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©Manuel MansoFifty Seconds

Os restaurantes onde vale a pena reservar mesa no Parque das Nações

A zona mais oriental da cidade tem crescido em sabor. Estes são alguns dos melhores restaurantes no Parque das Nações.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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A mesa é das desculpas mais sólidas para rumar a Oriente e aqui tem garantidas muitas viagens, da China a Itália, de Portugal ao Japão. O Parque das Nações tem crescido muito graças à quantidade de empresas que poisaram por ali – são assim os lisboetas que ganham com novos e espaçosos restaurantes a nascer no lugar a que já chamámos Expo. Bons velhos tempos. Actualize-se no nome da zona e na restauração, que está a ganhar moradas e qualidade a olhos vistos, e siga este roteiro. Nestes restaurantes no Parque das Nações não se vai arrepender de marcar mesa.

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Os melhores restaurantes no Parque das Nações

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  • Parque das Nações
  • preço 4 de 4

No final de Outubro, soube-se que o grupo Sana não iria renovar o contrato com o chef espanhol Martín Berasategui e que por isso o restaurante com estrela Michelin no topo da Torre Vasco da Gama iria sofrer algumas mudanças. Filipe Carvalho, o chef executivo, também vai sair, mas até ao final do ano continua firme na cozinha. As próximas semanas são por isso as derradeiras para conhecer (se ainda não conhece) as propostas do chef com mais estrelas Michelin na Península Ibérica. Conte com uma viagem de, pelo menos duas horas, com uma vista de 360 graus (parte da experiência é também a visita à cozinha, que com jeitinho permitem). São dois os menus de degustação (205€ e 235€).

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Cantinhos há muitos – só do Avillez por cá há três (mais um no Porto). O primeiro abriu no Chiado, seguindo-se esta casa no Parque das Nações, com vista para o rio, e em 2019 foi a vez de Cascais. Entre os pratos, há clássicos como os peixinhos da horta com molho tártaro, os ovos à professor séc. XXI, cozidos a baixa temperatura, com chouriço salteado e crumble de pão frito, ou as lascas de lombo de bacalhau confitado, com pão de Mafra, couve-lombarda, feijão-verde, ovo cozinhado a baixa temperatura e as famosas azeitonas esferificadas.

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  • Parque das Nações

O restaurante italiano do Príncipe Real também tem morada no Parque das Nações, com as mesmas pizzas, os mesmos cocktails feitos com prosecco e charcutaria, as mesmas buganvílias a enquadrar o espaço exterior, aqui com vista para o rio. O segundo espaço da ZeroZero é bastante maior (tem capacidade para mais de 400 pessoas) com uma esplanada difícil de bater.

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O Quanjude é especialista na cozinha da região chinesa de Sichuan, que se distingue pelo uso abundante de chilis e remonta à era da dinastia Qing. Na China é a grande sensação e tem mais de 50 espaços – na Europa este é o primeiro. O prato principal é o pato à Pequim e há todo um ritual de preparação. Se não gostar de pato, nada tema: a ementa tem 50 páginas, com pratos de várias carnes, peixes, mariscos e sobremesas. Há um tabuleiro com fatias de peixe picante, robalo com vegetais, dim sums, beringela com molho de alho.

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O restaurante do Parque das Nações é o primeiro na Europa de uma cadeia com dezenas de espaços pela China, onde os chefs passam por um processo de recrutamento, treino e selecção bem exigente. Só têm a ganhar os lisboetas, que podem provar a gastronomia de Sichuan, a mais sofisticada do país e onde o picante marca vários pontos da ementa – usam bastante ma la, uma mistura de pimentas e especiarias que deixa a boca dormente. 

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  • Parque das Nações

Este restaurante é perfeito para carnívoros ou não fossem as carnes maturadas a especialidade da casa. Vêm dos Estados Unidos, da Austrália, da Dinamarca, da Baviera, do Uruguai ou de Espanha, e tanto chegam já prontas para ser consumidas, como para serem maturadas no restaurante. Seguem depois para a grelha, sem sal ou outros temperos – prove o chuletón ou o tomahawk, ambos com 35 dias de maturação. 

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Este restaurante e pizzaria aberto no final de 2016 tem o know-how do pizzaiolo Vítor Cunha impresso nas pizzas. A massa fermenta em 48 horas e as pizzas são feitas em forno de lenha. Há desde as clássicas parmigiana e prosciutto e funghi às gourmet, como a pizza speck ou Joselito, com o presunto espanhol. Mas há burrata DOP servida com tomate e pesto ou a focaccina com presunto de bolota pata negra com 24 meses de cura para começar a refeição. Há também boa massa fresca e  hambúrgueres no forno em massa de pizza. 

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Não estranhe quando lhe puserem à frente uma tábua de ardósia com linhas brancas – não são substâncias ilícitas. O “cartão de visita” do Cartel 36 são estas linhas de azeite em pó, servidas com pão torrado e azeitonas para começar a refeição. No restaurante da zona sul do Parque das Nações há variedade de proteínas – há picanha do Uruguai, lagartinhos de porco preto, maminha maturada australiana, lombo de bacalhau e bife de atum. Os “acompanhantes de luxo” são os legumes braseados, cogumelos grelhados com queijo da Ilha ou noodles com balchão e ovo curado. 

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A prova de que não é preciso atravessar o país para comer um leitão a sério, assado a preceito, num forno de lenha, está neste restaurante de Moscavide. As leis são as mesmas da Bairrada, isto é, pele estaladiça, molho picante e batatas fritas às rodelas bem crocantes. 

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O La Tagliatella tem dupla nacionalidade – é uma cadeia espanhola de comida italiana das regiões de Piemonte, Ligúria e Emília-Romagna, sempre em doses generosas. O espaço em Lisboa é grande e luminoso, perfeito para famílias. A carta divide-se entre pratos mais frescos, como os tártaros, carpaccios e saladas; de carne e os grandes clássicos italianos, como risotos, pizzas e belas massadas. Pode escolher sempre o tipo de massa e o molho que quer.

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O L’Origine abriu no Parque das Nações pelas mãos do pizzaiolo Roberto Mezzapelle e Chakall, ambos sempre com Itália ao peito e no prato. Há entradas boas para se iniciar como as focaccias e bruschettas, as burratas e os carpaccios – prove o di manzo com carne de boi. As pizzas são a jóia da coroa e pode escolher as de massa tradicional, beterraba ou massa preta de carvão vegetal.

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  • Hambúrgueres
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O Guilty é um pequeno oásis no piso térreo do Tivoli Oriente que, apesar da partilha de ADN com o restaurante de Olivier da Costa na Avenida da Liberdade, abriu para subir a fasquia. Os ingredientes ganharam responsabilidade, a apresentação é pensada à exaustão, a cor é omnipresente e a sensação é de que qualquer coisa que acabemos por comer não irá desapontar. Tudo em nome de um só propósito: que o que chegue no prato seja absolutamente – ênfase em absolutamente – pornográfico.

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Este Senhor tem um aquário que impressiona logo à entrada e peixe do bom: os salmonetes são umas das estrelas
 do menu dos grelhados, mas atenção à imponente caldeirada ou à solene massada de cherne. Para jantaradas em grupo com comida à séria, espreite os menus de grupo com peixe grelhado no carvão.


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Quatro anos depois de ter aberto no Chiado, o Afuri abriu uma segunda casa, maior e mais bem equipada, na outra ponta da cidade. Se o primeiro se aproxima de uma taberna japonesa, a experiência neste segundo espaço quer-se semelhante à de uma ramen shop no Japão, onde o cliente trata do pedido logo à entrada num quiosque digital. Aqui, não há sushi nem nada que se pareça, o foco são os ramens e os dumplings, e tudo é feito em casa.

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Foi o primeiro restaurante da cadeia a abrir em Lisboa. É enorme e segue a mesma linha de decoração dos restantes Honest Greens – muitas plantas naturais, tons terra, neutros, uma esplanada gigante, uma zona lounge com sofás no interior e uma mezzanine com mais mesas. À primeira vista pode até parecer que estamos a falar de um restaurante que funciona em regime buffet, com a cozinha aberta e as malgas cheias de ingredientes frescos para serem escolhidos. Mas não, isto é apenas um dos pontos de transparência do Honest Greens, onde a escolha é feita ao balcão, há pré-pagamento, mas depois é entregue à mesa. As propostas são todas sazonais, saudáveis e sustentáveis e a escolha é feita entre pratos com proteína como base (os market plates), e outros com salada na base (garden bowls).
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O menu do Tayybeh, o restaurante que Alan Ghunim e a mulher, Ramia, começaram como uma empresa de catering, está em constante mudança e é preparado por mãos sírias. À mesa há um retrato completo da gastronomia, com opções como fattet makdous com beringela frita, carne moída e tomate, pão frito, molho de iogurte e tahine, kibbeh labanieh – massa de carne e bulgur recheada com carne, cebola, nozes, reservada com iogurte cozido ou ainda shish bil fakara, com peito de frango, batata, cogumelos, molho bechamel e mozzarella. Se quiser continuar a viagem, o café Damascus, importado da Síria, é o desfecho mais próximo da cultura.

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Se há coisa que os portugueses gostam é de uma boa churrascada: uma boa brasa, a carne como alimento e o sal como tempero. Mas nem só disto se faz um churrasco. O grupo Capricciosa quer modernizar esta refeição, partilhando o protagonismo da carne com os vegetais e acrescentando outras proteínas, como a do peixe ou a do tofu. Tudo isto num prato composto, desenhado à medida. A nova churrasqueira lisboeta distingue-se pela carta ecléctica, que permite ser personalizada de forma a juntar, na mesma mesa, pessoas com preferências alimentares muito distintas.

Pizzaria Luzzo
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A primeira pizzaria Luzzo abriu na Rua de Santa Marta, a três passos da Avenida da Liberdade, em 2014. Desde então já se espalhou pela cidade e soma já mais de uma dezena de restaurantes só na zona de Lisboa (mais uns quantos pelo país). As pizzas são de massa fina, confeccionada em forno de lenha.

Restaurantes por zona em Lisboa

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Moderno, tradicional e guloso. Alvalade tem de tudo um pouco, uma característica que também se aplica à oferta gastronómica do bairro. E acredite que é uma verdadeira volta ao mundo em muitos, muitos pratos. A Ásia está bem representada, em pratos oriundos do Nepal, Japão, Índia ou China, mas também Itália e, claro, Portugal que tem uma das melhores cozinhas do planeta.

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O Príncipe Real é o bairro com as lojas mais alternativas, as noites mais coloridas e os restaurantes do momento – muitos deles de janelões abertos para a rua a convidar a um copo antes de entrar. Depois de tanto tempo adormecida por causa da pandemia, a zona voltou à vida de antigamente. A oferta é variada e não desilude. Asiáticos, italianos, cozinhas de autor: abram alas para a corte de restaurantes do Príncipe Real. Há muito por descobrir e provar.

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