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Lisbon by Time Out: as caras por trás da Jornada Mundial da Juventude

A JMJ deverá trazer a Lisboa um milhão de pessoas. Na nova edição do jornal em inglês da Time Out apresentamos algumas das que vão fazer o mega-evento acontecer.

Vera Moura
Escrito por
Vera Moura
Directora Editorial, Time Out Portugal
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Time Out Lisboa
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Lisboa tem 545 mil habitantes. Mas na primeira semana de Agosto a população da cidade vai duplicar. A organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorre de 1 a 6 de Agosto, espera mais de um milhão de pessoas na capital. Como é que uma cidade aguenta um embate desta escala? Dobrar a população assim, de um dia para o outro? 

Há mais números impressionantes, a prova dos nove do impacto que sabemos que o evento terá, mas que não conseguimos nem ver nem crer. Os transportes públicos, por exemplo, terão um reforço nunca antes visto, com mais 354 mil lugares em cada dia útil e 780 mil no fim-de-semana. São esperados sete mil autocarros com peregrinos, que terão de estacionar em alguns dos 27.200 lugares de estacionamento espalhados por 26 locais. Mais de 100 espaços da cidade estarão envolvidos na programação, entre auditórios, salas de cinema, teatros, museus, espaços expositivos e igrejas. 22 mil pessoas vão vestir a camisola de voluntários, 16 mil vão assegurar a segurança, protecção civil e emergência médica, 6500 famílias e 1076 espaços darão tecto os peregrinos em Lisboa. A despesa final deverá ultrapassar os 160 milhões de euros – o executivo espera um retorno de 300 milhões.

A preparação começou há muito tempo – para algumas das pessoas nos bastidores, de quem nesta edição do Lisbon by Time Out contamos a história, começou há anos, no minuto em que a última JMJ, na Cidade do Panamá, em 2019, chegou ao fim. A organização não se concentra unicamente em Lisboa: está espalhada pelo país, pela Europa, pelo mundo inteiro. E vai muito além das contas que enumerámos: tem de haver quem componha e cante música, quem costure as vestes do Papa Francisco, quem desenhe o logótipo do evento. E tem de haver quem reze para que corra tudo bem. 

Com ou sem orações, não conseguimos deixar de nos perguntar – como é que isto vai ser? Estamos mesmo prontos? Ou teremos de improvisar pelo caminho, sem tropeçar nos milhares que vão encher as ruas? Recorrer ao espírito do desenrasca, tão característico dos portugueses (e que já nos safou noutros momentos da história, como na Expo 98)? O São Tomé que há em nós cá estará para ver – e, a ver vamos, para crer.

Além da JMJ, neste número damos conta da próxima edição do Chefs on Fire – a maior de sempre – e da produção de séries em Portugal – que também não pára de crescer. Dormimos no Artsy, o novo boutique hotel de Cascais, com uma fachada de Vhils; entrámos no Mīrārī, o novo e mais bem guardado segredo da cidade; e experimentámos os melhores brunches com direito a mergulho na piscina. 

Miguel Coelho, presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, responde às perguntas dos leitores; e os cronistas gastronómicos Ricardo Dias Felner e Margo Gabriel escrevem ele sobre caracóis, ela sobre rally tascas. O crítico diz de sua justiça sobre a experiência na Musa de Marvila : 4 estrelas. 

Já nas bancas. 

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