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As aventuras de Calouste Gulbenkian para descobrir este fim-de-semana

Passaporte Calouste Gulbenkian
DR

O homem das mil moradas estreia este sábado e conta as peripécias de Gulbenkian – e das obras de arte da sua colecção – à volta do mundo. Sentámo-nos no chão da Galeria Renascentista com as pernas cruzadas à chinês para assistir a esta viagem.

O destino era Lisboa. Mas, já diz o outro: o caminho faz-se caminhando e esta história não seria a mesma sem todas as escalas de Calouste Sarkis Gulbenkian até cá chegar. Londres, Paris, Egipto, Palestina, Síria… Cada viagem, uma aventura. E é de pequenas e grandes aventuras – e de muitas obras de arte – que se faz O homem das mil moradas, um acontecimento teatral para famílias com crianças entre os 5 e os 10 anos nos dias 29 e 30 de Junho.

A ideia de criar um espectáculo em torno das peças da colecção do filantropo arménio já era antiga, mas foi este ano, a pretexto das comemorações dos 150 anos de Gulbenkian, que Madalena Marques e Susana Pires, da Associação Cultural Casa Invisível, convidaram a actriz Leonor Cabral a interpretar uma personagem inspirada na Madame Marcelle Chanet. “A Marcelle existiu mesmo: no final dos anos 20 foi contratada para ser curadora e organizadora da colecção de Calouste. É das pessoas que melhor o conheceu, a ele e à colecção”, explica a encenadora Susana Pires.

Num ambiente pouco convencional – aqui não há palco nem plateia, mas sim uma galeria do museu carregadinha de peças de verdade nas paredes e muito espaço no chão para os mais pequenos se sentarem –, e ao longo de 50 minutos, a Madame descreve as peripécias mais hilariantes e desconhecidas de Gulbenkian, desde a sua infância. “É que aquela figura, o senhor sério da estátua, também foi criança!”, diz Susana Gomes da Silva, responsável pelas actividades educativas do museu.

 

Calouste Sarkis Gulbenkian em criança
DR

 

 

Além do cenário improvável, a actriz conta com a ajuda de três baús (um deles é original e correu o mundo com Calouste) de onde vão saindo os objectos que pintalgam esta história. “É uma surpresa constante”, descreve Susana Gomes da Silva. “As famílias vão ficar a conhecer o percurso do homem e das obras. São viagens pelo mundo e viagens no tempo: há peças de arte desde o Egipto, da Grécia e da Roma da Antiguidade… E conta-se a história do século XX, porque ele passou por todos os grandes acontecimentos, como a Primeira e a Segunda Guerra Mundial”, acrescenta Susana Pires.

A paixão de Calouste pelos animais e pela Natureza, o livro onde apontava todas as peças de roupa que comprava e a viagem a Baku, onde foi atingido por um jacto de petróleo, uma verdadeira chuva de ouro negro, são alguns dos episódios narrados. Mas, aventuras à parte, esta é afinal de contas uma história de amor, garante a encenadora. “Gulbenkian fez fortuna no petróleo e começou a comprar obras de arte como admirador e não como especialista. Mas o que o distingue de outros coleccionadores é que ele não comprava as obras pelo seu valor financeiro. Comprava tudo por amor.”

Museu Calouste Gulbenkian, Galeria Renascentista. Avenida de Berna, 45A (Praça de Espanha). Sáb e Dom 10.30 e 11.40. 5€. Repete a 6 e 7 de Jul e a 20 e 27 de Out.

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