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Funky Chunky
Gabriell Vieira

As cookies da Funky Chunky já têm loja em Lisboa

A marca de bolachas artesanais imperfeitas e bem recheadas Funky Chunky já não é só virtual: ganhou morada física na Rua Luciano Cordeiro.

Escrito por
Teresa David
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A crise da pandemia foi o empurrão que faltava para que a brasileira Sofia Pontifex Horn, chocólatra assumida, cumprisse o sonho antigo de ter o seu próprio negócio. Crocantes por fora, cremosas por dentro, toscas e imperfeitas, as cookies Funky Chunky nasceram nas redes sociais, conquistaram as plataformas de entrega ao domicílio e têm agora um espaço físico perto de Santa Marta e do Campo Mártires da Pátria.

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"Foram mais de cem receitas que tentei fazer em casa, mas sem pressa porque tinha este outro trabalho em publicidade. Até que o momento chegou e eu fui demitida. Estava no Brasil na altura, em teletrabalho, e foi o empurrão que precisava para fazer isto acontecer", conta Sofia. 

Muito apreciadora da marca inglesa Ben's Cookies, que hoje tem uma rede internacional de lojas, Sofia percebeu que faltava em Portugal uma marca de bolachas de estilo americano que apostasse no recheio em abundância. “Aqui [em Portugal] a pastelaria ainda é, de alguma forma, muito tradicional. Então eu queria trazer este conceito para cá”, explica.

Começou por vender a amigos, aventurou-se com uma página no Instagram, onde se faziam encomendas, e de uma cozinha fantasma, à qual só é possível aceder por plataformas digitais, preparava as cookies que eram depois levadas pelos estafetas a casa dos clientes.

A marca arrancou apenas a duas mãos, mas a nova loja física conta com outras três pessoas na produção e outras duas que fazem o atendimento. “Eu crio novas receitas, mas o dia-a-dia agora já não sou eu”, diz a responsável. 

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Estão na Rua Luciano Cordeiro desde Março, mas o espaço não teve uma data de inauguração específica. “Fomos fazendo as coisas aos poucos. Hoje em dia olho para a loja e penso 'como é que eu deixei as pessoas entrarem assim naquele estado?' A parede ainda não estava pintada e era um talho antes”, descreve. Em Março, a Funky Chunky “tinha pouco de cookie”, brinca. 

Desde então cresceu, ganhou uma decoração cor-de-rosa e duas mesas de esplanada com lugar para sentar seis pessoas. Apesar de ter um espaço para estar, a ideia é ser um sítio de paragem rápida, para pegar e levar. “A nossa ideia aqui não é tanto a de um restaurante, é mais grab and go. Então abrimos só às 13.30 porque as pessoas gostam muito [de uma cookie] depois do almoço, por exemplo, e lanche da tarde”, revela. 

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Segundo Sofia, a Funky Chunky já tem clientes habituais e muitos curiosos . Na parede lê-se: “não somos bolos nem bolachas, somos cookies”, o que pode causar confusão entre os portugueses que ainda não estão tão familiarizados com o conceito. “Foi uma coisa que tive de aceitar. Não sou portuguesa e no Brasil a bolacha é uma coisa diferente, mas aqui as pessoas chamam-lhe bolacha, então é bolacha e cookie”, explica. 

À escolha há sempre cerca de dez sabores, que vão sendo actualizados ao longo do tempo, mantendo sempre os mais clássicos – e favoritos dos clientes. Neste momento os recheios são de nutella, chocolate, chocolate e nozes, chocolate branco e nozes, doce de leite, manteiga de amendoim, red velvet, uma versão vegan e uma versão saudável (com óleo de coco e farinha de aveia). Os cookie bites são uma medida contra o desperdício. “São os cookies do fim do dia, fazemo-los mais crocantes no forno, cortamos em pedacinhos e revestimos com chocolate belga”, detalha.

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As bolachas saem a cada dez minutos para manter a sua frescura. “A ideia é dar a melhor experiência de cookie possível”, garante. Os preços por unidade variam entre os 2€ e os 3€. “Utilizamos ingredientes de muita qualidade. O nosso açúcar mascavado é muito bom, é importado, usamos manteiga muito boa e chocolate belga. Isso acaba por encarecer um pouco, mas não é um factor impeditivo”, justifica a responsável. 

As estrelas são as cookies, mas a Funky Chunky tem vários tipos de café e alguns refrigerantes para quem quiser acompanhar as bolachas. “Agora no Inverno vamos vender chocolate quente”, diz. 

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Sofia já recebeu algumas propostas para franchise, mas neste momento quer focar-se no “projecto alfa”. Os próximos passos, revela, são encontrar outros espaços na cidade de Lisboa para abrir a Funky Chunky. “Gostaria muito que fosse no aeroporto, por exemplo, porque é uma coisa rápida para as pessoas que viajam”. 

Além da loja em Lisboa e das plataformas de entrega ao domicílio, a marca também existe em São Paulo, no Brasil.

Luciano Cordeiro 25B. Ter-Dom 13.30-21.30. 

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