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O Nata Zero apresenta-se como o primeiro pastel de nata saudável. O segredo é o Süvy, um substituto do açúcar, desenvolvido em França com recurso a biotecnologia.

Já deu por si a imaginar como seria a sua vida se existisse um pastel de nata saudável e amigo da balança, que não comprometesse a dieta nem o bem-estar? Esqueça as adaptações caseiras com adoçantes sintéticos que deixam aquele amargo de boca a stevia ou aspartame. O Nata Zero chega ao mercado como o primeiro pastel de nata totalmente isento de açúcar refinado e de adoçantes artificiais. O segredo é o Süvy, um substituto de nova geração, que pode ser usado em vários produtos de pastelaria e confeitaria. Fruto de sete anos de investigação nos Laboratórios Innovi, liderados pela empresária francesa Alexandra Fregonese, tem oito vezes menos calorias, um índice glicémico menor que dois e é rico em fibras.
A fórmula assenta numa abordagem biotecnológica que junta engenharia de processos e nutrição. Através da fermentação de açúcares simples provenientes da fruta ou do milho por um microrganismo raro (Moniliella pollinis), obtém-se uma molécula estável e cristalina. Esta base é depois combinada com dois elementos-chave: o eritritol (que não causa cáries e é obtido por fermentação natural) e a polidextrose (uma fibra solúvel que actua como prebiótico no cólon, ou seja, é fonte de alimento para as bactérias “boas” do intestino).
Segundo António Sousa, CEO da Green Tech Novation – empresa responsável pela gestão e distribuição do projecto em Portugal, fundada juntamente com Rachel Gallas –, o Süvy não é um simples substituto: “O segredo deste desempenho reside na nossa formulação e no uso exclusivo da inovação culinária Süvy, que não é apenas mais um substituto, mas sim um simbiótico natural adoçante que substitui as 13 funções do açúcar de forma limpa e sem retrogosto. O Süvy não altera a glicemia, acalma o metabolismo, restaura a microbiota e regenera o que o açúcar destrói”, diz-nos, antes de revelar que o maior desafio técnico, durante os vários meses de testes em laboratório, foi reinventar a calda de açúcar.
“O principal desafio foi eliminar a matriz açucarada sem desnaturar a experiência sensorial nem adicionar aditivos de mascaramento para reproduzir o papel físico do açúcar, que não se limita a adoçar: confere a textura, a humidade e a reacção correta ao calor. Modificar a receita e repensar a engenharia do xarope permitiu-nos reduzir o impacto glicémico, mantendo a cremosidade do creme e a cozedura perfeita da massa”, garante o responsável, que acredita que este pastel é ideal tanto para quem tem restrições de saúde ou foco no bem-estar – “diabéticos, atletas de alto rendimento, adeptos da longevidade e de alimentação anti-inflamatória” –, como para o consumidor tradicional que procura uma alternativa diária “mais leve”.
Consciente da desconfiança e resistência que a alteração pode provocar, António Sousa garante que o património não é desnaturado, mas sim adaptado aos desafios de saúde do século XXI. “Mais de 200 pessoas já realizaram provas cegas e, assim que provam e compreendem a nossa abordagem, a adesão é total e o desejo de compra é imediato. O mercado está muito receptivo porque provamos que é possível aliar o prazer ao bem-estar. A nossa ambição vai além disso, pois, para além da venda, desejamos colaborar com as instituições portuguesas para afirmar o Nata Zero como o pioneiro de uma nova era da pastelaria funcional, que evoluirá para padrões de saúde pública cada vez mais exigentes.”
A aliança entre o Nata Zero e o Süvy tem também uma motivação pessoal. Afectados pessoalmente pelo cancro, diabetes e patologias neurodegenerativas, os fundadores da Green Tech Novation acompanhavam de perto a inovação científica de Alexandra Fregonese. “O projecto impôs-se-nos naturalmente: lançar uma alternativa saudável aplicando esta bio-inovação francesa de ponta a um ícone mundial da doçaria, o pastel de nata”, remata António, ansioso pela entrada no mercado português no final de Outubro, em “canais selectivos e de gama alta”, como os hóteis, restaurantes, cafés e salões de chá HORECA. Está também prevista a internacionalização nas principais capitais europeias, seguida de expansão para a América do Norte e Ásia.
O projecto inclui ainda uma colaboração com a The Good Bottle Company, de Marianela Mirpuri. A empresa – nascida em 2021 na sequência de um projecto financiado pela Fundação Mirpuri em 2019, que resultou na primeira garrafa biodegradável para a Água de Monchique – assume-se como líder na transição para materiais de origem biológica e está a desenvolver embalagens sem plástico para as versões frescas e congeladas do Nata Zero. A ideia é reduzir o impacto ambiental e o contacto de microplásticos com os alimentos.
“O impacto negativo dos microplásticos é sobejamente conhecido, quer na saúde do planeta quer na saúde humana. A Good Bottle tem participado e patrocinado eventos em vários segmentos, para alertar para este perigo”, alerta Mirpuri, que adianta que as futuras embalagens do pastel Nata Zero reflectirão também o compromisso com a política dos 3S (Saúde, Sustentabilidade e Solidariedade), uma iniciativa desenvolvida em conjunto com a Cruz Vermelha Portuguesa.
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