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Rosie Alena
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O MIL e músicos de todo o mundo voltam ao Cais do Sodré este ano

Depois de um ano sui generis no Hub Criativo do Beato (onde continua a ter lugar a convenção), o festival de música volta a ocupar várias salas do Cais do Sodré.

Escrito por
Luís Filipe Rodrigues
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O MIL foi um dos primeiros eventos nacionais afectado pela pandemia em 2020. Estava tudo pronto para uma edição histórica, acompanhada pelo lançamento de uma nova revista de reflexão e teoria crítica editada por Mariana Duarte (ex-jornalista desta casa), mas o cancelamento foi anunciado a duas semanas do previsível início, em Março. Desalentada, a organização não baixou os braços. Passado um ano e meio, e ainda com os bares onde o MIL sempre tinha acontecido fechados, o festival realojou-se no Hub Criativo do Beato. As restrições pandémicas estavam a amansar, foram três dias de liberdade e música. E neste Setembro, um ano depois, o MIL vai voltar a ser o que era.

Ou seja, o MIL vai voltar a sair para as ruas e bares do Cais do Sodré e a ser uma feliz barafunda de corpos que se esbatem com copos nas mãos, enquanto saltam de sala em sala em busca do novo (e do menos novo). Só não vai ser uma total ruptura com a edição do ano passado porque continua a desenrolar-se em Setembro, mais concretamente entre os dias 28 e 30, e porque a convenção de música, com workshops, debates e oportunidades de networking, mais virada para os profissionais do sector mas aberta a todos os interessados, vai continuar a realizar-se no Hub Criativo do Beato.

Sobre os conferencistas, a organização ainda não tem muito para contar. Mas vão discutir-se políticas culturais, o futuro do sector musical e da economia nocturna, bem como acessibilidade e sustentabilidade. Haverá também “duas residências artísticas a anunciar” e outras surpresas.

O único que se sabe, por agora, são alguns dos músicos confirmados. De Portugal vêm As Docinhas, Cassete Pirata, chica, Evaya, Filipe Karlsson e Iolanda. De Espanha chegam Los Yolos, Mainline Main Orchestra e Verde Prato. Há também os belgas Avalanche Kaito (nome a reter: dois europeus do noise acompanhados por um griot do Burkina Faso. Oiçam) e Meskerem Mees; os franceses Bedouin Burger e Charlotte Fever; os italianos Jacuzzi Gang; ou Mabe Fratti, violoncelista da Guatemala hoje radicada no México, que captou a atenção da imprensa norte-americana com o segundo álbum, Será que ahora podremos entendernos. E ainda a encantadora cantora e compositora britânica Rosie Alena, que recentemente passou pelo Aleste, na Madeira.

Ao longo dos próximos meses, vão ser anunciadas novas confirmações, mas para já estes são os principais argumentos do MIL. Os bilhetes para os dois dias de concertos, 29 e 30 de Setembro, já se encontram à venda pelo preço promocional de 25€, enquanto os bilhetes diários custam, por agora, 15€, mas vão subir para 20€ mais perto do início do festival. O passe profissional, que dá acesso a todas as conferências que começam logo no dia 28, além dos concertos, é o mais caro: com desconto fica por 40€, mas depois sobe para 60€. Há ainda descontos para estudantes e bilhetes ACCESS, para pessoas com deficiência, que também dão acesso a um acompanhante.

Cais do Sodré e Hub Criativo do Beato. 28-30 Set. 15€-60€

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