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Perto de 200 metros de alcatrão começaram a ver chegar as máquinas a 8 de Julho. Obra vai durar dois meses e meio e visa aumentar segurança, mantendo-se a circulação de autocarros.

Em cinco por cento dos cerca de quatro quilómetros da Estrada de Benfica, a prioridade será dada ao peão. A mudança começou esta semana, a 8 de Julho, e abrange o troço entre a Avenida Grão Vasco e a Travessa do Vintém das Escolas, ou seja, entre o quiosque perto do Cine-teatro Turim e o Palácio Baldaya, passando pela Igreja de Benfica e pela Pastelaria Nilo. A obra tem a duração prevista de dois meses e meio.
Ao contrário do que chegou a anunciar a Câmara de Lisboa (por lapso) nas redes sociais, esta semana, e do que preconizava o projecto do Orçamento Participativo aprovado em 2021, a intervenção não visa pedonalizar aquele troço, mas sobretudo aumentar a segurança e o conforto dos peões naquele que é o centro nevrálgico de Benfica. O projecto (que faz parte do programa Uma Praça em Cada Bairro, é financiado pela Câmara de Lisboa e executado pela Junta de Freguesia de Benfica ao abrigo de um contrato de delegação de competências assinado em 2024) envolve, assim, a elevação da via, criando-se uma plataforma única entre a estrada e o passeio; a substituição do pavimento por cubos de granito; a criação passadeiras mais largas e sobrelevadas (intervenção que se prolonga até à Avenida do Uruguai); e a limitação da velocidade máxima a 30 km/h. Em causa está um investimento de 150 mil euros.
A intervenção advém de um projecto aprovado no âmbito do Orçamento Participativo em que se previa a requalificação e pedonalização de uma parte da Estrada de Benfica, entre a Igreja e a Avenida do Uruguai, mas "o projecto nunca deveria ter sido aprovado assim", explica à Time Out o presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Ricardo Marques. "Iria piorar completamente a mobilidade em transporte público na Estrada de Benfica, que tem o corredor BUS com o maior número de carreiras da cidade. Há nove carreiras a circular ali em hora de ponta", detalha o responsável.
Após a análise do projecto já aprovado pela autarquia, a Junta pediu a sua revisão junto da Câmara e dos próprios proponentes. Daí partiu-se para o conceito actual, em que o "ponto fundamental é o abrandamento da velocidade naquele eixo", frisa o autarca.
A intervenção em curso, explica a Junta na sua página, "foi estrategicamente agendada para os meses de Verão, período em que se verifica menor tráfego e pausa lectiva, reduzindo assim o impacto nas rotinas diárias". Nesta fase, o trânsito será cortado no sentido da Avenida Grão Vasco para a Avenida do Uruguai, mantendo-se a circulação no sentido oposto, com os percursos e paragens dos transportes públicos também a sofrerem alterações.
Eis as mudanças nas carreiras 716, 729, 746 e 758, anunciadas pela Carris:
716
729
746
758
Concluídas as obras, os autocarros regressam aos seus percursos habituais, ainda que sujeitos ao limite máximo de 30 km/h naquele troço.
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