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Morreu Carlos do Carmo (1939-2021)

O maior fadista do nosso tempo morreu na manhã desta sexta-feira, dia 1 de Janeiro, aos 81 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Jornalista de Música, Time Out Porto
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O cantor e fadista Carlos do Carmo morreu na manhã desta sexta-feira, no Hospital de Santa Maria, onde tinha dado entrada na véspera com um aneurisma. Com 81 anos de vida e 57 anos de carreira, é uma das mais reconhecidas, premiadas e aclamadas vozes da música portuguesa.

Em Novembro de 2019, Carlos do Carmo despediu-se dos palcos com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a cidade que eternizou em canções como “Lisboa, Menina e Moça” e “Um Homem na Cidade”. Nessa noite, recebeu a Medalha de Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, pelo seu "inestimável contributo" para a música portuguesa. Foi a última de várias distinções que recebeu ao longo do seu percurso artístico.

Na ocasião, o fadista sublinhou que era um adeus aos palcos, mas deixou em aberto outras possibilidades artísticas, como novos álbuns. Em Outubro de 2020, anunciou a edição de um novo disco, E Ainda…, onde interpreta poemas de Herberto Helder, José Saramago, Sophia de Mello Breyner e Jorge Palma, entre outros, com as colaborações do maestro Victorino D’Almeida, Mário Pacheco, Paulo de Carvalho e José Manuel Neto.

Carlos do Carmo nasceu em Lisboa, a 21 de Dezembro de 1939, filho da fadista Lucília do Carmo (1919-1998) e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística em 1964. Venceu o Grammy Latino de Carreira em 2014 e o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais – do Olympia, em Paris, ao Royal Albert Hall, em Londres. Foi um dos principais e mais determinantes embaixadores da candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade. Deixa-nos um precioso legado para a cultura portuguesa.

Fotogaleria: O adeus de Carlos do Carmo aos palcos

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