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p de Dança
Fotografia: Joana von Mayer Trindade/ GulbenkianNameless Natures

Dança regressa aos auditórios da Gulbenkian com 19 espectáculos

Ao longo de dois fins-de-semana alargados, a Fundação vai apostar numa mostra de dança, com dezenas de artistas que receberam apoios do Programa Gulbenkian Cultura.

Por
Raquel Dias da Silva
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A nova mostra P de Dança, da Fundação Calouste Gulbenkian, propõe-se a apresentar duas dezenas de criações apoiadas pela Gulbenkian ao longo dos últimos anos e que, em alguns casos, nunca foram apresentadas em Portugal. Entre as dezenas de artistas que vão subir a palco entre 27 de Junho e 4 de Julho, encontramos nomes como Mariana Tengner Barros, Miguel Bonneville, Sofia Dias e Vítor Roriz, Luís Guerra, Sónia Baptista e Flora Détraz.

Comissariada por João Santos Martins, coreógrafo e bailarino transversal na área da dança, a iniciativa contempla projectos que “testemunham o carácter versátil do que é a dança hoje, enquanto prática expandida”, cruzando múltiplos temas, disciplinas e formatos, da performance à exposição (como em Do we dream every night, de Vitalina Sousa), passando pela conferência (I’d rather not, de Andresa Soares com Vera Mantero e João Ferro Martins) até à visita guiada (O Museu Invisível, de Luís Miguel Félix e Ben Evans).

Entre as peças em cena neste ciclo, encontram-se ainda algumas estreias em Portugal, como Museu Encantador, de Rita Natálio e Joana Levi, e outras a ser apresentadas pela primeira vez em Lisboa, com um olhar renovado sobre a própria performance, como Cyborg Sunday, de Dinis Machado, Nameless Natures, de Joana von Mayer Trindade ou Reiposto Reimorto, de Catarina Miranda.

Desde a extinção do Ballet Gulbenkian, em 2005, que a Fundação Calouste Gulbenkian se foca na atribuição de bolsas — de estudo, criação e internacionalização — que financiam projectos independentes de dança contemporânea de artistas maioritariamente em início de actividade. Ao convite para elaborar um programa que reunisse uma série de trabalhos apoiados pela Fundação, esta mostra responde com a apresentação de um conjunto de duas dezenas de peças, de entre mais de uma centena de artistas bolseiros do Programa Gulbenkian Cultura entre 2011 e 2017.

Inicialmente prevista para 2018 e concebida para ocupar todos os espaços da Fundação, esta mostra, que por conta da pandemia está agora circunscrita a espaços de apresentação formais, não deixa de cumprir uma dupla função. Segundo o curador João Santos Martins, o objectivo é, por um lado, reforçar a relação da Fundação com a dança contemporânea para o futuro. E, por outro, revitalizar o circuito da dança contemporânea no contexto pandémico actual, “recolocando o questionamento do corpo e das suas formas de visibilidade no espaço público como determinantes numa sociedade que se vê privada de corpo social”.

Com espectáculos de quinta-feira a domingo, em vários horários, a programação completa encontra-se disponível para consulta no site da Gulbenkian, onde também poderá comprar os bilhetes para as sessões pretendidas.

Fundação Calouste Gulbenkian. Qui 20.00, Sex 19.00 e Sáb-Dom 11.00. Desde 4€.

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