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FNAC e Livraria Barata
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FNAC junta-se à Livraria Barata, através do programa municipal Lojas com História

A Livraria Barata tem passado por sérias dificuldades, mas uma parceria com a FNAC veio trazer alguma esperança. O programa Lojas com História foi a cola desta relação.

Por Renata Lima Lobo
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É na Avenida de Roma que desde 1957 tem morada a Livraria Barata, um espaço de resistência desde a sua génese, ou não fosse este um ponto de venda de livros proibidos em tempos de ditadura. A capacidade de resistência nunca se foi embora e desde o início da pandemia que a Livraria Barata tem lutado para não encerrar portas, fazendo, por exemplo, entregas de livros em casa. O futuro era incerto, mas agora têm “companheiros novos nessa caminhada”, lê-se numa publicação de Facebook da livraria, que anuncia uma parceria inédita com um peso pesado: a FNAC.

Uma sinergia chamada “Barata powered by FNAC” e um novo modelo de negócio que leva a multinacional até ao mercado mais tradicional, numa localização onde ainda não estava presente e onde existe uma “população residente cada vez mais jovem”, avança a Câmara Municipal de Lisboa (CML) em comunicado. Para a Livraria Barata, esta é uma oportunidade de se renovar, “sem, no entanto, perder ou condicionar os seus valores humanistas e de cidadania, de defesa da Cultura, da Arte, do Livro e da Educação”.

O desafio à cadeia de lojas foi lançado pela Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do seu programa Lojas com História e, em termos práticos, a parceria traduz-se na presença da FNAC na Barata que desta forma amplia a gama de produtos disponíveis. Para a Avenida de Roma, a FNAC leva um conjunto de vinis, produtos de papelaria, jogos e brinquedos, instrumentos musicais, merchandising, equipamentos de som e de telecomunicações, categorias de produtos que não concorrem directamente com a oferta da Livraria Barata.

“Uma sinergia importante no quadro de um plano mais amplo de reposicionamento da marca e do espaço da livraria, numa aposta de futuro que pretende reestruturar o negócio, aproximando-o de novos públicos e oferecendo novos produtos e atividades”, explica a CML. Este modelo de negócio em conjunto com a FNAC é apenas o primeiro pilar desse plano alargado que será divulgado no início do próximo ano.

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