Dinastia Tang
Arlei Lima | O novo Dinastia Tang, no Parque das Nações
Arlei Lima

Os restaurantes no Parque das Nações onde vale a pena reservar mesa

A zona mais oriental da cidade tem crescido em sabor. Estes são os melhores restaurantes no Parque das Nações.

Cláudia Lima Carvalho
Publicidade

A mesa é das desculpas mais sólidas para rumar a Oriente – além de levar os miúdos a passear – e aqui tem garantidas muitas viagens, da China a Itália, de Portugal ao Japão. O Parque das Nações tem crescido muito graças à quantidade de empresas que poisaram por ali – são assim os lisboetas que ganham com novos e espaçosos restaurantes a nascer no lugar a que já chamámos Expo. Bons velhos tempos. Actualize-se no nome da zona e na restauração, que está a ganhar moradas e qualidade a olhos vistos, e siga este roteiro. Nestes restaurantes no Parque das Nações não se vai arrepender de marcar mesa.

Recomendado: Os melhores novos restaurantes em Lisboa

Os melhores restaurantes no Parque das Nações

  • Português
  • Parque das Nações

A prova de que não é preciso atravessar o país para comer um leitão a sério, assado a preceito, num forno de lenha, está neste restaurante. As leis são as mesmas da Bairrada, isto é, pele estaladiça, molho picante e batatas fritas às rodelas bem crocantes. Além de muito bom, é muito barato. A costeleta de novilho é outra das estrelas da casa. Por encomenda, há chanfana e cabrito assado. Uma oferta gastronómica que o torna um destino de eleição na zona oriental da cidade, desde a abertura em 1980. Agora só funciona à semana e ao almoço, mas serve leitão para fora aos sábados e ao jantar está disponível para servir grupos de dez ou mais pessoas.

  • Português
  • Parque das Nações

Cantinhos há muitos – só do Avillez por cá há três (mais um no Porto). O primeiro abriu no Chiado, seguindo-se esta casa no Parque das Nações, com vista para o rio, e em 2019 foi a vez de Cascais. Entre os pratos, há clássicos como os peixinhos da horta com molho tártaro, os ovos à professor séc. XXI, cozidos a baixa temperatura, com chouriço salteado e crumble de pão frito, ou as lascas de lombo de bacalhau confitado, com pão de Mafra, couve-lombarda, feijão-verde, ovo cozinhado a baixa temperatura e as famosas azeitonas esferificadas.

Publicidade
  • Cozinha contemporânea
  • Parque das Nações

Não estranhe quando lhe puserem à frente uma tábua de ardósia com linhas brancas – não são substâncias ilícitas. O “cartão de visita” do Cartel 36 são estas linhas de azeite em pó, servidas com pão torrado e azeitonas para começar a refeição. No restaurante da zona sul do Parque das Nações há variedade de proteínas – há picanha do Uruguai, lagartinhos de porco preto, maminha maturada australiana, lombo de bacalhau e bife de atum. Os “acompanhantes de luxo” são os legumes braseados, os cogumelos grelhados com queijo da Ilha ou os noodles com balchão e ovo curado.

  • Português
  • Parque das Nações

A aposta do chef e empresário Júlio Fernandes é na gastronomia portuguesa, em particular nos pratos de bacalhau. A carta tem uma vintena de receitas com o "fiel amigo", clássicas e recriações – das pataniscas (distiguidas em 2018 como as melhores de Lisboa) ao "bacalhau tropical", passando pelos lombos especiais com camarão e cebola da horta, um prato de assinatura. Apesar do protagonismo do peixe, não faltam alternativas de mar, como o polvo à lagareiro, nem opções de carne, assim como propostas vegan e vegetarianas e menus infantis. A propósito de crianças: o restaurante é enorme. Entre a sala e a esplanada, tem capacidade para 535 pessoas. Perfeito, portanto, para quem leva a família às atracções da zona.

Publicidade
  • Chinês
  • Parque das Nações

Em 2020, o célebre restaurante Dinastia Tang, como outros negócios na Rua do Açúcar, foi forçado a fechar por recusa do senhorio em renovar o contrato de arrendamento. Quatro anos depois, voltou a abrir portas, mais sofisticado do que nunca. Apesar de o espaço ser mais pequeno, tem uma esplanada com cerca de 40 lugares. Outros tantos podem sentar-se no interior. E a decoração, inspirada no design de Xangai dos anos 1920 e 1930, merece a visita por si só. Como acontecia em Marvila, a maior parte dos pratos são da região de Cantão, “e depois há pratos picantes de Sichuan, e adocicados da zona de Xangai e Suzhou”. Alguns dos favoritos mantêm-se, como o robalo agridoce, o frango Sichuan e o porco às tiras com crepes.

  • Haute cuisine
  • Parque das Nações
  • Recomendado

Com a saída do multi-estrelado Martín Berasategui, assim como do seu braço-direito, Filipe Carvalho, o Fifty Seconds mudou – e para o perceber são precisos muito mais do que os 50 segundos que o elevador da Torre Vasco da Gama demora a levar-nos ao restaurante. Vindo do Vistas, no Algarve (então com uma estrela Michelin), Rui Silvestre afastou o Fifty Seconds da linha clássica do chef espanhol e impulsionou-o para um novo ciclo. No primeiro ano de casa, manteve a estrela. Ao segundo, conquistou a ambicionada segunda estrela Michelin.

Publicidade
  • Português
  • Lisboa
  • Recomendado

Esta casa forrada a azulejos e madeira faz parte da colecção de restaurantes abertos por galegos em Lisboa no século XX e, tendo este aspecto em comum com o Gambrinus (um dos fundadores desse clássico das Portas de Santo Antão era galego), a Floresta de Moscavide já foi apelidada nesta revista, pelo jornalista Joaquim Letria, de "Gambrinus dos pobres". Mais tarde, o crítico Alfredo Lacerda passou por lá e deu-lhe quatro estrelas: comeu lá uns "dos melhores filetes de peixe galo de sempre" e uma mousse de chocolate e leite creme a condizer.

  • Hambúrgueres
  • Parque das Nações

Instalado no piso térreo do Tivoli Oriente, este Guilty partilha a matriz do espaço da Avenida da Liberdade, mas aqui Olivier da Costa quis redimensionar o conceito para lhe dar doses XXL e forte pendor visual. As opções na carta são, no mínimo, robustas. No máximo, food porn. O arranque faz-se com nachos mexicanos ou asinhas de frango ao estilo do Texas. Nos pratos principais, destacam-se hambúrgueres como o Shameless (burrata e pancetta crocante), massas como a Flirtatious (leitão e ervilhas) e pizzas como a Extravagant (trufa preta). A oferta integra ainda saladas compostas. As sobremesas incluem pizzas doces, como a Sweet Temptation, e o petit gâteau Melted Indulgence.

Publicidade
  • Coreano
  • Parque das Nações

Após o sucesso e os elogios da crítica à casa-mãe, pioneira do barbecue coreano em Lisboa, o Han Table expandiu-se várias outras localização. Esta é uma delas. O projecto mantém a aposta estrutural no self-cooking, com os clientes a grelharem a refeição em tachos de carvão incandescente embutidos nas mesas, sob exaustores individuais pendentes do tecto. A carta privilegia a carne, destacando cortes de Wagyu, porco preto ibérico e o clássico samgyupsal, complementados por kimchi e molho ssam jang. Num espaço vocacionado para grupos, a inevitável fumaça é compensada pelo serviço expedito e pela troca frequente das grelhas.

  • Parque das Nações

Foi o primeiro Honest Greens a abrir em Lisboa (o primeiro de muitos). É enorme e segue a mesma linha de decoração dos restantes restaurantes da cadeia – muitas plantas naturais, tons terra, neutros, uma grande esplanada, uma zona lounge com sofás no interior e uma mezzanine com mais mesas. Com a cozinha aberta e os ingredientes frescos à vista de toda a gente, à primeira pode até parecer que se trata de um buffet. Mas não, isto é apenas um dos métods de transparência do Honest Greens, onde a escolha é feita ao balcão, há pré-pagamento, mas depois o prato é entregue à mesa. As propostas são todas sazonais, saudáveis e sustentáveis e a escolha é feita entre pratos com proteína como base (os market plates), e outros com salada na base (garden bowls).

Publicidade
  • Italiano
  • Parque das Nações

O La Tagliatella tem dupla nacionalidade – é uma cadeia espanhola de comida italiana das regiões de Piemonte, Ligúria e Emília-Romagna, sempre em doses generosas. O espaço em Lisboa é grande e luminoso, perfeito para famílias. A carta divide-se entre pratos mais frescos, como os tártaros, carpaccios e saladas; de carne e os grandes clássicos italianos, como risotos, pizzas e belas massadas. Pode escolher sempre o tipo de massa e o molho que quer.

  • Grande Lisboa
  • Recomendado

A Loja dos Vinhos não fica formalmente no Parque das Nações, mas é uma vizinha tão próxima que é como se ficasse. Ainda por cima, é um dos grandes redutos da cozinha tradicional – atrás de uma montra enganadora. Funcionando como garrafeira e restaurante, a casa destaca-se pelas doses familiares e pela comida de tacho servida num ambiente de estalagem. Na ementa, a escolha vai das minuciosas lulas à algarvia, recheadas com arroz e chouriço, ao clássico galo de cabidela, até a propostas raras de caça, como a lebre e o javali com feijão branco. Tudo isto pode ser harmonizado com uma vasta escolha de vinhos nas prateleiras. Para terminar, impõem-se as farófias com doce de ovos autêntico.

Publicidade
  • Parque das Nações

Ao fim de 27 anos a servir a melhor comida cantonesa da Linha, o Mandarim abriu um segundo restaurante, dentro do Casino Lisboa. A carta inclui sopas, mariscos e especialidades de barbecue chinês, mas também novas receitas pensadas por Ku Yan, chef de origem malaia. As sopas de noodles, ou massas ensopadas, segundo reza o menu – nas versões com carne de vaca, porco, marisco picante e wonton de camarão –, são novas entradas. Os dim sums também têm uma secção própria, embora incomparável ao rol de opções de quem almoça no Estoril. Há fritos, como o trio de bolinhos de carne de porco e camarão seco, e ao vapor, caso do Xiu Long Bao, ou bolinhos de porco.

  • Árabe e Médio Oriente
  • Parque das Nações

Alan e Ramia Ghunim, casal de engenheiros originário de Damasco, criaram este restaurante sírio depois de bem-sucedidas incursões pelo catering. O espaço é amplo e cruza a identidade do Médio Oriente com materiais de pequenas empresas portuguesas. Na cozinha, está uma equipa síria, que garante que a carta cumpre todos os preceitos da gastronomia daquele país. Há um menu base, a que acresce um conjunto de pratos que muda todos os meses. Nas entradas, figuram o yalanji (folhas de uva recheadas) e os rolinhos de frango musakan. Os pratos principais incluem fattet makdous (beringela e carne moída) e kibbeh labanieh. A refeição encerra com baklava e café importado directamente da Síria.

Publicidade
  • Chinês
  • Parque das Nações

Este não é um restaurante chinês como os outros – tem uma das decorações mais bonitas da Lisboa Oriental e é especialista na sofisticada gastronomia da província de Sichuan, famosa pelo uso de ma la, uma mistura potente de pimentas e especiarias que provocam aquela sensação característica de dormência sem comprometer o sabor dos pratos. E no que a estes diz respeito há que fazer jus à tradição e provar o pato à Pequim e a carne de porco desfiada (se preferir explorar algo diferente, aventure-se no peixe assado picante). O resto vem por acréscimo.

  • Parque das Nações

O restaurante italiano do Príncipe Real também tem morada no Parque das Nações, com as mesmas pizzas, os mesmos cocktails feitos com prosecco e charcutaria, as mesmas buganvílias a enquadrar o espaço exterior, aqui com vista para o rio. O segundo espaço da ZeroZero é bastante maior (tem capacidade para mais de 400 pessoas) com uma esplanada difícil de bater.

Publicidade
  • Parque das Nações

Nas redes sociais, especialmente no TikTok, os hot pots são o novo fetiche dos foodies. E o que são? Alfredo Lacerda explica: "No centro da mesa, está o sítio do hot pot. O hot pot é uma espécie de tacho aberto com divisórias. No último almoço que lá fiz, escolhemos três divisórias para outros tantos caldos: o de Sichuan, picante (nível 3, o máximo), outro à base de cogumelos e outro com polpa de tomate. É nesses caldos que depois vamos imergir os ingredientes. Que ingredientes? A lista é imensa e exuberante. Um dos atractivos dos hot pots, para os chineses são as texturas – e também por isso o Xiaolongkan é um festim de vísceras e miudezas: línguas (de pato, porco, vaca), tripas, tendões, veias. Devemos por isso abraçar a experiência como uma aventura no mundo da anatomia animal."

  • Parque das Nações

Este restaurante é perfeito para carnívoros ou não fossem as carnes maturadas a especialidade da casa. Vêm dos Estados Unidos, da Austrália, da Dinamarca, da Baviera, do Uruguai ou de Espanha, e tanto chegam já prontas para ser consumidas, como para serem maturadas no restaurante. Seguem depois para a grelha, sem sal ou outros temperos – prove o chuletón ou o tomahawk, ambos com 35 dias de maturação. 

Publicidade
  • Italiano
  • Parque das Nações
  • Recomendado

Este restaurante e pizzaria aberto no final de 2016 tem o know-how do pizzaiolo Vítor Cunha impresso nas pizzas. A massa fermenta em 48 horas e as pizzas são feitas em forno de lenha. Há desde as clássicas parmigiana e prosciutto e funghi às gourmet, como a pizza speck ou Joselito, com o presunto espanhol. Mas há burrata DOP servida com tomate e pesto ou a focaccina com presunto de bolota pata negra com 24 meses de cura para começar a refeição. Há também boa massa fresca e  hambúrgueres no forno em massa de pizza. 

  • Parque das Nações
  • Recomendado

Este Senhor tem um aquário que impressiona logo à entrada e peixe do bom: os salmonetes são umas das estrelas
 do menu dos grelhados, mas atenção à imponente caldeirada ou à solene massada de cherne. Para jantaradas em grupo com comida à séria, espreite os menus de grupo com peixe grelhado no carvão.


Restaurantes por zona em Lisboa

Moderno, tradicional e guloso. Alvalade tem de tudo um pouco, uma característica que também se aplica à oferta gastronómica do bairro. E acredite que é uma verdadeira volta ao mundo em muitos, muitos pratos. A Ásia está bem representada, em pratos oriundos do Nepal, Japão, Índia ou China, mas também Itália e, claro, Portugal que tem uma das melhores cozinhas do planeta.

O Príncipe Real é o bairro com as lojas mais alternativas, as noites mais coloridas e os restaurantes do momento – muitos deles de janelões abertos para a rua a convidar a um copo antes de entrar. Depois de tanto tempo adormecida por causa da pandemia, a zona voltou à vida de antigamente. A oferta é variada e não desilude. Asiáticos, italianos, cozinhas de autor: abram alas para a corte de restaurantes do Príncipe Real. Há muito por descobrir e provar.

Recomendado
    Últimas notícias
      Publicidade