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Novo plano para o turismo promete maior harmonia entre turistas e residentes em Lisboa

Sesimbra
Fotografia: Arlindo Camacho Sesimbra

Foi apresentado esta segunda-feira no Palácio da Ajuda o Plano Estratégico para o Turismo na Região de Lisboa. Harmonia entre residentes e visitantes é um dos objectivos.

Vários concelhos e zonas da Região de Lisboa planeiam conquistar o mundo com um plano de marketing integrado que não só irá promover o melhor que há para ver e fazer da Ericeira a Sesimbra, como aposta em segmentos do mercado turístico que possam conviver de forma mais pacífica com as comunidades locais. É o caso dos segmentos do visitante individual, em família ou em pequenos grupos, em detrimento de grandes grupos de visitantes, de forma a “apostar nos segmentos de turistas que mais se harmonizam com os residentes”, explicou Luís Paixão Martins, vogal da direcção do Turismo de Lisboa. Também presente, Luís Arnaut, presidente do conselho de administração da mesma entidade, disse que agora se abre “um novo ciclo para o turismo com objectivos mais específicos e mais exigentes”, num país onde existe um “povo que sabe receber e promove a interculturalidade”.

Aprovado pelas direcções da Entidade Regional do Turismo da Região de Lisboa (ERT–RL) e pela Associação Turismo de Lisboa (ATL), o novo plano cria doze pólos locais ao longo da Região de Lisboa, da Ericeira a Sesimbra. Neste raio de quase 80km foram definidos estes doze pólos: Lisboa Centro, Belém e Ajuda, Lisboa Oriente, Ericeira, Mafra, Sintra, Cascais, Tejo, Reserva Natural do Estuário, Arco Ribeirinho Sul, Caparica e Arrábida. Um “destino uno, mas diverso”, nas palavras de Vítor Costa, presidente da ERT-RL, com “capacidade para dar respostas adequadas e diferenciadas”.

Os elementos chave para cativar mercados atlânticos, europeus e asiáticos serão o surf, sol, mar, golfe e natureza, potenciados pela gastronomia e vinho, cultura, compras e eventos, de acordo com a oferta de cada novo pólo local que passará a estar integrado nesta rede de promoção turística.

Aumentar a notoriedade mediática da região – e não apenas de zonas já consolidados (como Lisboa Centro, Sintra ou Cascais) – é o grande objectivo deste plano estratégico que terá como produtos centrais o “City/ Short Break”; e o Meeting Industry (MI), focado na organização de congressos, convenções ou eventos corporate. 

Para Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o futuro do turismo na região passa pela sua compatibilidade com as comunidades onde se insere e a criação de uma “verdadeira região turística” servirá também para “reduzir tensões com residentes dos vários municípios, alargando e criando novos centros”.

Em 2018, a Região de Lisboa recebeu 7,5 milhões de hóspedes. Nesse ano, só o sector do turismo gerou 14,7 mil milhões de euros de receita e criou mais de 201 mil empregos, contribuindo com 20,3% para o PIB Regional e com 15,4% para o emprego.

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