa promete continuar a reciclar a história da cidade à medida que a cidade evolui nesta história da reciclagem.

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