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 Fashion Revolution Portugal
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Fashion Revolution Week regressa em formato online para discutir a moda e a sua sustentabilidade

O programa deste ano contempla também visitas digitais a fábricas para promover a transparência na cadeia de produção e abastecimento.

Por
Francisca Dias Real
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A associação Fashion Revolution volta a pôr o dedo na ferida sobre a verdade na indústria da moda com mais uma edição online entre 19 e 25 de Abril. Estão agendados webinars nas redes sociais sobre moda, visitas digitais a fábricas e ateliers e ainda sessões acessíveis por inscrição tanto para profissionais do sector como para consumidores. 

Já se questionou sobre quem faz as suas roupas? Sabe o que acontece às suas roupas quando as deita fora? Se nunca pensou nisso, está na hora, que a Fashion Revolution já o fez por si e vai continuar a lançar o desafio a nível mundial. A associação quer alertar para os padrões de consumo rápido a que estamos habituados e que promovem uma cadeia de produção e consumo não sustentáveis. Este ano, o foco está na reflexão sobre o poder do consumidor na mudança política e sistémica necessária a um mundo mais justo para todos.

“A Fashion Revolution Week, campanha global anual, apela mais uma vez à transformação urgente da Indústria da Moda numa indústria que coloque as pessoas e o planeta à frente dos lucros. Apelamos também ao reconhecimento público e governamental da intersecção entre direitos humanos e a preservação da natureza. E este ano é mais político que nunca”, refere a organização em comunicado.

Os webinars vão acontecer todos os dias do evento às 18.30 e pretendem ensinar os consumidores a serem activistas, a pensarem o greenwashing e a repensarem a sua relação com a roupa, ao mesmo tempo que ajudam profissionais a gerir o desperdício têxtil e a comunicarem as suas marcas.

Ao longo da iniciativa serão abordados temas como as denúncias de trabalho forçado da minoria Uyghur na província de Xinjiang, na China. Vão surgir também algumas respostas à pergunta “para onde vão as roupas que doamos?”, numa viagem à realidade dos mercados de segunda mão do continente africano, ou das marcas de fast-fashion que destroem milhões de euros de roupa não vendida anualmente. 

Este ano, a comunidade de revolucionários lança ainda a iniciativa #OpenFactory, onde haverá lives com dez fábricas e ateliers de diferentes marcas portuguesas para que dêem a conhecer uma maior transparência na cadeia de abastecimento. 

Além disso, surge um novo formato, os Círculos de Partilha, que são sessões acessíveis apenas por inscrição e que acontecem no fim-de-semana de 24 e 25 de Abril, entre as 10.30 e as 12.00, e são dirigidas tanto a profissionais do sector como aos consumidores – estes encontros são mais pessoas e estão nas mãos de Cândida Rato, especialista no método Way of Council.

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