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Elétrico 283
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Eléctricos e autocarros a reluzir história vão desfilar pela cidade

Um eléctrico aberto e um autocarro de dois pisos de 1952 são duas das estrelas da colecção do Museu da Carris que vai poder ver em pleno funcionamento no sábado.

Escrito por
Helena Galvão Soares
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A Carris faz 150 anos a 18 de Setembro e no sábado, dia 17, às 11.00 e às 16.00, saem do museu eléctricos e autocarros históricos impecavelmente conservados, ao ponto de até a mecânica estar completamente operacional e poderem circular pela cidade.

Entre as jóias da companhia que vão circular entre o Museu da Carris e a Praça da Figueira, pelo percurso do 15, vai poder ver os eléctricos T1, 283, 330, 444, 535 e 802, todos anteriores a 1940. Nos autocarros, as estrelas são o 301, de dois pisos, verde, modelo vindo de Londres a partir de 1947, e o 1001, que veio trazer a cor laranja a toda a frota, em substituição do verde, em 1975.

Autocarro 301
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O eléctrico aberto que vê na foto de abertura é o 283: é o único desse modelo na colecção e é quase um milagre que esteja no museu. Entrou ao serviço em 1902, foi suprimido na década de 60 e foi parar ao Parque Infantil do Alvito, onde ficou como atracção uns anos. Foi resgatado de lá pela Carris e restaurado com o aspecto que tinha em meados dos anos 40.

Quando vir o número 444 a desfilar à sua frente, saiba que era conhecido por "São Luís" e foi o primeiro modelo de carro eléctrico fechado em Lisboa. Chegaram em 1901 e tinham tecto de madeira ornamentado, janelas de caixilhos envidraçados, cadeiras reversíveis forradas com tecido de palha entrançada e foram considerados de grande conforto. O cognome deve-se a terem sido fabricados pela St. Louis Car, uma companhia americana.

Outro eléctrico que certamente não lhe passará despercebido é o T1. É de 1901 e originalmente tinha bancos de palhinha, mas nos anos 60, ele e o seu gémeo T2 foram postos ao serviço do turismo e ganharam cortinados, veludos, candeeiros de tecto, assentos reversíveis acolchoados, como resultado da decoração de Pedro Leitão.

Embora habitualmente seja possível viajar dentro dos veículos históricos no desfile, este ano as inscrições já se encontram esgotadas. Mas há uma boa notícia: pode apreciar o conforto e todos os pormenores da decoração do T1 quando visitar o Museu da Carris. É nele que se faz a viagem de ligação entre o Núcleo I e o Núcleo II da exposição. 

Em ano de aniversário redondo, além do habitual Desfile dos Clássicos do Museu entre Santo Amaro e a Praça da Figueira, a Carris promete mais festa: uma obra de arte pública do artista Bordalo II, num eléctrico antigo, Lighted Crows 2022, que vai estar em exposição no Terreiro do Paço, a partir de 16 de setembro, às 21.00; uma exposição ilustrativa da história e da evolução da Carris na Praça da Figueira; e uma actuação da Banda da Carris no final do Desfile dos Clássicos.

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