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No Duna, os kebabs servem de refeição todos os dias

Cristina Alonso, dona do Duna Kebab, no Arco do Cego, quer mostrar que a especialidade turca é refeição digna de todas as horas, a qualquer dia da semana. Além de kebab de frango ou falafel, há tarte basca de pistáchio.

Beatriz Magalhães
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Beatriz Magalhães
Jornalista
Duna Kebab
Leandro Gomes | Duna Kebab
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Quando decidiu abrir o Duna, Cristina Alonso tinha um objectivo: tornar o kebab uma refeição do dia-a-dia. “Queria que as pessoas começassem a associar este produto a algo que podem comer toda a semana, não apenas um produto que se come às quatro da manhã, que é muito barato e que tem pouca qualidade”, começa por explicar a proprietária do espaço no Arco do Cego, que inaugurou em Dezembro do ano passado. O menu dispensa explicações. O kebab, servido aberto ou enrolado, é o grande destaque.

Para quem preferir uma refeição mais completa, existem agora duas entradas: ao falafel com molho de iogurte (5,50€) junta-se o novo húmus de romã, sumac e salsa acompanhado de pão pita (5,50€). Depois disso, vem o kebab. Escolhe-se a proteína, que pode ser frango ou falafel, e o pão, döner (estilo pita) ou dürüm (mais fino e achatado). Enquanto o primeiro vem aberto, o segundo é enrolado, como se fosse um burrito. Lá dentro os ingredientes são os mesmos: alface, cebola roxa, tomate, pepino, queijo feta, molho de alho, molho de iogurte e molho picante (este pode vir à parte). O kebab custa 9,50€, mas em combinado, com batatas fritas e bebida, fica por 13,50€.

“A ideia não era reinventar o kebab, era simplesmente usar produtos de qualidade. Compramos todos os dias o frango fresco, marinamos a carne, o pão chega todos os dias fresco de um padeiro turco. Não queria fazer nada diferente, queria fazer com mais carinho e cuidado”, diz a espanhola Cristina Alonso, que trabalhava em recursos humanos na área da tecnologia antes de se mudar há quatro anos para Portugal, onde decidiu aventurar-se na restauração.

Duna Kebab
Leandro GomesKebab doner de frango

“Quando vim para cá surgiu a oportunidade de trabalhar nesta área e criar um projecto do zero de smash burgers. Quando saí desse projecto, notei que faltavam opções boas de kebab em Lisboa. Como já morei em França e na Alemanha, onde este produto está mais normalizado, comia bastante kebab”, conta a empresária.

O espaço é reduzido – tem apenas 35 metros quadrados – e, à semelhança de outros sítios de “comida rápida” na cidade, a maioria das pessoas prefere fazer o pedido para levar. Durante a semana, à hora de almoço, é comum ver vários grupos de colegas de trabalho ou estafetas de aplicações de entregas ao domicílio à entrada do Duna Kebab. E, por esta razão, os tempos de espera podem aumentar. Para quem quiser comer no local, há quatro mesas na esplanada.

Duna Kebab
Leandro GomesKebab durum de frango

“O Saldanha é um bairro bastante residencial, o que é bom porque os clientes acabam por voltar, mais do que numa área turística. Ao mesmo tempo, é uma zona com muitos escritórios, então o Duna é uma oferta de comida rápida, onde as pessoas vão e almoçam na pausa de trabalho”, nota Cristina Alonso. “Inclusive temos um cliente que vem literalmente todos os dias, ao almoço. É a melhor parte – ver os clientes que continuam a vir desde o início”, continua, afirmando que servem cada vez mais portugueses.

Segundo a proprietária, há uma vontade constante de melhorar a oferta e introduzir mudanças quando necessárias. Além do húmus, a tarte basca de pistáchio (6,50€) é a mais recente adição ao menu.

No futuro, Cristina Alonso conta abrir um segundo espaço do Duna Kebab. Mas ainda não há datas, apenas ideias. “Depois de Lisboa, acredito que o Porto poderia ser uma boa opção”, adianta.

Rua Dona Filipa de Vilhena, 14E (Arco do Cego). Seg-Dom 12.00-23.00

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