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Chegou a Lisboa um programa para reduzir a pegada hídrica

Por Beatriz Silva Pinto
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Instalar redutores de caudal em torneiras, autoclismos e chuveiros de várias escolas e centros comunitários de Lisboa e do Barreiro. É a missão do ECH2O-ÁGUA, projecto da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos que quer pôr miúdos e graúdos a pensar na pegada hídrica.

A Associação Portuguesa de Recursos Hídricos (APRH) apresentou nesta sexta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, um projecto que pretende promover a adoção de práticas de consumo responsável e uso sustentável da água em ambiente escolar, residencial e profissional. Chama-se ECH2O-ÁGUA, é co-financiado pela AMI, pelo Instituto de Camões e pela União Europeia, e envolve várias escolas e centros comunitários do concelho de Lisboa e do Barreiro.

Ao longo de ano e meio, a associação irá às comunidades com a missão de informar e sensibilizar sobre a importância do uso eficiente da água e instalar redutores de caudal em torneiras, autoclismos e chuveiros, fornecidos pelo parceiro All Aqua. Será, depois, feita uma análise da evolução mensal dos valores consumidos e calculada a pegada hídrica de cada instituição – comparando-a com a que existia antes do projecto.

O projecto já arrancou em escolas do 1.º ciclo ao ensino secundário, centros comunitários e centros de dia. Pretende-se que, através das crianças e idosos, se chegue também às famílias e se estimule a mudança em várias casas do concelho de Lisboa e do Barreiro – a APHR equaciona chegar até 6000 pessoas, directa ou indirectamente.

As instituições envolvidas são: Jardim de Infância de Telheiras, Escola Básica de Telheiras, Jardim de Infância e Escola Básica São Vicente, Jardim de Infância e Escola Básica Lumiar (Alto da Faia), Escola Básica Quinta dos Frades, Jardim de Infância e Escola Básica Nuno Cordeiro, Jardim de Infância e Escola Básica Padre Rocha e Melo, Escola Secundária de Sto. André – Barreiro, Centro Social e Paroquial Padre Abílio Mendes – Barreiro e Centro Comunitário de Telheiras.

Em breve, também poderá calcular a sua pegada hídrica ou a do seu agregado familiar, revela Manuela Moreira, uma das envolvidas no projecto: “Está a ser desenvolvida uma aplicação electrónica que vai poder ser descarregada gratuitamente em telemóveis e tablets e em que cada um de nós, num minuto, poderá verificar quanta água consumiu hoje, em que é que se propõe a melhorar, quanta vai consumir amanhã e tudo isto se pode organizar na lógica da família, da escola, da cidade e, esperamos nós, na lógica global.” A aplicação está a ser preparada em várias línguas – começando por português, inglês e espanhol –, para que as boas mudanças locais tenham potencial global.

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