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maat kitchen
Manuel Manso

Dentro do maat, nasceu um restaurante virado para o Tejo e para o Mediterrâneo

Depois da cafetaria, o Grupo Mercantina abriu um restaurante de fine dining com uma carta em que se destacam os peixes.

Escrito por
Cláudia Lima Carvalho
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Há muito tempo que estava prometido e era só o que estava a faltar num dos museus mais badalados de Lisboa: um restaurante. Depois da cafetaria que abriu no final do ano passado, é a vez do maat Kitchen começar a receber clientes. O restaurante é do Grupo Mercantina, mas distingue-se pela aposta no fine dining.

O Grupo Mercantina ganhou fama com pizzas e pastas, mas tem vindo a explorar cozinhas diferentes e o maat Kitchen, com pratos muito de cá, é disso exemplo. “Este é um espaço também multicultural, não só pela arte, mas também pelas pessoas que nos visitam, recebemos gentes de todo o mundo, não fazia sentido que fosse um restaurante italiano”, explica José Bartolomé Duarte, que fundou o grupo com António Sousa Duarte e Paulo Antunes. 

maat Kitchen
Manuel Manso

No maat rapidamente se percebe que a experiência é distinta. Para chegar ao restaurante, é preciso subir a escadaria que dá acesso ao museu e seguir a pequena rampa que também dá acesso ao muito instagramável topo do edifício, projectado pela arquitecta britânica Amanda Levete. Quando se entra no maat Kitchen, saltam à vista os sofás verdes de veludo, quase escondidos em pequenas divisões que mantêm a privacidade de cada mesa. O ambiente é sofisticado, sem ser demasiado formal. A vista para o Tejo e para a Ponte 25 de Abril, essa, nunca desaparece – e é apetecível até em dias de nevoeiro. 

“Foi um desafio enorme, é um edifício icónico, mas os arquitectos Tiago Silva Dias e Teresa Beirão da Veiga souberam interpretar lindamente o que era pedido”, conta Bartolomé, apontando as duas valências do espaço, divididas apenas por um balcão e um jogo de cores. Se de um lado fica o maat Kitchen, do outro fica o maat Café e o Riverside Bar & Bistro, que ocupa o lugar da cafetaria depois das 18.00. 

Estando integrados no museu, fazia sentido responder a todas as necessidades, não só daqueles que visitam o maat, ao longo do seu horário de funcionamento, como daqueles que vivem a cidade – não é por acaso que esta zona à beira rio ganhou um novo dinamismo a partir de 2016. Ou “movida”, como Bartolomé gosta de lhe chamar, esperando corresponder ao espírito, especialmente com o Riverside Bar & Bistro, onde há quintas, sextas e sábados há animação musical a cargo de DJ Zecka Pinheiro, DJ Jade Alvim e DJ Vill (Tomás Araújo). Na carta, há petiscos para partilhar e cocktails de autor feitos em exclusivo para ali. 

Mas é para o restaurante que se viram as atenções. Natanael Silva é o chef executivo e Bruno Salvado o chef residente e o menu divide-se entre pratos para partilhar, carne, peixe, arrozes e brasa, tudo dentro da gastronomia mediterrânica. “Mas o chef Natanael gosta de fazer fusão das suas coisas e por isso é que temos os tacos, o ceviche. Há fusões que ele entendeu como absolutamente enquadradas naquilo que se pretendia.”

maat Kitchen
Manuel Manso

Não é por isso de estranhar os ovos rotos trufados com presunto (13€), o taco com peixe do dia marinado, abacate, maionese wasabi, ovas massago e nori crocante (13€) ou o ceviche do mar, com maionese de algas e batata doce crocante (16€). 

Nas carnes há, por exemplo, porco bísaro confitado, puré de alho francês e texturas de abóboras (22€), mas é nos peixes que as opções se multiplicam, da raia alhada, batata sautée e ervilhas em manteiga de hortelã pimenta (25€) ao lombo de bacalhau texturas de grão e legumes grelhados com cremoso de coentros (24€). 

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Manuel Manso

Nos arrozes, as atenções viram-se para o arroz no forno, jarret de cordeiro cozinhada no fogo (46€/duas pessoas) e na brasa há chuleton txogitxu do País Basco (80€/900 gr). 

Mas Bartolomé sabe que há mudanças que podem vir a ser feitas. Entra um prato, sai outro prato. “Abrimos há muito pouco tempo e por isso vamos avaliando o que os clientes mais gostam, é para eles que estamos aqui”, diz, com a certeza de que aqueles que vão à Mercantina em Alvalade ou ao Terra Nova by Populi, restaurantes do grupo, também vão gostar de estar no Kitchen. “Cada espaço tem os seus públicos, embora os nossos clientes estejam em todos porque há um denominador comum que é a qualidade dos produtos. Há uma seriedade do grupo naquilo que serve, naquilo que propõe, nos ingredientes que propõe.”

No maat, há é a vantagem de existir um parque de estacionamento com segurança, limitado a 40 carros. Isso e a vista, que nunca desilude.

maat Café & Kitchen. Av. Brasília (Belém). Qua-Dom 11.00-01.00. 91 058 37 09

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