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Kyō Sushi Pop. O sushi de pauzinho que não precisa de pauzinhos: come-se como um push pop

Prático, fácil, rápido e muito apelativo para as redes – é assim o novo conceito de Campo de Ourique. O menu tem seis opções e a marca chega a mais zonas de Lisboa já em Setembro.

Andreia Costa
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Andreia Costa
Kyo Sushi Pop
afonsomphotography | Kyo Sushi Pop
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“Como é que funciona?” Esta é, claro, a pergunta mais frequente dos clientes que entram no Kyō Sushi Pop, em Campo de Ourique, mas as dúvidas são desfeitas quase tão depressa como surgem. 

Neste espaço de grab and go só se vende sushi, mas não há pratos ou pauzinhos – e nem as mãos é preciso sujar. O serviço é rápido e o segredo resume-se a um tubo vermelho. É lá dentro que estão encaixadas dez peças de sushi, milimetricamente cortadas para serem todas iguais. Na extremidade inferior do tubo encaixa-se um género de palhinha fechada com o molho que acompanha o pedido e é esta que vai empurrar as peças para o topo da embalagem, num mecanismo de push up exactamente igual ao de alguns gelados (ou, para os filhos dos anos 80 e 90, ao do mítico chupa-chupa push pop). 

Kyo Sushi Pop
afonsomphotographyKyo Sushi Pop

A ideia é tornar o sushi móvel e portátil, com peças de sushi iguais precisamente para garantir rapidez e eficiência. Há seis opções, com dois favoritos já bem definidos. O kyō classic (12,90€) tem salmão, abacate, queijo creme, pepino e tobiko. Os ingredientes são frescos e o tobiko acrescenta crocância, tudo ligado pelo nikiri, o molho de soja feito na casa.

“No Japão, cada restaurante tem a própria soja e quisemos fazer o mesmo”, explica Bernardo Cabral, um dos sócios. Há um ingrediente secreto que não se revela nem à Time Out, pois claro. 

Kyō Sushi Pop
DRO kyō classic é o bestseller do Kyō Sushi Pop

O segundo bestseller chama-se volcano tuna (12,90€). Junta atum picante, manga, alface iceberg, cebola frita e furikake. O molho sugerido neste caso é o kimchi lava, ligeiramente picante. Os molhos estão pensados para fazerem parelha com determinado tubo, mas é sempre possível trocar por qualquer um dos outros, como a maionese de trufa, que acompanha o tubo kyō truffle (13,90€), com salmão, abacate, queijo creme, iceberg e sésamo. 

Do Tiktok para Lisboa 

O projecto tem três sócios. Um deles é sobretudo investidor e fica nos bastidores. Já Bernardo Cabral e Diogo Amado estão no terreno diariamente. “Eu tive um restaurante há muitos anos, o Diogo também esteve a gerir um restaurante há uns anos e, por isso, tínhamos alguma experiência para nos aventurarmos.”

Os dois são sócios de uma empresa que nada tem a ver com restauração, mas há muito que procuravam uma ideia diferente para esta área. Pensaram em mil coisas, mas faltava a certeza para dar o passo, até que a mulher de Bernardo viu um vídeo no TikTok. “Disse-me: 'Está aqui, tens de agarrar nisto.' Falei com o Diogo e percebemos que tínhamos de ser rápidos, mas tendo sempre como foco a qualidade.  

Kyo Sushi Pop
afonsomphotographyKyo Sushi Pop

Começaram a fazer pesquisa e viajaram até Barcelona, Berlim e Londres para ver como funcionavam, na prática, os espaços de sushi push pop, uma trend cada vez maior nas redes sociais. Quiseram perceber o que resultava e, sobretudo, o que teriam de melhorar. “Em Barcelona, por exemplo, não gostei logo de uma coisa. Assim que recebi o tubo, disseram-me para agarrar por baixo porque a tampa podia cair. Uma coisa portátil não pode ter essa questão, foi logo algo que identificámos e solucionámos.”

Outro problema que detectaram em Paris: as peças eram cortadas à mão e havia algumas muito grossas, que quase não entravam na boca, e outras demasiado finas. “Para resolver isso, temos uma máquina que faz o corte. Tem de ter o tamanho certo para qualquer pessoa, de um adulto a uma criança.” 

Para pensar a carta, recrutaram Miguel Bértolo, reconhecido chef e consultor no universo da cozinha japonesa. “Foi ele que elaborou o menu, as fichas técnicas e montou a operação dentro da cozinha.” 

Kyō Sushi Pop
DRO ebi pop do Kyō Sushi Pop junta camarão panko, repolho, ervilha torta, tempura bits, tobiko e maionese japonesa

Além dos bestsellers, quem quiser uma opção saudável encontra na carta o chicken pop (12,50€), com frango panko (cozinhado na airfryer), queijo creme, repolho, pepino e furikake. O kimchi lava é o molho aconselhado. Há ainda ebi pop (12,90€), com camarão panko, repolho, ervilha torta, tempura bits e tobiko e maionese japonesa e uma escolha vegan: o tokyo garden (11,90€), com peças recheadas com manga, abacate, pepino, ervilha torta, cebolinho, queijo creme vegetal e sésamo. O molho, desta feita? Sweet chilli.

O Kyō Sushi Pop está exactamente onde os sócios queriam. “Em Campo de Ourique, ao lado do Jardim da Parada e muito perto da futura estação de metro. No exterior há duas mesas, para quem tiver pressa para comer, mas é precisamente no Jardim da Parada que os tubos vermelhos sobressaem aqui e ali, como um pop up de cor nas mãos dos clientes que escolheram um banco à sombra. 

Kyo Sushi Pop
afonsomphotographyA loja grab & go da Kyo Sushi Pop

Uma cadeia sem folgas

Para acompanhar o sushi, há cerveja japonesa Kirin (3,50€) e dois sumos naturais: o apple kyō (3€), com maçã Fuji, ananás, banana, gengibre fresco, sumo de limão e hortelã fresca; e o strawberry kyō (3€), com morango, banana, lichia e sumo de limão. 

A loja abriu no início de Junho e não tem folgas. “Eu não gosto de querer ir jantar fora e ter de verificar se um sítio está aberto. Aqui não é preciso, porque está sempre aberto”, justifica Bernardo. 

Para Setembro está já prevista a abertura de um segundo espaço, no Saldanha. Antes disso, o Kyō Sushi Pop vai marcar presença no festival MEO Kalorama, que acontece nos dias 28 a 30 de Agosto.

A ambição é assumidamente construir uma cadeia – e isso foi claro desde o início para todos os envolvidos. “Se, até ao final do ano, conseguirmos ter cinco lojas, temos cinco lojas. Se, para o ano, conseguirmos ter 10, temos 10. Temos essa capacidade e ambição.” 

Campo de Ourique terá sempre a cozinha central, com distribuição para todos os outros pontos. O sushi, defende Bernardo, está completamente enraizado nos hábitos dos portugueses e não há dúvidas do potencial desta ideia a longo prazo. “Apesar de isto ser uma coisa viral agora, acreditamos que é só uma nova maneira de comer sushi.”

Rua Almeida e Sousa, 24A (Campo de Ourique). Seg-Dom 11.00-22.00

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