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MOGA Caparica 2021
©DRMOGA Caparica 2021

O MOGA Caparica usa a música para dar a conhecer novos modos de vida

O MOGA Caparica regressa para a segunda edição em Portugal entre 1 e 5 de Junho. Mas nem só de música vive este festival de electrónica, que quer conquistar o mundo.

Escrito por
Renata Lima Lobo
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Nascido há seis anos em Essaouira, Marrocos, o MOGA chegou à Caparica no ano passado com uma mala cheia de artistas ligados ao mundo da música electrónica. Mas também com uma panóplia de actividades paralelas, entre arte, bem-estar, conversas e, claro, comes e bebes. Este ano está de volta, levando a festa a vários espaços das praias da Costa da Caparica, entre os dias 1 e 5 de Junho. O restaurante Irmão (Praia do Castelo), o espaço Casa Reîa (Praia da Cabana do Pescador), o bar Lorosae (Praia de São João da Caparica), e o centro de bem-estar Dr Bernard (Praia do CDS) – que além do restaurante Palms também tem uma escola de surf – são os palcos do MOGA Caparica 2022.

As festas na praia acontecem sempre a partir das 13.00 e até à uma da manhã, com a música a cargo de Amine K, Audiofly, Carlita, Dam Swindle, Dan Shake, Daox, Folamour, Kalabrese, Laurence Guy, Lola Villa, Madd Rod, Mafalda, Magupi, Parallels, Shugi e Yokoo. Mas antes da festa rija, há sempre actividades desportivas para usufruir a partir das 09.00 – surf, meditação, pilates e yoga – e ainda brunches com DJ entre as 12.00 e as 16.00 para todos os participantes. ​​O passe para todos os dias do festival custa 145€ (com acesso a tudo), os bilhetes diários, 48€; há ainda tempo para uma Boat Party (55€). Para quem estiver interessado apenas nas festas da praia, o passe fica por 85€.

MOGA Caparica 2021
©DRMOGA Caparica 2021

“Há uma ligação muito forte entre Lisboa e Essaouira"

Matthieu Corrosine é um dos fundadores do MOGA e o responsável pelo Panda Events, um grupo que tem corrido mundo com eventos em Miami, nas Caraíbas, no México, na Indonésia e também na Caparica, neste caso com um evento que importaram do sul de França chamado Les Plages Électroniques. Por isso mesmo, a Caparica já não era um lugar estranho para esta equipa que a escolheu como o segundo território do MOGA, depois de Essaouira. Em Janeiro do próximo ano, revelou Matthieu à Time Out, o MOGA abraçará uma terceira cidade: Dakar, “a capital dos nómadas digitais na África Ocidental”. “Usamos a música para fazer as pessoas viajarem, descobrirem novas culturas, descobrirem novas pessoas, novos modos de vida e realmente fazer as pessoas perceberem que todos são iguais. É muito bom fazer do nosso festival um ponto comum entre culturas, através da música e do bem-estar”, explica o fundador.

Entretanto, em Marrocos. “Essaouira era uma cidade importante para o movimento hippie nos anos 60 e 70. E na verdade o Jimi Hendrix costumava ficar lá a escrever as suas músicas. O Cat Stevens também lá morou. E então, depois de termos feito o festival aqui na Caparica, pudemos sentir aquela vibe hippie, pudemos sentir que muita gente de todo o mundo estava a vir para Lisboa para ter o mesmo estilo de vida que encontramos em Essaouira: o que significa trabalhar remotamente.” Estes novos nómadas digitais são o público principal do MOGA, explica Mathieu, que também descreve Lisboa como a capital dos desportos radicais e de actividades mais serenas como a meditação ou o yoga. Mas algo mais aproxima as duas cidades: “Essaouira foi construída pelos portugueses. Portanto, há uma conexão muito, muito forte entre as duas cidades. Na verdade, estamos a trabalhar com os serviços da cidade de Almada para se tornarem cidades-irmãs e fazerem intercâmbio educacional, cultural e também turístico.” O próprio nome do festival tem uma ligação a Portugal: Mogador é o antigo nome de Essaouira, atribuído pelos portugueses no século XVI.

MOGA Caparica 2021
©DRMOGA Caparica 2021

Festival avulso

Se não optar pelo passe, pode picar alguns momentos especiais do MOGA, até com entrada livre.

Open parties
O MOGA Caparica vai oferecer duas festas abertas a forasteiros, ou seja, a quem não tiver bilhete. Ambas terão lugar no restaurante Palms, nos dias 1 e 2 de Junho, e acontecem entre as quatro da tarde e a uma da manhã, com entrada livre. No primeiro dia pode dançar ou apenas sentir a música de Jungle Julia, Telma e Polocortp & Friends (Miroslav, Daniel Weil e The Hub) e no dia seguinte a festa continua com Chama Hiro, Maurice Fulton e Trol2000.

Brunch parties
Nos mesmos dias, no âmbito das MOGA Open Parties, a Rádio Capsao toma conta do Lorosae, para o alimentar com comida e música. Entre as 10.00 e as 18.00, pode meter o pé na areia com um brunch acompanhado por DJs locais, comida saudável e cocktails, numa viagem à música electrónica africana, assim como aos estilos amapiano, house&beats e melodic house.

Boat party
A 2 de Junho há festa a bordo ao som dos talentos da produtora portuguesa Bloop Recordings, também experiente nestas andanças electrónicas. A festa vai acontecer num cruzeiro que parte em direcção ao pôr-do-sol, entre as 16.30 e as 21.30 e a bordo pode-se ouvir a música de Fernando Constantini, Cruz e Tiago Marques.

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