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O Adamastor chegou ao novo Criatura, comeu pica-pau e novilho asiático

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Já se podia subir ao último andar do hotel Verride e comer com vista para o miradouro de Santa Catarina e para a outra banda, tendo uma experiência de fine dining com um preço a condizer. Desde há uma semana que se pode fazer exactamente o oposto: ficar pelo rés-do-chão (que em alguns momentos parece mesmo uma cave muito bem decorada), sem vista para lado nenhum, a comer a um preço mais democrático “comida tradicional portuguesa sem fronteiras”. É assim que o chef Bruno Carvalho descreve o que se pode comer à mesa do novo Criatura.

O nome é uma homenagem ao Adamastor de Camões, que está ali a dois passos. Esta figura foi a inspiração para o conceito do restaurante: comida tradicional portuguesa com todas as viagens e “toda a troca que culturas que fomos fomentando, toda a troca de informação e produtos que fomos fazendo”, continua Bruno Carvalho, que chefia também a cozinha do Suba, no último andar do edifício.

Fotografia: Manuel Manso

 

Há os petiscos portugueses (que podem sair durante toda a tarde) como o pica-pau (15€), os bivalves do dia à Bulhão Pato, as moelas estufadas (8€), os camarões ao alhinho (15€), os croquetes de leitão servidos com grãos de mostarda e maionese (6€), e vegetarianos como uma salada de lentilhas (12€). Tudo isto acompanhado por pães feitos na casa, do bolo do caco ao pão mais rústico, de sementes ou azeitonas.

Fotografia: Manuel Manso

 

Nos pratos principais e nas sobremesas é que se faz a grande andança pelo mundo — tanto há polvo à lagareiro (16€), ou a posta mirandesa com batata fritas e grelos, como a mais tropical tempura de caranguejo de casca mole com wakame e pepino (13€) ou a costela de novilho asiática com polenta e shitake (18€).

Fotografia: Manuel Manso

 

Nas sobremesas tanto se come um Abade de Priscos sedoso com gelado de laranja (6€), como o Carnaval na Bica, uma junção de côco, ananás e maracujá em diversas texturas — crumble, infusões e mousse (6€).

Fotografia: Manuel Manso

 

As três salas do Criatura levam umas 90 pessoas, num espaço de pé-direito altíssimo e com tectos arqueados onde a tijoleira do palacete (a função original deste edifício) ficam à vista. Lá fora, o Adamastor faz uma careta medonha, cá dentro as expressões faciais são outras: as salas estão forradas a fotografias a preto e branco de grandes dimensões, cedidas pela colecção Berardo em todas o foco são as emoções faciais - ora de celebridades, ora de anónimos.

Fotografia: Manuel Manso

 

Hotel Verride, Rua de Santa Catarina, 1 (Bica). 21 157 3055. Seg-Dom 12.30-15.00/ 19.30-23.00.

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