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La Malquerida, uma taqueria em Lisboa com essência de roulotte mexicana

Primeiro uma fugitiva, agora uma mal-amada. O calor latino de Marbelly e Ulises Prado e Gabriel Rivera volta a sentir-se no Cais do Sodré.

Teresa David
Escrito por
Teresa David
Jornalista
La Malquerida
Francisco Romão Pereira
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É com o maior êxito do reggaetonero Daddy Yankee — “Gasolina” — que somos recebidos na mais recente taqueria de Lisboa. É apropriado. De facto, combustível é o que não parece faltar aos irmãos costa-riquenhos Marbelly e Ulises Prado e ao chef mexicano Gabriel Rivera, que em menos de um ano abriram dois restaurantes mexicanos, a cinco minutos a pé um do outro. Quando visitámos o La Fugitiva, na rua de São Paulo, em Novembro, Marbelly já nos tinha dado pistas de que poderíamos esperar uma nova abertura em breve. Em Março, chegou o momento. La Malquerida, que em português significa mal-almada, apresenta-se na travessa do Marquês de Sampaio com comida típica das ruas mexicanas.  

La Malquerida
Francisco Romão Pereira

“É comida de rua, comida de esquina. A La Fugitiva tem a comida das casas, das avós, das mães. É mais restaurante. Aqui é sempre taco, mais de rua”, garante o chef Gabriel, enquanto corta a carne para o manjar. Mas as diferenças entre os dois estabelecimentos não se cingem ao tipo de comida. Se no La Fugitiva é para sentar e ficar, aqui o ambiente é ainda mais descontraído. “É para as pessoas entrarem, comerem e irem embora”, diz Marbelly. Apesar disso, “as pessoas acabam por ficar. Comem mais um taco, bebem mais uma cervejinha, saem, entram. Estão a gostar do ambiente.” Só há lugar para sentar dez pessoas ao balcão, ainda que existam planos para adicionar mais uns quantos lá fora. O preço é também mais reduzido nesta taqueria e a atmosfera ainda mais animada, com música na coluna e DJ às quintas-feiras. 

La Malquerida
Francisco Romão Pereira

Esta boa onda, que condiz perfeitamente com os não tão mal-amados responsáveis, é visível no cenário cool e minimalista, em jeito moderno industrial, com uns acrílicos onde se pode ler “bitch don’t touch my taco”. “Criámos este espaço de uma forma diferente do La Fugitiva. O nosso designer interno criou isto de raiz, ou seja, tirou tudo o que havia nas paredes. No La Fugitiva, quando fizemos o espaço, tivemos de adaptar-nos muito ao que tínhamos”, descreve Marbelly. De salientar ainda que este é um restaurante pet friendly.

La Malquerida
Francisco Romão Pereira

No menu criado por Gabriel, e que Marbelly alerta que é para ser comido com as mãos, só vai encontrar pratos próprios da rotina mexicana. “São dos poucos pratos que nós comemos de norte a sul do país”, atesta o chef. As estrelas da carta são os tacos de pastor (2€), feitos com carne de porco marinada, ananás, cebola e coentros numa tortilha de milho ou de trigo e com a opção de adicionar queijo (2,5€). Tacos que devem ser temperados com um dos molhos à disposição, divididos por nível de picante. Além dos tacos, há uma torta de pastor (3€ sem queijo/3,5€ com queijo), uma sandes com o mesmo recheio dos tacos; a suculenta gringa (4€) que leva duas tortilhas, queijo e tudo o que um taco de pastor tem direito; e as tradicionais quesadillas (3€). Existe ainda um menu composto por três tacos e uma coroinha (7,50€). A sobremesa de lima (3,5€) é uma boa maneira de terminar a refeição. Para os tacos e para as tortas existe uma opção sem carne, com cogumelos, pelo mesmo preço. Já na carta das bebidas, vai encontrar, claro, margaritas (7€), a mesma receita de sucesso de La Fugitiva, mas geladas, com picante e tamarindo; e ainda corona (3,5€) ou coronita (2€, um tamanho mais pequeno).

La Malquerida
Francisco Romão Pereira

“Nos dias em que temos mais pessoas, as pessoas que passam pela rua entram”, revela a costa-riquenha. "Temos tido muitos mexicanos”, comenta, orgulhoso, Gabriel, que se vai desdobrando entre a taqueria e o La Fugitiva.  

La Malquerida
Francisco Romão Pereira

Para o futuro esperam-se mais novidades, “mas ainda é segredo”, afirma Marbelly. Sabe-se, porém, que existe a intenção de alargar o horário para o almoço e talvez até estender para a madrugada aos fins-de-semana. Mas para já, a responsável quer “fazer nome primeiro. Depois logo se vê”. 

Tv. do Marquês de Sampaio 14 (Cais do Sodré). Seg-Sáb 18.00-00.00. 

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