Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right O Meat Me At The Bar dá-nos combinações improváveis a beber

O Meat Me At The Bar dá-nos combinações improváveis a beber

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Os bares dos restaurantes estão vivos e recomendam-se. Como este Meat Me At The Bar, o bar do Meat Me, onde a estranheza é um dos pratos principais.

NADA feito ao acaso no Meat At The Bar, o bar do restaurante Meat Me, no Chiado. A começar pelo gelo, preparado especialmente em geleiras de levar para a praia. “São aquelas lancheiras azuis clássicas, dos anos 70 ”, conta Vasco Martins, o bartender responsável. “Fazemos o gelo todos os dias, enchemos as geleiras de água da torneira normal, congelamos a menos 15 graus, uma congelação lenta de 30 horas, de cima para baixo, que vai empurrando as impurezas e as bolhas de oxigénio que fazem com que o gelo derreta mais facilmente.”

O bar abriu em Março, na mezzanine do restaurante especializado em carnes, mas por enquanto ainda não ganhou fama independente e os clientes têm sido, regra geral, os mesmos do restaurante. “Ainda há muito o preconceito de, pertencendo a um restaurante, só se poder ir ao bar indo ao restaurante.” Não é assim que funciona. Subindo as escadas, nem precisa de passar pelo restaurante para chegar ao bar do Meat Me e valerá muito a visita. Aqui, a carta, pensada por Vasco, que trabalhou vários anos em bares em Barcelona, é uma “ode à coquetelaria clássica”, explica. Aliás, quando voltou para Lisboa, o que o chocou mais foi precisamente essa dificuldade em encontrar um bom clássico, “um bom negroni, sem twists”, conta. “Nós fizemos ao contrário, quisemos simplificar ao máximo, sem preparações. Mostrar que se pode misturar destilado e destilado e ser suave, não ser um murro na cara de álcool.”

Ainda assim, no bar não se vai pelo facilitismo. Pelo contrário. Veja-se o Jacarandá (14€), uma versão do scotch negroni, com um Campari feito na hora frente do cliente. Ou a Flor de Cerejeira (12€), com xarope de carne maturada grelhada, “já que estamos num assador moderno”, diz Vasco.

A “estranheza”, que é imagem de marca, vai continuar na próxima carta, que deverá entrar em vigor em meados deste mês, ao mesmo tempo que é inaugurado o “terraço”, como lhe chamam, uma esplanada para a rua nas traseiras do Teatro São Luiz. Ainda está no segredo deste Professor Pardal dos Cocktails, mas serão bebidas “mais frescas, mais fáceis de beber e com uma componente mais cítrica”, adianta. Um deles, será mesmo “aquilo que as pessoas gostam de comer e beber no Verão”, continua Vasco. “Um cocktail feito de cerveja e tremoços.”

Largo do Picadeiro, 8-A (Chiado). Seg-Qui e Dom 12.30-15.30/ 19.00-00.00, Sex-Sáb 12.30-15.30/ 19.00-01.00.

+ Meat Me: do franguinho ao chuletón de topo, este é o novo restaurante de carnes do Chiado

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