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MEO Kalorama mantém-se na Bela Vista e traz LCD Soundsystem e Sam Smith

Festival anunciou de uma assentada 18 nomes, para ver e ouvir em Lisboa entre 29 e 31 de Agosto de 2024. Incluindo Massive Attack, The Smile, Peggy Gou e The Kills.

Hugo Torres
Escrito por
Hugo Torres
Director-adjunto, Time Out Portugal
MEO Kalorama 2022
Eduardo Filho/MEO KaloramaMEO Kalorama 2022
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A primeira grande incógnita da terceira edição do MEO Kalorama está desfeita: o mais jovem dos grandes festivais lisboetas vai realizar-se, tal como nas anteriores, no Parque da Bela Vista. A dúvida era alimentada pela intervenção, anunciada pela autarquia, de recuperação do prado verdejante daquele espaço, muito pisado ao longo dos anos, que obrigava a um pousio do terreno. Esse foi, aliás, um dos motivos apontados para mudar a localização do Rock in Rio Lisboa para o Parque Tejo.

“Para o prado ser recuperado, aquilo que nos foi dito pelos técnicos é que até à data do Rock in Rio [15 a 23 de Junho] não pode haver nada. Depois, veremos. Assim que estiver recuperado, já pode haver espectáculos”, disse em Outubro o presidente da Câmara, Carlos Moedas, quando a Time Out levantou a questão na conferência de imprensa do Rock In Rio Lisboa. Nem dois meses depois, já há resposta. Chegou através de um comunicado do MEO Kalorama, esta quarta-feira à noite, juntamente com os primeiros nomes do cartaz. Nada menos do que 18, a grande maioria bem conhecida do público nacional.

No topo do alinhamento encontram-se os LCD Soundsystem (que estão a caminho do pleno nos festivais portugueses, tendo já actuado no Super Bock Super Rock, no Alive e em Paredes de Coura); os Massive Attack (que Lisboa viu em 2019 em modo regressão até ao seminal Mezzanine); Sam Smith (que benzeu o Parque Marítimo de Algés, no ano passado, com as suas bem-aventuradas heresias); os Jungle (praticamente residentes em Portugal); e Peggy Gou (que, também no ano passado, fez suar um Pavilhão Carlos Lopes à pinha no Sónar Lisboa).

Umas linhas abaixo estão The Smile (banda paralela de Thom Yorke e Jonny Greenwood dos Radiohead); The Kills (bons olhos os vejam); e The Postal Service + Death Cab For Cutie. Nestes últimos, aquele símbolo de adição pode ler-se como Benjamin Gibbard, cantor, compositor e guitarrista norte-americano, que está na génese de ambas as bandas e que vai servir de pivô entre os dois concertos. A ideia é celebrar os 20 anos dos álbuns que as deram a conhecer ao mundo, respectivamente Give Up e Transatlanticism, que vão ser tocados na íntegra.

Ana Moura, Ana Lua Caiano e Glockenwise são os artistas portugueses de um lote que conta ainda com Overmono, Yard Act, English Teacher, Ezra Collective, Nation of Language e Vagabon.

Os bilhetes são disponibilizados em pré-venda nesta quinta-feira, dia 7, embora só para a “comunidade We Are MEO Kalorama”, isto é, para quem esteve em pelo menos uma das edições passadas do festival. Para estes, o passe de três dias custa 130€ (“preço especial”). Na sexta-feira, 8, a venda abre-se ao restante público, mas será preciso desembolsar 145€, mais custos operacionais (“preço promocional”). O MEO Kalorama é organizado pela Last Tour, promotora também responsável por três outros festivais, todos em Espanha: Bilbao BBK Live, Azkena Rock Festival e Cala Mijas.

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