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Los Protagonistas LU.CA - Teatro Luís de Camões
@El Conde de Torrefiel

Em ‘Los Protagonistas’ o papel principal é dos miúdos

O LU.CA está finalmente de volta e reabre com a peça ‘Los Protagonistas’. Avisamos já que este não é um teatro para ver sentadinho na plateia: é para fazer.

Por
Vera Moura
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“Quem são os protagonistas desta peça?” A pergunta era óbvia e foi a primeira que atirámos a El Conde de Torrefiel, o grupo de teatro de Barcelona que este fim-de-semana traz ao LU.CA Los Protagonistas. “São os próprios espectadores”, responderam por e-mail os fundadores Tanya Beyeler e Pablo Gibert no meio da digressão pela Europa. “É por isso que não se trata de uma peça para ver, mas para fazer, para viajar lá para dentro.” 

O espectáculo que marca a reabertura do teatro municipal dedicado à infância, seis meses depois de fechar as portas devido à pandemia, e que é a primeira co-produção internacional do LU.CA, é mais uma experiência do que outra coisa qualquer: “É um itinerário por diferentes cenografias”, explicam. Um labirinto de instalações que promete uma viagem de cerca de 45 minutos por ambientes estranhos e convida cada um dos espectadores a fazer parte. “Interactivo” não será bem a palavra, sublinham: “É mais uma peça contemplativa, no sentido em que quem passa pela instalação não é desafiado a fazer alguma coisa; a única coisa que se pede é para estar presente e atento ao que lhe é oferecido, o que já é muito.”

Los Protagonistas é a primeira vez de El Conde de Torrefiel no universo infantil. E a primeira vez que trabalham sem performers. É a estreia do grupo com instalações, com tanta cenografia e com tão pouco texto. “Los Protagonistas é uma primeira vez para muitas coisas para nós”, confessam. “A Susana Menezes, directora artística do LU.CA, convidou-nos a fazer este projecto e foi um desafio ter de lidar com um público completamente diferente. Assim, as ferramentas para construir o nosso conceito tiveram de mudar, porque o cérebro dos receptores está numa fase muito diferente do do público a que estamos habituados.”    

Aqui não há bons e maus, nem há moral da história – na verdade, não há sequer história. “Para nós era fundamental evitar e apagar todas as iconografias presentes nos contos infantis, que são a base dos valores da construção social adulta. Não há sinais de moralidade, nem entretenimento nem didactismo”, descrevem Tanya e Pablo. “Ainda assim, a história vai existir na cabeça dos miúdos depois de verem a peça, se/quando contarem aos outros a sua experiência. Será a sua própria história – uma história em que eles são os protagonistas.” 

LU.CA - Teatro Luís de Camões. Calçada da Ajuda, 80 (Belém). Sáb e Dom 11.00, 11.15, 11.30, 11.45, 12.00, 15.00, 15.15, 15.30, 15.45, 16.00, 16.15 (para grupos de pessoas que coabitem). +6

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