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Lisboa está mais feminista do que nunca

Por Clara Silva
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A segunda edição do Festival Feminista de Lisboa começa na sexta com uma festa no Ferroviário e prolonga-se até ao final do mês com 80 eventos gratuitos. De oficinas de bicicletas a workshops de drag king, contamos-lhe o que esperar.

Depois de uma primeira edição o ano passado, o Festival Feminista de Lisboa volta à cidade com uma programação que se estende por todos os fins-de-semana de Maio e actividades de todos os géneros – mas pensadas para o género feminino. A ideia de organizar este evento partiu de Raquel Silva, que se inspirou no Festival Feminista do Porto e quis trazer uma programação focada na igualdade de género para Lisboa.

Depois de analisar as muitas propostas de actividades que receberam através de uma open-call, o Festival Feminista fecha o seu cartaz com 80 eventos em todas as sextas, sábados e domingos de Maio.

O tema desta segunda edição é “Feminismos: a luta no quotidiano” e arranca com uma festa no Ferroviário já na sexta com Dura Mater, Valentinas e o DJ set Woman Is A Word, com DJ Phizz e outras dez mulheres.

Todas as actividades são grátis – o festival assume-se como anticapitalista e funciona com a ajuda de voluntários e crowdfunding – e há muito por onde escolher, de exposições a workshops de mecânica.

A maternidade é um dos temas fortes dos debates deste ano, com destaque para a conversa “Gravidez, Parto e Maternidade” esta sexta, às 17.00, no Valsa. É na sexta também que são inauguradas duas das exposições: “Elas Quem”, de Sabrina D. Marques, no restaurante Cabane, e “Sagrado Profano”, de Sara Soares, na Zona Franca dos Anjos.

No sábado, Aline Flor e Maria Almeida darão uma oficina de podcast às 14.00 no Fumaça com o objectivo de “dar ferramentas a pessoas envolvidas na luta feminista para comunicarem as questões que as preocupam”, explicam na página do evento no Facebook.

O festival não podia ser mais variado. Além de uma Feira de Autores marcada para dia 18 na Ar.Co com bancas e artistas queer, organiza também um ciclo de cinema “Resistência no Brasil” com a exibição de três filmes na sexta, 10, na Casa da Achada. Além do documentário “Na Maré da Copa”, de Miriane Pelegrino, será também exibida a curta “Vou-te contar”, de Bruna Gala de Oliveira, e o premiado “Bixa Travesty”, de Cláudia Priscilla e Kiko Goifman, sobre a cantora funk Linn da Quebrada.

Haverá também tempo ao longo do mês para aulas de yoga, uma sessão colectiva de escrita e edição de conteúdos na Wikipedia, um workshop de drag king (quando uma mulher se veste de homem) e uma oficina de mecânica simples de bicicletas na Cicloficina dos Anjos, esta última já no sábado, às 11.00.

Todos as sextas e fins-de-semana de Maio. + info em festivalfeministadelisboa.com

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